Todo o show: Neil Young ao vivo no Hammersmith Odeon, em Londres, 1976

Babee linkou essa pérola que o Dangerous Mind sublinhou: meia hora de Neil Young ao vivo em Londres, num março no meio dos anos 70. De chorar, veja abaixo, com o setlist:

Babee linkou essa pérola que o Dangerous Mind sublinhou: meia hora de Neil Young ao vivo em Londres, num março no meio dos anos 70. De chorar, veja abaixo, com o setlist:

Curuma manda avisar que está com clipe novo na área: mais uma bela fatia do excelente Arrocha que ganha uma versão audiovisual – “Afoxoque” é capitaneada pelo ilustrador e animador Vinicius “O Vico” Sanchez, que deu ao clipe esta textura roots. Ficou massa, veja aí:


A fase outonal de Mahmundi finalmente é registrada no EP Setembro, que ela acaba de disponibilizar gratuitamente. O Bruno já havia mostrado “Arpoador” na semana passada e agora vem o disco completo, do qual destaco “Vem”.
Dá pra baixar o disco aqui.


Um desocupado (ah, o que seria da internet sem eles?) transformou as primeiras e últimas aparições dos principais personagens de Breaking Bad em gifs, que dão uma idéia precisa do nível de decadência que foi o tom de todo o seriado. Cuidado ao clicar abaixo que, afinal de contas, tem altos spoilers:

Agora que a série terminou já dá pra pensar em comprar os DVDs – e que tal essa versão definitiva que já está na pré-venda da Amazon? Entre os extras, um momento se destaca: quando Bryan Cranston e Aaron Paul lêem pela primeira vez, entre cervejas, o roteiro do último episódio do seriado. Veja o teaser abaixo:

E aí, já deu tempo de ver? Que acharam?

Não gostei de Cavalo. Ouvi a primeira vez com cuidado, a segunda com descrença e na terceira larguei no meio. Tem boas letras (nada excepcional) e bons momentos (três, sendo que “Maná” destoa muito do resto do disco, e pro bem), mas como disco, ele é morno, frouxo, preguiçoso, frágil. Mas vai que é o disco? Vai que funciona ao vivo? E foi com vários desses “vai que” coçando atrás da orelha que encarei o show de Amarante na quinta-feira da semana passada no Sesc Pompéia.
Quase dormi. De tédio. O show é sonolento e esparso – é o disco encarnado no palco. Não é por falta de talento: Amarante é bom músico, compõe bem, tem presença de palco e está com uma boa banda (metade do Do Amor – Gabriel Bubu e Gustavo Benjão -, um hermano, Rodrigo Barba, na bateria e o Lucas Vasconcellos no teclado), mas há uma timidez forçada, uma vontade de não aparecer, que é oposta às suas qualidades. Tanto que o show só foi engrenar lá pelo final, quando emendou uma versão para um clássico de Tom Zé (“Augusta, Angélica, Consolação”, que teve trecho da letra puxado para o século 21 de Steve Jobs, citando iPods e iPads entre as “outras bobagens” de seu extenso refrão) e atingiu a catarse sonora na ótima “Maná” – a primeira música do disco a dar as caras, ainda no semestre passado, e que driblou as expectativas de quem esperava um disco com mais chacundum.
Antes disso, músicas lentas e arrastadas, contemplativas e vazias, convidavam o público – surpreendentemente morno para um show de um ex-Los Hermanos – a entrar em alfa – mas, no meu caso, só me deu sono. A sensação de relaxamento piora quando Amarante deixa o violão, instrumento que já domina, para assumir sozinho os teclados, dando a impressão de que aprendeu a tocar na semana anterior ao show e que estava satisfeito com qualquer balbucio que cantarolasse sobre determinada seqüência de acordes. Há uma espécie de autodeslumbre que nega admitir-se, o que torna plausível as comparações com a fase Londres de Caetano Veloso, embora sem motivo real além do puramente estético. Caetano ao menos tinha saudade de casa…
Cavalo consagra o primeiro disco de um ex-Los Hermanos como fuga de um populismo natural que sempre incomodou a banda. Resolver não tocar “Anna Julia” nos shows, a estética samba-indie do Bloco do Eu Sozinho e radicalizada no indie-MPB do quarto disco do grupo foram passos diferentes desta negação, que pouco aflige seus pares de geração. Sou, o primeiro de Camelo, afirmou-se propositadamente distante, qualidade felizmente esquecida no segundo disco, Toque Dela. Amarante fez um caminho torto: juntou-se a uma trupe de gringos brasilianistas para lançar-se fora da banda dentro de outra, com o ótimo Little Joy. Mas ao aparecer sozinho, repete o nervosismo do primeiro disco de Camelo e refuga logo à saída – é parecido quando ele pede pra quase que tirar a luz do palco, para não aparecer. Atenção Amarante, você é um artista e está no palco, deixe-se iluminar. O disco – e o show, portanto – isola-se demais em si mesmo e perde-se em rascunhos de canções que até poderiam brilhar com menos falsa modéstia.
Entendo, é o primeiro disco solo, há um peso considerável. Mas é preciso assumir a responsa de ser um artista. Se o caso não for esse, melhor voltar a ser aquele cara que, depois de jantares nos apartamentos dos amigos, sempre assume o violão, canta umas versões e outras músicas próprias, que alguns acham fofo e outros acham chato. Estou no segundo time.
Abaixo, alguns vídeos que fiz do show.