Depois de liberarem duas músicas novas pra anunciar seu novo disco, batizado Kindred, a banda Passion Pit libera mais uma música, que ajuda a melhorar a expectativa sobre o novo trabalho, que será lançado no fim deste mês. “Until We Can’t (Let’s Go)” é a melhor entre as três que eles já soltaram.
Nossa querida dupla nova-iorquina Holy Ghost prepara-se para registrar oito anos de frilas remixando seus melhores contemporâneos. A coletânea Work for Hire reúne remixes que Alex Frankel e Nick Millhiser fizeram pra nomes como MGMT, Phoenix, LCD Soundsystem, DataRock, Cut Copy, Moby, RAC, Blood Orange, entre outros. O grupo reuniu os remixes antigos num mesmo set do Soudncloud, mas deixou de fora as três inéditas feitas só pra coletânea, um pro José González, outro pra Katy Perry e um terceiro pro Hanni El Khatib, que teve sua deliciosa “Two Brothers” turbinada pelos dois abaixo:
O produtor norte-americano Scott Herren, também conhecido por Prefuse 73, começa a revelar seu novo disco, batizado Rivington Não Rio, mostrando que segue o caminho de texturas e abstrações sonoras associado ao seu nome. O disco deve sair no início de maio e a partir dessa “Applauded Assumptions” dá pra ter uma ideia da boa viagem…
É uma ideia idiota, é um filme do Adam Sandler, mas, como sempre, pode ser que funcione, por mais ridículo que pareça. Afinal, se Transformers já virou filme, por que não levar a sério uma história em que personagens de videogame invadem o planeeta?
Enquanto Lost era a série mais importante de seu tempo, estes seis números confundiam os fãs e serviam como prova para quem não acompanhava a série que tudo aquilo era só um emaranhado de referências aleatórias feitas para instigar a atenção e fazer os aficionados discutirem sobre temas sem sentido.
A série acabou em 2010, algumas coisas foram explicadas, muitas delas não, entre elas, a sequência de números que apareciam em todo canto da série, de um bilhete da loteria premiado em 2004 a um número talhado numa escotilha enterrada nos anos 70.
Como a internet não para, alguém descobriu que a combinação dos números faz sentido especificamente hoje, dia 8 de abril de 2015. Mais especificamente às quatro e vinte e três da tarde, aos quarenta e dois segundos…
Sim: 4 (abril) / 8 / 15 / 16:23:42. Os números formam a data precisa de uma comemoração que irá ser feita apenas por fãs fervorosos da série de J.J. Abrams. Aqueles que, mesmo sem ter gostado do final, ainda celebram o seriado como um dos mais importantes de nossos dias.
E, de quebra, transforma o dia 8 de abril no dia anual de Lost. Como o quatro de maio (May the 4th/Force) é o de Guerra nas Estrelas.
Parceiros de longa estrada, Nick Cave e Warren Ellis assinam juntos a trilha sonora do novo filme estrelado por Viggo Mortensen, o francês Loin des Hommes, dirigido por David Oelhoffen. O filme é inspirado no conto existencialista de Albert Camus O Hóspede, em que um policial tem que atravessar o deserto da Argélia para levar um condenado ao julgamento. É o segundo filme com Mortensen que tem a trilha da dupla – o primeiro foi outra jornada crua, o distópico A Estrada, de 2009, baseado no livro homônimo de Cormac McCarthy.
A série é mais lembrada pelas tiradas infames do personagem bebê Michelle Tanner, vivido pelas gêmeas Mary-Kate e Ashley Olsen, uma das filhas do protagonista Danny Tanner, interpretado por Bob Saget. Além de Michelle, Danny era pai da adolescente D.J. (Candance Cameron) e a da pré-adolescente Stephanie (Jodie Sweetin) e a série partia da premissa que, logo após a morte de sua esposa em um acidente de carro, Danny mudava-se para uma casa com suas filhas e o cunhado Jesse (John Stamos), que tenta a sorte como músico, e seu amigo Joey (Dave Coullier), um comediante novato. O título em português faz referência aos três adultos e às três crianças, enquanto o título em inglês falava da casa cheia sempre de gente da improvável família.
A série durou entre 1987 e 1995 e emplacou no Brasil como um dos primeiros sucessos da então incipiente TV a cabo, nos anos 90. Antes do Warner Channel repetir Big Bang Theory e Friends sem parar, um de seus principais sucessos era Três é Demais (sempre exibido junto com Step by Step).
Três é Demais é um dos inúmeros exemplos de como eram os programas de TV antes dos anos 90. A lógica dos episódios era repetitiva, os diálogos superficiais, as histórias quase sempre eram conduzidas apenas para alternar momentos de candura, frases de efeito e piadas do tipo “tio do pavê”. As mudanças na série aconteciam em câmera lenta. Por oito temporadas, a única coisa que mudou além da idade das crianças foi a entrada da personagem Rebecca (Lori Loughlin), que começa a namorar Danny na segunda temporada, casa-se com ele na quarta e tem filhos gêmeos na quinta. De resto, dá para assistir à série em qualquer ordem, sem acompanhá-la. Não há nenhum nível de complexidade. Ela é tão rasa – e divertida – quanto os Trapalhões ou Chaves ou qualquer outro seriado de seu tempo. Uma relíquia de quando a televisão era mais inocente.
Vieram os anos 90 e com eles revoluções na narrativa, na linguagem, na tecnologia – e os seriados de TV se reinventaram para o século 21. Os Simpsons, Twin Peaks e Arquivo X começaram a rascunhar o já clássico Olimpo da TV desde século, formado por títulos como Sopranos, Six Feet Under, Lost, Mad Men, Breaking Bad, The Wire, Walking Dead e Game of Thrones. Séries como Full House hoje não passam nem do primeiro estágio de produção, devido à sua simplicidade.
A tentativa do Netflix em emplacar uma nova versão do seriado tem mais a ver com a volta dos anos 90 (que eu comentei outro dia) do que com uma reinvenção de narrativa, como seria o caso dos retornos de Twin Peaks e Arquivo X. As fichas do serviço digital devem ter ido para Três é Demais por uma questão de zeitgeist: há algum tempo uma série de entrevistas e aparições dos atores e personagens da série original têm mostrado que o interesse do público norte-americano em Full House segue à toda.
Primeiro foi a volta da banda do personagem “Tio Jesse” no programa de Jimmy Fallon, em 2013:
Depois, em janeiro do ano passado, foi novamente o personagem de John Stamos quem puxou a conversa, mas Saget e Coullier vieram juntos neste anúncio de iogurte grego veiculado durante o Superbowl:
Também no ano passado, as gêmeas Mary-Kate e Ashley Olsen falaram sobre a série em uma entrevista no programa de Ellen DeGeneres:
E no início deste ano, todo o elenco da série (menos as duas gêmeas) se reuniu para cantar o tema de Full House para o produtor e criador do seriado, Jeff Franklin, em sua festa de 60 anos.
E agora vem esta especulação que, se confirmada, acompanhará a rotina da filha Tanner mais velha, D.J., e sua melhor amiga, Kimmy Gibler (vivida por Andrea Barber), além de ter pontas dos principais nomes da versão original. A nova temporada, segundo o site TVLine, se chamaria Fulller House (Casa Mais Cheia) e teria 13 episódios. Ainda não foi confirmado, mas é questão de tempo, segundo o site. Resta saber se ele manterá a inocência daqueles tempos ou se tentará acompanhar o espírito da TV do século 21.