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O Êxodo de Ridley Scott

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Ridley Scott vai ampliando seus delírios épicos cada vez mais – a novidade de 2014 é o grandioso Exodus – Gods and Kings (será que vão traduzir como Êxodo ou vão deixar o título no original?). É a velha história do profeta Moisés, desta vez vivido por Christian Bale, transformada numa história de resistência, luta e gritos de guerras, como podemos ver no trailer que acabou de ser lançado:

Não tenho nenhuma dúvida de que o nível de breguice de Gladiador, do mesmo diretor, será ultrapassado com louvor, atingindo níveis de vergonha alheia que o trailer parece antecipar – à exceção da cena das tábuas dos dez mandamentos, que só deve aparecer no filme (será que Ridley Scott filmou o encontro de Moisés com Deus?). Mas há outro subtexto nessa produção – ao contrário dos filmes recentes de Scott, que celebram a Pax Americana dos anos Bush, este filme pode ter leituras diferentes no Oriente Médio, em todos os países árabes e na Ásia Central. Esse sim vai ser o impacto desse filme: político, não estético.

“Rolling in the Deep” com Aretha Franklin

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Você já deve ter ouvido a versão que Aretha Franklin fez para “Rolling in the Deep”, da Adele, certo? Senão, segue a apresentação da diva soul dos anos 60 cantando o hit da diva pop dos anos 00 no programa do David Letterman, na TV americana ontem.

Muita gente veio comemorar como a música havia “melhorado” na voz de Aretha – puro preconceito contra Adele ou contra hits que tocam demais. “Rolling in the Deep” tocou em tudo quanto é lugar até dar no saco, mas se Aretha Franklin resolve cantá-la, este é o maior elogio que a canção e sua autora poderiam receber. Sua interpretação soa melhor porque nós nos acostumamos ao furacão Aretha, mas isso não quer dizer que a música original era fraca. Mas quando Aretha emenda o hit da década passada com outro contemporâneo seu (“Ain’t No Mountain High Enough”), o resultado não soa tão natural…