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XTC vai dar um trato no Orange & Lemons

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A discografia ímpar do XTC, uma das poucas bandas pós-punk que sobreviveu longe dos palcos, vem sendo relançada com detalhe desde o ano passado, em reedições acompanhadas de perto pelo dono da banda Andy Partridge. Já ressurgiram clássicos como Nonsuch, de 1992, e Drums and Wires, de 1979, sempre reaparecendo em CD e blu-ray, remasterizado em surround 5.1 e cheios de extras – demos, lados B e faixas inéditas da época de cada disco. O próximo da fila é o meu favorito Oranges & Lemons, um salto existencialista num abismo psicodélico dado no meio dos fúteis anos 80 por uma banda pós-punk há dois discos encantada com o artesanato do pop perfeito. Mas o blog Slicing Up Eyeballs nos avisou que Andy estava twittando sobre o péssimo estado em que foram encontradas as masters do disco e passamos a acompanhar a possibilidade de termos uma reedição à altura do álbum com a mesma ansiedade que seu autor:

Até que nessa quarta ele nos deu as boas novas:

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Agora é esperar que a reedição saia ainda em 2015 (a versão 3D da capa original do disco, desenhada por Heinz Edelmann, foi feita pelo designer Ferry Zijlmans).

O Ecossistema da Música no Século 21

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Hoje tem início a Semana Internacional de Música São Paulo e começo minha participação no evento ao fazer a palestra de abertura, chamada de O Ecossistema da Música no Século 21, levo um pouco do que discuti no curso que coordenei no Espaço Cult e amplio a discussão para traçar um cenário das transformações que estamos vivendo hoje. Minha apresentação começa às 11h e acontece na Sala Concerto da Praça das Artes, no Centro, e amanhã continuo participando como mediador de quatro mesas. Confira a programação completa do Sim São Paulo no site do evento.

Sleater-Kinney 2014: “Only together do we break the rules”

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A volta do Sleater-Kinney já é um dos grandes acontecimentos de 2015 mesmo sem o ano ter começado – afinal, o trio formado por Corin Tucker, Carrie Brownstein e Janet Weiss talvez seja uma das bandas mais subestimadas do punk rock americano da virada do século. E aos poucos elas vão preparando terreno – agora soltaram mais uma faixa inédita, “Surface Envy” – ouça só:

Tim Burton + Lana Del Rey

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Lana Del Rey mostrou essa semana suas duas faixas inéditas que estarão na trilha do novo filme de Tim Burton. A cinebiografia Big Eyes (a segunda feita pelo diretor, a primeira foi a do cineasta trash Ed Wood) conta a história da pintora Margaret Keane, autora de pinturas com os “grandes olhos” do título, ela ficou sempre à sombra do marido, que comercializava suas obras e a escondia da fama. O casal é vivido por Amy Adams e Christoph Waltz e, pelo trailer, pode ser que Burton tenha acertado em cheio (coisa que ele não faz desde… Big Fish?):

As músicas de Lana, no entanto, são apenas regulares, nada que se destaque em sua própria discografia. A primeira é a faixa-título, “Big Eyes”:

Em seguida, “I Can Fly”:

O filme estréia nos EUA no natal e está programado para chegar ao Brasil em fevereiro.

De La Soul + Chuck D

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Eis “The People”, single em que o trio De La Soul convida ninguém menos que Chuck D para os vocais – e o encontro é mais formal e eficaz do que propriamente explosivo. Sinal da tensão do tema da faixa que, lançada à luz dos acontecimentos em Ferguson, torna-a ainda mais contudente.

Dá pra baixar de graça no site oficial do trio.

Os olhos e as drogas

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A Vice saiu à noite tirando fotos pessoas sob a influência de substâncias psicoativas para ver como seus olhos reagiam a partir destas – mas por mais que elas possam estar dilatadas ou retraídas, os médicos ouvidos pela reportagem são categóricos em afirmar que não é possível determinar se a pessoa está usando drogas ou não a partir do comportamento dos seus olhos. Mas saca só como muda: