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Capas de discos via Adventure Time

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Adventure Time talvez seja um dos grandes trunfos culturais dessa década, ainda crescendo lentamente rumo ao topo do pop. A popularização do desenho já está em estágio avançado de massificação e se você não sabe do que se trata, faça-se o favor de se informar e cair na melhor psicodelia do século até agora. Os personagens do programa do Cartoon Network aos poucos estão se embrenhando em nosso inconsciente e não duvide se 2015 assistir ao momento em que eles se tornarão mais populares que o Mickey, o Snoopy ou o Super Mario para todas as faixas etárias. Essa compilação de capas de discos clássicos mashupadas com o imaginário do título, reunida por este blog, já dá uma vaga noção de que o desenho não é mais um segredo entre crianças apaixonadas, pais vidrados e doidões deslumbrados:

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Lá no blog tem muito, muito mais.

007 negro: Idris Elba como James Bond?

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Os hackers que invadiram os emails da Sony provocaram um dos principais incidentes de 2014, mesmo que quase no calar do ano. Mas entre uma enorme quantidade de podres e alfinetadas trocados entre executivos e agentes, um email enviado no dia 4 de janeiro deste ano de uma das principais executivas da Sony, Amy Pascal, para Elizabeth Cantillon, ex-vice-presidente da Columbia Pictures, cogitava a possibilidade de ninguém menos que Idris Elba – de The Wire, Luthor e Pacific Rim – viver o papel do grande agente internacional britânico. A idéia original era que ele já assumisse o papel no próximo filme da série, Spectre, mas nesta produção James Bond ainda deve ser vivido por Daniel Craig. Mas a idéia já está no ar – resta saber se topam bancar um 007 negro como atração do 25º filme da série.

Emicida, Thiago França e Rodrigo Campos reverenciando o primeiro disco do Cartola

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Emicida estava tão tenso que mal conseguiu conversar com o público no início. Justo ele, um MC tão afeito ao diálogo – nem a presença de seu fiel escudeiro (e escada para conversas impagáveis) DJ Nyack nas picapes o deixou à vontade. Afinal, não era pouca coisa: era a primeira noite do 74 Rotações, o projeto do Radiola Urbana que celebra discos clássicos de quarenta anos atrás, e Emicida havia sido provocado por Thiago França, à sua direita no palco, revezando-se entre a flauta, o sax, percussão e geringonças elétricas, para recriar ao vivo o primeiro disco de Cartola. Ao seu redor, uma banda de peso: Rodrigo Campos no violão e cavaquinho, Doni, da banda de Emicida, no violão de sete cordas, o endiabrado Fábio Sá entre os contrabaixos acústicos e elétrico, Nyack entre as picapes e a percussão, esta toda a cargo de Carlos Café, também da banda de Emicida.

O principal desafio era do rapper – afinal não sabíamos se ele iria rimar ou cantar as músicas do mestre carioca. E a introdução deixou bem claro que seguiria os dois rumos – começou rimando a letra de “Alvorada” sobre uma base reta que se equilibrava entre um funk tenso e um samba mecânico, mas ao chegar no refrão, revelou-se cantor e entoou a primeira das melodias de Cartola. Na segunda parte pôs-se a improvisar como sabe e, pouco a pouco, o misto de responsa e importância foi se dissipando e a noite foi ficando mais à vontade.

O clima de homenagem também era o de desconstrução, proposta principalmente a partir da batuta de Thiago, que por mais que fosse o principal maestro da noite, preferiu dar autoria conjunta a arranjos que entortavam completamente os originais (uma suave e noturna “Disfarça e Chora”, uma robótica e poética “Acontece”, o ad lib de “Tive Sim”, uma delicada “Corra e Olhe o Céu”) ou os celebravam ipsis-literis (como “Alegria” emendada com “A Sorrir”, “Quem Me Vê Sorrindo”, “Sim”, “Amor Proibido” e uma fantástica “Ordenes e Farei” vertida em dança latina de salão). O disco de 74 era sampleado e invertido, citado e virado do avesso, reverenciado e relido com ouvidos de fã e instrumentos de cientista, daqueles apaixonados pela intensidade daquele laboratório vivo. O show terminou com dois salves a Adoniran Barbosa (“Saudosa Maloca” e “Despejo na Favela” cujo tema original foi ressuscitado sem o glamour da nostalgia – são duas músicas que falam sobre ocupação e os sem teto), um samba original do próprio Emicida (a irresistível “Hino Vira Lata”) e a completa entrega a “Preciso Me Encontrar”, de Candeia, vertida em uma jam session de tirar o fôlego.

Um show histórico, quem viu sabe. Que é mais um passo na evolução de Emicida – pois ele mostrou que sabe cantar… Dá pra melhorar? Sempre, mas só o fato de não fazer feio (salvo alguns deslizes no início do show) já mostra que esse menino vai longe…

Filmei o show quase todo, inclusive as piadas e os causos que Emicida talvez preferisse que ninguém filmasse. Mas, tudo bem, é do jogo 😉

Uma série de David Fincher para a HBO sobre a indústria musical da Los Angeles dos anos 80

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A HBO tá apostando firme em séries de grandes diretores sobre a indústria da música: depois da série de Scorsese sobre a cena musical dos anos 70 em Nova York, outro seriado que a emissora deve produzir foi inspirado numa idéia do diretor David Fincher, que também deverá dirigir os episódios. É uma comédia com episódios de meia hora chamada Living on Video, se passa em 1983 e fala sobre a indústria de clipes em Los Angeles – cenário que, como a Nova York dos anos 70 para Scorsese, também é familiar a Fincher, que começou a carreira dirigindo clipes (ele dirigiu vídeos de Madonna, Aerosmith, Paula Abdul, George Michael, Billy Idol e Michael Jackson, entre outros). A série deve funcionar como uma Entourage, mostrando jovens forasteiros se deslumbrando com aquela Califórnia enquanto começam a crescer na carreira. As informações são da Deadline.

Como foi a última Sussa de 2014

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A Sussa despediu-se de 2014 numa tarde cinza de domingo e não deu pra explorar todo o potencial do excelente O Coelho, mas não impediu de ser uma tarde agradável, como dá pra sacar pelas fotos da Natália. Ainda não era verão, voltamos no ano que vem.

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O presente de fim de ano do Broken Social Scene

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Sem lançar discos desde 2010, o coletivo canadense Broken Social Scene encerrou 2014 desenterrando a faixa “Golden Facelift”, gravada para o disco Forgiveness Rock Record mas que ficou fora da seleção final. Diz a banda:

“É uma canção que nós, como banda, nos sentimentos muito apegados lírica e musicalmente e queríamos mostrá-la quando fosse a hora certa. Achamos que essa chance apareceu agora que o ano chega ao fim. 2014 não aconteceria sem suas belezas, mas também foi um ano de uma brutalidade incrível e toda a humanidade tem muito o que responder em relação a isso. O Broken Social Scene tenta ecoar as vozes e as preocupações dos oprimidos enquanto cria música que esperamos inspirar aqueles que estão fazendo as coisas boas e úteis para este planeta e para a humanidade.”

É uma bela canção:

Supercordas 2014: “Uma balsa de fundo falso”

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Nem tinha visto o clipe que os Supercordas fizeram pra primeira música de seu próximo disco, “Sobre o Amor e Pedras“: uma colagem caseira de vídeos de shows, gravações em estúdio e imagens bucólicas de horizontes na estrada com tons retrô e psicodélico que reforçam o sabor rural do grupo carioca.