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Belle & Sebastian 2014: “I was in hell”

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O Belle & Sebastian antecipa mais uma música de seu próximo disco, Girls in Peacetime Want To Dance, que será lançado no próximo janeiro. O clipe de “Nobody’s Empire” – uma canção ao mesmo tempo pessoal, passional e política – é composto por imagens enviadas pelos fãs escoceses da banda, que pediu o envio de imagens da infância na Escócia nos anos 80.

E se juntarmos esta com a ótima “The Party Line“, pode ser que o primeiro grande disco de 2015 também seja um bom disco do Belle & Sebastian.

Chega de Fiu Fiu: o documentário

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Acompanho o trabalho da Juliana de Faria mesmo antes de ela lançar o site Think Olga, que faz parte de um novo movimento feminista no Brasil que aos poucos consegue voz usando a internet como plataforma. Foi através do Think Olga que a Ju fez a pesquisa Chega de Fiu Fiu, sobre a tênue linha entre a cantada e o assédio sexual, mostrando como esse tipo de abordagem é mais frequente do que imaginávamos e transformando a pesquisa em campanha. Há menos de um mês ela lançou um convite via crowdfunding para transformar o resultado da campanha em um documentário e em menos de 24 horas conseguiu bater a primeira meta – mas ainda há outras metas pela frente.

Conversei com a Ju por email sobre o Think Olga, o Chega de Fiu Fiu e sobre jornalismo.

Queria que você começasse falando de como começou o Think Olga e como vocês chegaram à conclusão que deu origem à pesquisa do Chega de Fiu Fiu.
Wow! Essa é uma longa história. Hehe. Vou tentar resumir. Sou jornalista e me especializei em jornalismo feminino. Em determinado ponto da minha carreira, senti que minhas ideias de pautas já não tinham mais espaço nos veículos femininos tradicionais. Decidi então criar a Olga não apenas para publicar as matérias que tinha vontade de escrever, mas também queria criar um espaço para discutir o espaço da mulher na sociedade, o feminismo e, principalmente, a forma como a representatividade na mídia. Bem, e como falei minhas propostas de pautas eram rejeitadas por não conversar com a linha editorial das revistas. E uma delas era sobre assédio sexual. Eu havia até mesmo sugerido criar, gratuitamente, a Chega de Fiu Fiu para uma revista. Como foi rejeitada, achei que valia a pena tocar por conta própria mesmo.

A internet foi crucial para a divulgação e realização da pesquisa, mas vocês esperavam a resposta do jeito que ela aconteceu?
Ao longo de toda a jornada da Olga e da Chega de Fiu Fiu, fui constantemente surpreendida por reações cada vez maiores e mais engajadas das participantes. No entanto, quando você para para pensar, não é tão surpreendente assim. Estamos atacando um problema que atinge muitas mulheres, mas que sempre foi tolerado. E conectar em torno de um mesmo problema, de uma mesma questão é basicamente a essência da internet.

Queria que você falasse um pouco também de como os temas começam a ser postos de forma extrema quando discutidos textualmente na internet. Presumo que vocês tiveram que lidar com radicais de todos os tipos. Como é lidar com isso?
Pessoalmente, sempre é muito difícil. Você tenta fazer um trabalho que pode de alguma forma mudar a situação da violência contra as mulheres e precisa enfrentar pessoas, algumas delas conceituadas, que distorcem sua mensagem e muitas vezes te ofendem. Mas é claro que você não vai conseguir tirar o privilégio de milênios de alguns grupos sem incomodar algumas pessoas. O interessante é ver como homens supostamente inteligentes e liberais se transformam rapidamente em conservadores ao perceber que há sim gente batalhando para equiparar os privilégios de uma minoria com o da maioria em que estão inseridos.

Por que fazer um documentário?
Foi o desenvolvimento natural da campanha. Acreditamos que o documentário pode ser uma chance de nos aprofundarmos no tema, assim como usa-lo, quando pronto, como ferramenta de informação acessível e gratuita para a população.

E depois do documentário feito, como vai ser sua divulgação?
Queremos que o documentário seja uma ferramenta acessível a todos. Nossa ideia é disponibilizá-lo gratuitamente na internet, de forma a ser exibido por escolas, universidades, ONGs e instituições públicas. Queremos também que ele seja utilizado em formações de advocacy. Além disso, já há canais de TV interessados também em exibi-lo. 🙂

Vocês já ultrapassaram a cota sugerida. Quanto tempo demorou para isso ser atingido entre a divulgação e o cumprimento da meta?
Em 19 horas, batemos nossa meta. Nosso financiamento coletivo para o documentário foi o 4º projeto que mais arrecadou nas primeiras 24 horas de existência em toda a história do Catarse – e o 1º no ranking da categoria Cinema & Vídeo. É uma conquista enorme, pois se trata de um projeto feminista, que fala sobre violência contra a mulher — tópicos que normalmente geram polêmica, não geram o interesse que merecem ou causam uma resposta extremamente violenta por pessoas mais, digamos, conservadoras. Além disso, oferecemos pouquíssimas recompensas materiais. Ou seja, as pessoas estão apoiando, pois sabem que é um assunto que deve ser debatido e solucionado com urgência. Ficamos muito felizes!

Quais os próximos projetos do Think Olga?
Nosso próximo passo é começar a trabalhar com empresas, ONGs e instituições governamentais para aumentar a representatividade das mulheres. Sentimos que em todos os meios de comunicação a mulher costuma ser retratada de uma maneira tradicional que não condiz mais com a realidade.

Isso é jornalismo? Como você vê o jornalismo que está sendo produzido no Brasil hoje, dentro e fora das redações?
A Olga lida com colaboração, comunidades online, conteúdo em várias midias e com um propósito muito honesto e bem definido. Sem dúvida, pro público que a segue, é uma publicação relevante e confiável. Não sei se é o futuro do jornalismo, mas acredito que podemos tirar boas lições disso que estamos fazendo 🙂

Twin Shadow 2014: “Turn me up”

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2014 acabando, você fazendo as contas dos melhores do ano e, de repente, chega o Twin Shadow anunciando disco novo pro ano que vem – chamado Eclipse, agendado para março de 2015 – com uma balada com fortes chances de entrar na lista de melhores de 2014. Se liga:

Kavinsky soberano

kavinsky

Nosso amigo francês Vincent Belorgey, também conhecido como Kavinsky, é uma espécie de gêmeo mau do Chromeo – ambos buscam aquele glo-fi sintético típico dos anos 80, mas enquanto o Chromeo se esbalda na pista de dança, Kavinsky atravessa noites solitárias em alta velocidade por rodovias chuvosas. Não à toa sua “Nightcall” é a música mais memorável do manifesto estético que é o filme Drive. Quieto há dois anos, Kavinsky dá notícias com a instrumental “Sovereign”, mostrando que segue o mesmo percurso, entre as trilhas sonoras de John Carpenter e o electro mais cascudo e mal encarado deste século.

O filme do Pequeno Príncipe

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Mais uma adaptação de uma clássico infantil para as superproduções cinematográficas, esta versão para O Pequeno Príncipe parece que promete.

Parece ter sido uma boa idéia criar uma história que faça o espectador entrar dentro da história principal através de um livro, além da variação do estilo de animação entre os dois ambientes. Vi no Brainstorm9.

O holograma de Paul McCartney

Paul McCartney

Além de fazer shows pelo Brasil, Paul McCartney vem experimentando as novas fronteiras para o futuro da música – e tirou 2014 para mergulhar no mundo dos games. Ao lado da Activision, ele compôs uma música para o game Destiny e agora lança a música como single e um clipe em que foi inserido como um holograma no universo do jogo (além de aproveitar a experiência de transmissão em realidade virtual de um de seu shows nos EUA, no Candlestick Park, em São Francisco, em agosto).

Vi na Wired.