Adriano Cintra não pára e depois de lançar seu primeiro disco solo no ano passado e começar a rascunhar um novo disco do Ultrasom (falo mais disso depois), reativou o Caxabaxa, mesmo que momentaneamente: “O Caxa tá ativo agora porque o Carlinhos tá em SP por uns dias e temos que aproveitar, ele mora em Santa Catarina e é complicado essa história de fazer música interestadual”, me disse. Fizeram show nesse fim de semana e a primeira indireta do mal que lançaram esse ano é essa pérola.
E a Carole King de nossos tempos é uma indiezinha que aprendeu a compor ouvindo Stephen Malkmus. Lá vem Courtney Barnett com outra pérola de um dos discos que eu mais tô esperando esse ano, chamada “Depreston”:
Sexta passada foi daquelas e quem sobreviveu pode contar – aos que não foram, resta acompanhar as fotos da Natália. Março começa com o Danilo Cabral, que convidou o Carlos Costa pra fazer dupla com ele. Você já sabe que não tem erro…
Jonny Greenwood aproveitou as férias do Radiohead – que voltam agora em março a gravar o próximo álbum – pra se enfurnar em um castelo na Índia com 12 músicos locais e o israelense Shye Ben Tzur e gravar um disco. Sobre a experiência, ele disse em entrevista ao Sunday Guardian “é difícil tocar com músicos indianos e não parecer que você está arruinando algo ao pendurar acordes ou deixar as coisas mais brutais ou menos ambíguas. Isso é o que é ótimo na música indiana, a forma fluida das melodias, como elas respiram e vivem. O rock é muito rígido.” Abaixo uma apresentação de Greenwood ao lado de Shye Ben no ano passado.
Já falei que o Nile Rodgers está mexendo no baú do Chic e resgata pérolas esquecidas de seu passado disco music num disco que vai ser lançado este mês. E ele twittou que o disco tem a participação do Daft Punk… em vídeo!
Segundo outro tweet do velho guitarrista, o filme (que deve ser um promo) deve ser lançado dentro de semanas. Vamos aguardar, mas que deve vir sonzeira, isso deve…
Bem boa essa primeira música da banda só de meninas que a Scarlett Johansson inventou. A banda chama-se The Singles e tem, entre seus integrantes a Este Haim (do Haim), Holly Miranda, Julia Haltigan e Kendra Morris (todas estas cantoras com suas próprias carreiras individuais). A idéia da atriz era criar uma banda só de meninas ao estilo Go-Go’s e Bangles: “Queria ser como essas bandas, ultrapop mas ao mesmo tempo um pouco irônica, meio piadinha”, disse à Rolling Stone. Que venha mais!
A piada recorrente em qualquer show do Kraftwerk desde que eles passaram a usar tecnologia digital é que em vez de tocar instrumentos, sincronizar música com vídeo ou disparar samples, os quatro alemães ficam apenas em seus laptops checando emails, navegando a esmo na internet ou conversando com amigos online, fingindo fazer um show enquanto passam uma hora em pé na lan house mais restrita – e vigiada – do mundo. A revista alemã Faze descolou imagens da banda se apresentando em Amsterdã em janeiro, com imagens de cima do palco, que torna visível o equipamento dos integrantes do banda. Inclusive o de Falk Grieffenhagen, que visita um site que parece ser uma espécie de tutorial do iPhone ou coisa do tipo. Confira a partir de quatro minutos e meio:
Mas se você se der ao trabalho de assistir ao vídeo todo, vai ver que a banda está realmente tocando e mexendo em equalizadores digitais, teclados e outros instrumentos eletrônicos. São quatro caras trabalhando na sincronia de beats e imagens, então tudo bem se um deles quer entrar na internet mesmo que pra checar emails. Se tem gente que tira foto do Instagram no palco durante o show, não acho que isso seja tão diferente assim. E, porra, os caras são os Kraftwerk e inventaram tudo isso, afinal de contas…