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Vazou o final alternativo de How I Met Your Mother

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Você não gostou do final de How I Met Your Mother? Eu gostei, mas sei que tem muita gente que não curtiu – e esses estão esperando ansiosamente pelo tal final alternativo que teria sido filmado e que entraria como extra no box de DVDs do seriado. Eis que o final alternativo vazou e o pessoal no Reddit dá as coordenadas para quem quiser baixar…

Conheçam o novo Visão

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Um dos segredos mais bem guardados do próximo Vingadores é o visual do andróide Visão, que por enquanto só foi visto de lado e de longe no megaposter que já foi divulgado. Até agora, quando um certo Yeongjip Kim (que deletou sua conta no Instagram logo após a notícia sobre esta imagem) conseguiu vê-lo de frente.

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Visão será interpretado por Paul Bettany, que hoje dubla a inteligência artificial Jarvis nos filmes do Homem de Ferro e foi um dos vilões no filme do Código Da Vince. Vi no Comic Book Movie.

Caribou x Tale of Us x Mano Le Tough

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Três alemães deram um trato no primeiro hit do ótimo disco novo do Caribou, Our Love. Neste remix “Can’t Do Without You” é esticada e picotada pela dupla Tale of Us e pelo produtor Mano Le Tough. Não é tão diferente do original – em vez disso, torna a viagem mais densa.

Ariel Pink 2014: “If I could get some time alone…”

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O próximo disco de Ariel Pink é, na prática, seu primeiro disco solo, pois abandonou o sufixo Haunted Grafitti que havia grudado em seu nome. O disco chama-se Pom Pom, tem 17 músicas, será duplo e a primeira música que apareceu é essa “Put Your Number In My Phone”.

Políticos comendo pastel

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É tempo de eleições, época do inevitável encontro de todos os candidatos com um dos salgados mais nobres da culinária de rua brasileira, como dá pra ver neste álbum primoroso feito pelo Marlos Apyus.

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Tem outros lá.

Picassos Falsos – Supercarioca

Procurei nos meus arquivos online e vi que não tinha publicado aqui no Trabalho Sujo um texto que escrevi sobre o Supercarioca em 1994, num jornalzinho que eu fazia com uns amigos quando estudava na Unicamp. O texto foi republicado na coluna que tive no Gafieiras, na década passada, site do Ricardo Tacioli com quem eu dividia apartamento nos tempos da Unicamp – e era um dos amigos com quem eu fazia o tal jornal (chamado O Leopoldo, hahaha). Mas ainda não tinha aparecido aqui neste site – até agora. Dei uma editada e releve o fato de ele ter sido escrito quando eu tinha apenas 19 anos…

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Picassos Falsos – Supercarioca

Mesmo com uma curta existência, poucos grupos de rock nacional foram tão felizes quanto o Picassos Falsos. Enquanto grande parte da produção brasileira sempre limitou-se a copiar o que vinha de fora – às vezes do jeito mais tosco possível –, o quarteto carioca mostrava criatividade, inventividade e, principalmente, orgulho de ser brasileiro. Formado por Humberto Effe (vocais e letras), Luiz Gustavo (guitarra e violões), Zé Henrique (baixo, que seria substituído no segundo disco pelo Luiz Henrique Romanholli – é, o jornalista d’O Globo), e Abílio Azambuja (bateria e percussão), o conjunto pode ser colocado ao lado dos Mutantes, sem muita dificuldade, quando nos referimos a rock com cara de Brasil.

Formado em meados dos anos de 1980, o grupo pode ser definido como uma banda de rock afeita ao samba e funk (não confunda com o samba-rock, que é o caminho de volta). Gravaram seu primeiro disco (homônimo em 87) pelo selo Plug, da gravadora BMG, que não era nada mais do que um grande pau-de-sebo para encontrar um artista que vendesse bem e apostar tudo nele. Ao lado do Picassos, estavam no Plug nomes como De Falla, Violeta de Outono, Nenhum de Nós, Hojerizah e TNT, mais dez outros grupos. O escolhido foi o trio gaúcho Engenheiros do Hawaii, que até hoje figura nas paradas de sucesso, para a infelicidade do bom gosto.

O Picassos até teve uma certa repercussão com seu primeiro disco, principalmente com as faixas “Carne e osso”, “Quadrinhos” e “Que horas são?”. A primeira, provavelmente a mais conhecida do grupo, ficou famosa por seu refrão hipnótico com referências sexistas (“O meu coração / Preso nestas celas / Abre as pernas / da tua paixão”) e citações de Ismael Silva (“Se você jurar”) e Tim Maia (“Cristina”). Essas duas citações, aliás, serviam de referencial para o som do grupo: velha guarda do samba carioca e soul/funk brasileiros.

