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Como foi a última SUSSA de 2013

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O dia tava lindaço e a galera veio numa boa – e a tarde entrou bonito na noite do domingo passado, na última Sussa do ano, que rolou no Neu. E o showzinho do Rafael com a Bárbara rolou bonito, já já os vídeos tão no ar. Por enquanto, fiquem com as fotos da Dre.

 

Vida Fodona #399: Quase chegando

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2013 embicando pro fim… Já sabe…

Beyoncé – “Blow”
Disclosure + Aluna George – “White Noise”
Charlie XCX – “Superlove”
Strokes – “Tap Out”
Chvrches – “The Mother We Share”
Blood Orange – “You’re Not Good Enough”
The Internet – “Dontcha”
Arcade Fire – “Porno”
Daft Punk – “Lose Yourself to Dance”
Haim – “The Wire”
Jagwar Ma – “Come Save Me”
Knife – “Full of Fire”
James Blake – “Retrograde”
Lorde – “Royals”
Garotas Suecas – “Bucolismo”
Justin Timberlake – “Mirrors”

Vem aê.

Pink Floyd, 1969: The Man and the Journey

PinkFloyd

No final dos anos 60, o Pink Floyd ainda andava perdido após expulsar seu antigo Syd Barrett por motivos de excesso de psicodelia e seguia experimentando possibilidades sonoras em busca de sua própria voz. Até o lançamento de Atom Heart Mother, em 1970, Roger Waters, David Gilmour, Nick Mason e Rick Wright oscilavam entre jam sessions explosivas e números acústicos bucólicos, sem saber exatamente onde ia chegar. É desta época que data a suíte The Man and the Journey, espetáculo ao vivo em que o grupo tentava achar uma coesão narrativa entre músicas que seriam lançadas oficialmente em discos posteriores (principalmente Ummagumma e a trilha sonora do filme More, quando ganharam novos títulos). Desta época também vem as experiências do grupo com efeitos sonoros – tanto usando instrumentos improváveis quanto sons pré-gravados – e com happenings ao vivo (em dado momento do show um roadie aparecia fantasiado de gorila no meio do público, em outra hora serviam chá para a banda durante a execução de uma música – “Teatime”, claro -, além de fumaça e canhões). O Dangerous Minds encontrou a gravação do espetáculo More Furious Madness from the Massed Gadgets of Auximenes no YouTube, um show que foi ensaiado para ser apresentado no Royal Festival Hall londrino, mas que pode ser ouvido abaixo no show que fizeram em Amsterdã, na Holanda, no dia 17 de setembro de 1969, no Concertgebouw, que foi transmitido por uma rádio local.

Abaixo, além das faixas tocadas no show (com seus nomes oficiais entre parênteses) também há um vídeo do ensaio para a apresentação no Royal Festival Hall. Enjoy:

 

Vazou o disco “novo” dos Beatles

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“Novo” entre aspas porque é mais um disco que vasculha o baú do quarteto. Reunindo uma série de gravações em 1963 e lançado apenas via iTunes, a coletânea não chega perto do padrão beatle de qualidade como lançamento e parece ter sido ajambrada às pressas apenas para esticar a validade dos direitos autorais do grupo (o Bracin explica isso melhor).

Beatles bootlegs released on iTunes

Mas é Beatles, né? Não tem como ser ruim.

Grimes + Four Tet

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No começo do ano, o Four Tet tocou num programa de rádio o que parecia ser um remix próprio para uma música da Grimes, mas ele logo esclareceu que não era um remix, apenas estava brincando com trechos do vocal da moça. E no início dessa semana, para comemorar seu 100.000° seguidor no Twitter, ele começou a distribuir músicas próprias de graça, via Sendspace. E entre elas tinha a versão completa do trato que deu na Grimes.

Mas recomendo você dar um pulo na conta do Kieran no Twitter e caçar o dia 16 de dezembro – e começou a abrir seus arquivos e desovar vááááááárias pérolas.

Joseph Gordon-Levitt será Sandman no cinema

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Há alguns anos Joseph Gordon-Levitt vem ensaiando o momento para assumir o papel de novo protagonista em Hollywood – veio comendo pelas beiradas em filmes como (500) Dias com Ela, Inception e Looper (além de ter estreado na direção em 2013, com o elogiado Don Jon), aos poucos nos fazendo esquecer que ele era um dos alienígenas da série 3rd Rock from the Sun. E parece que ele vai dar o bote agora, ao anunciar que, além ser o protagonista da versão cinematográfica da série Sandman, de Neil Gaiman, também será o diretor do filme, cujo roteiro será escrito por David Goyer (que escreveu os três Batman de Christopher Nolan) e pelo próprio Gaiman. Quem confirmou foi o próprio Gordon-Levitt, via Twitter.

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E agora?

Beyoncé 2013

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Ainda estou digerindo esse novo disco da Beyoncé – até porque ao lançá-lo de supetão no meio de dezembro, ela embaralhou listas de melhores discos de 2013 em formação além de comprometer algumas que já foram lançadas. Mas um disco lançado de uma hora pra outra pode parecer novidade, mas não é (o Radiohead fez isso duas vezes, em 2007 e 2011, e só esse ano David Bowie e My Bloody Valentine já fizeram isso). Ele sim consolida essa tendência e mostra pra um monte de artistas a importância de se trabalhar na surdina e não criar expectativa sobre um novo trabalho como fórmula oposta aos montes de teasers de álbum em MP3 ou no YouTube que estamos aos poucos nos acostumando.

Mas não é só isso: Beyoncé também é um “disco visual” em que todas as músicas têm clipe (além de algumas que só têm clipe e não estão apenas como canções na versão em áudio do disco) e assim ela começa a extrapolar para além da música – ela está fazendo Arte, com “a” maiúsculo, ao transformar seu disco em uma experiência audiovisual. O disco também consolida outra forte tendência – a dos blue beats que caracterizam o melhor R&B dos anos 10, de nomes como Weeknd, Frank Ocean, Drake e The Internet. Beyoncé não apenas canaliza esta variação pesada e triste de uma black music pouco festiva para as massas como chama alguns de seus protagonistas (Drake e Ocean) para dividir canções.

Não bastasse tudo isso, Beyoncé, o disco, é uma forte afirmação do feminismo do século 21 e até se dá ao luxo de samplear o TED da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adiche (“Todos nós deveríamos ser feministas“) numa música. Em todo caso, uma coisa é certa: Beyoncé não está mais no mesmo patamar que divas pop contemporâneas como Britney Spears, Rihanna, Alicia Keys, Mariah Carey ou Lady Gaga. Talvez ela tenha ultrapassado até o marido, Jay Z, e esteja se firmando como uma das artistas mais influentes deste século.

Não é exagero dizer que ela pode estar assumindo um papel parecido com o de Madonna no final dos anos 80/ começo dos anos 90. Só que com outras propostas, preocupações e provocações. Palmas pra ela.