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Discutindo as transformações da cidade

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Nesta quinta-feira, pela manhã, medio uma das mesas do Arq.Futuro, evento sobre arquitetura e urbanismo que começou na segunda-feira, na Bienal do Ibirapuera. O tema de toda a manhã é Ativismo nas Comunidades e o papo começa com Joshua David e Robert Hammond, fundadores do Friends of the High Line, o minhocão de Nova York que virou parque suspenso, continua com a Lisa Switkin, diretora da James Corner Field Operations, segue com uma mesa mediada pelo Raul Juste Lores (com a participação de Joshua, Robert e Lisa, além do Guilherme Wisnik (da Bienal) e do Alexandre Lafer Frankel (da Vitacon). A minha participação acontece às 12h45, quando abro o debate entre Janette Sadik-Khan, secretária de transportes de Nova York, Roberto Fontes, do próprio Arq.Futuro, Andressa Vianna, do projeto Baixo Centro, Miguel Lago, cofundador do projeto Meu Rio e do vereador Nabil Bonduki. Os ingressos para o evento já estão à venda, mas ele terá também transmissão via internet – saiba mais no site oficial.

A surpreendente estréia dos Boogarins

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Que inusitada psicodelia é essa, que emana destes Boogarins formado em Goiânia por Fernando Almeida e Benke Ferraz que lançaram um disco – chamado Plantas que Curam – pela loja indie nova-iorquina Other Music?

Excelente, hein. O disco inteiro pode ser ouvido abaixo:

 

A espetacularização da violência e os novos carrascos da TV, por Bruno Paes Manso

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No Estadão, o Bruno nos convida para uma reflexão certeira sobre o estado a violência de entretenimento disfarçada de telejornalismo de programas vespertinos brasileiros. Um trecho:

Que fazer, então? O que deve e o que não deve ser publicado? Sim. A violência existe na sociedade e cabe ao jornalismo mostrar a realidade em que vivemos. Sim. Eu sou jornalista e escrevo sobre violência. Acredito no papel pedagógico de conhecermos bem a sociedade em que vivemos, principalmente seus conflitos e problemas. Só que há limites. Resta-nos discuti-los à luz do que se acredita ser jornalismo de qualidade.

Pode-se comparar o papel do jornal e do jornalista à dinâmica de uma sessão de terapia. Quando se está em crise, diante do psiquiatra, de nada adianta falar sobre suas qualidades. É preciso revelar podres, racionalizar sobre eles, para só assim conseguir superar os problemas. O mesmo ocorre na sociedade. Conflitos sociais devem ser descritos e investigados para que possamos seguir adiante. O jornalismo, nesse sentido, deve compreender esses dramas na busca do conhecimento da sociedade sobre a qual escreve.

Não é esse o objetivo dos programas vespertinos que mostram a violência de forma excessiva. Como são jornais que buscam acima de tudo audiência, eles acabam sendo forçados a dar o que o público quer – não o que o público precisa para compreender a sociedade em que vive.

Em vez de jornalismo, acabam proporcionando entretenimento ao público sedento de justiça. Desempenham o papel que antigamente era cumprido pelos enforcamentos em praça pública. Os apresentadores vociferam contra a impunidade, clamam pela punição exemplar do bandido, criticam as autoridades. Satisfazem o desejo mórbido de vingança ao mesmo tempo em que fazem seu público se identificar com os cidadãos direitos que se indignam junto com o apresentador.

Ver a violência na televisão, assistir aos crimes impunes, compartilhar a mesma situação de impotência com o apresentador, pedir com ele a morte do bandido, parece um exercício diário para suportar o cotidiano de uma cidade sem justiça. Em vez dos enforcamentos públicos e dos linchamentos, sobra para o apresentador de televisão satisfazer o desejo de vingança. Em substituição ao Poder Judiciário, que hoje, no Brasil, parece ter a eficiência daquele que existia em tempos medievais.

O texto inteiro segue aqui.

“A política é o showbusiness do complexo militar-industrial”

DianaKennedy

Impossível não lembrar dessa frase do Zappa ao ver notícias de um filme sobre a princesa Diana, interpretada por Naomi Watts, e outro – produzido pelo Riddley Scott – sobre os últimos dias do presidente Kennedy, com o Rob Lowe no papel principal. Veja os trailers abaixo:

 

A ciência de Breaking Bad

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Poucas liberdades poéticas (como a cor azul da metanfetamina) foram tomadas no seriado Breaking Bad, em que o produtor Vince Gilligan se cercou tanto de cientistas quanto de policiais que combatem o narcotráfico para ter o máximo de realismo no programa.

Vi no Buzz da Galileu.