Mas o primeiro disco ainda estava perdido entre a necessidade de se mostrar culto e a poesia pseudo-intelectual de Humberto Effe. Aliás, Picassos Falsos, o disco, vale mais pela parte sonora – conduzida pela grande guitarra de Luiz Gustavo – do que lírica. Mas uma faixa – a última do lado A, chamada “Últimos carnavais” – dava pistas de que a tendência era melhorar. Seu segundo e último é sua obra-prima. Supercarioca foi lançado em 1988 e retomava aquilo que o grupo prometia na faixa citada acima: samba e rock em todos os sentidos.

Supercarioca deixa claro, desde a capa, suas intenções. Uma tomada geral no bairro de Santa Tereza é tão sutil quanto esclarecedora, afinal o bairro é famoso por sua população de malucos. Um morro sem favela, habitado por doidos é o cenário perfeito para o casamento do rock com o samba, que apesar de diferentes são gêneros primos – o samba surgiu da tristeza dos escravos africanos por terem sido arrancados de sua terra natal, a mesma do blues, que surgiu da mesma forma e que é o pai do rock’n’roll.

O disco começa com “Retinas”, que abre com a percussão marcando ritmo de capoeira para a entrada de Humberto, que faz com que o ouvinte se sinta como alguém indo comprar algo em um lugar que não conhece, sentindo-se acuado. A entrada do baixo e da bateria dão aos poucos um ar de selva e o vocalista assume uma postura de chefe de quadrilha que ameaça o visitante com palavras, mas que ao mesmo tempo que ameaça, se faz parecer amigável: é a essência do malandro, a dicotomia bondade-maldade na mesma pessoa e ela está presente em todo o disco, de diversas formas. A guitarra de “Retinas” é microfonia gemida constante, forjando o caos da cidade moderna, bem distante da Lapa e da boemia dos anos 20. O malandro ainda é o mesmo, mas os tempos são outros.

“Bolero” continua cantando o amor e a cidade, contrastando os perigos de ambos, enquanto a música cavalga num baixo repetitivo e cita Jimi Hendrix (“3rd stone from the sun”). O disco continua com “Marlene”, um samba-balada com citações à Noel Rosa (“Último desejo”), e “Verões” continua falando em amor e cidade, desta vez do calor de ambos e como é amar num país tropical, numa cidade do terceiro mundo, que não terá chance de chegar ao primeiro. “Wolverine” fecha o lado A (o disco ainda não foi lançado em CD), um funk rock à Hendrix, guitarras cheias de wah-wah. Pela primeira vez no disco, o grupo cita a festa que é fundamental no desenrolar do conceito de Supercarioca: o carnaval, descrevendo a relação da festa com a pobreza – “A felicidade existe quando todo mundo pula assim”. A música começa com violões com cordas de aço tocados com força, outra característica do disco.

O lado B é mais conceitual que o A e “Sangue” retoma o carnaval (“Quando fevereiro chegar / Vamos pra rua dançar / É pouco tempo pra tanta ilusão”) e aproxima o samba do rock, compensando um com o outro (“Mas se meu samba morrer… / Yeah, yeah, yeah”). A frase do início do funk-samba (“Estarei presente no final dos dias / Cantando, quem sabe, novas melodias”) retoma o malandro do início que aos poucos se metamorfoseia no Supercarioca do título – um malandro perfeito, adequado aos novos tempos, sem medo de enfrentar o fim de tudo e que tem o rock como trilha sonora.

“O homem que não vendeu sua alma” sai um pouco do disco, levando um rhythm’n’blues sobre vida urbana e honestidade. O disco ganha mais suingue de “Fevereiro” em diante. Esta faixa profetiza que o fim do Rio de Janeiro acontecerá durante o carnaval (“Já que hoje o morro não desce mais / Desaba no meio da rua / Mostrando da maneira mais sutil / Quem faz o mais belo carnaval do planeta”). “Fevereiro 2” faz referências musicais à Bahia, ao Caribe, ao pagode e ao samba de breque, falando de violência e crime passional. “Rio de Janeiro” traz de volta o malandro, tratado como “herói”, “trapo humano”, “corpo estranho” e “deus” e com uma descrição tropicalista do Rio (“Ferragens e palmeiras”, “Avenida e lama”, “Monumentos fardados”, “Papagaios e burgueses”) e constatando o caos carioca, cidade que atinge “dias de paz só durante o temporal”. A faixa-título, um rock pesado, resume o disco e o Rio, e merece citação integral.

“O Supercarioca chegou com seus emblemas culturais
Samba, praia, bola e tantas coisas mais
O Supercarioca chegou esquecendo a vida entre copos de cerveja
Quando se chutam latas sempre se faz mais que um gol

O Supercarioca chegou no alto da montanha, entre pulseiras de prata
Mostrando quem manda na grande cidade

O Supercarioca chegou
Era mais um corpo crivado de balas perto do Cristo Redentor
Entre fotos e manchetes de jornais cobertas de sangue
O Supercarioca chegou
O Supercarioca
Supercarioca”