Trabalho Sujo - Home

Dez anos no palco

O Oruã começou as comemorações de seu aniversário de dez anos em grande estilo nesta terça-feira, quando seu integrantes Lê Almeida, Bigú Medine, João Casaes e Ana Zumpano repassaram músicas de diferentes álbuns, sempre mantendo a linha entre o krautrock, o indie rock, a psicodelia e o noise em canções entoadas pela voz marcante de Lê, que, nesta apresentação, contou com as participações de outras vocalistas, como Grisa (que desta vez só tocou theremin), Laura Lavieri e da poeta Marcela Mara, que encerrou a noite que ainda teve os monitores de Danilo Sansão e balões sobre as cabeças da banda expandindo ainda mais a consciência desta primeira década do grupo do Rio de Janeiro. Muito bom.

#oruanocentrodaterra #orua #centrodaterra #centrodaterra2026 #trabalhosujo2026shows 231

Oruã: 10 Anos!

Encerrando a programação de música em setembro no Centro da Terra, o heróico quarteto indie do Rio de Janeiro Oruã celebra sua primeira década de carreira com uma série de atividades que começam com o espetáculo desta terça-feira chamado didaticamente de 10 Anos! Formado por Lê Almeida, Bigú Medine, João Casaes e Ana Zumpano, o grupo ainda recebe as participações especiais de Laura Lavieri, Ämarcel e Grisa, com direito a projeções de Danilo Sansão. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

#oruanocentrodaterra #orua #centrodaterra #centrodaterra2026

Centro da Terra: Setembro de 2026

Semana que vem já é setembro (quatro meses pra 2027!) e assim anunciamos a programação de música das segundas e terças no Centro da Terra. As segundas-feiras do mês ficam com a cantora, compositora e performer paulistana Sandra X, que reúne diferentes facetas de seu trabalho na temporada Coexistência, quando reúne artistas tão diferentes quanto Luiza Lian, Priscila Brigante, Jovem Palerosi, Barbarelli, Lincoln Antonio, Craca, Angela Quinto, Daniel Minchoni, Eveline Sin e Heloísa Abdalla, entre outros. Como uma das segundas do mês cai num feriado (o sete de setembro), a temporada começa no primeiro dia do mês, uma terça, e depois segue às segundas nos dias 14, 21 e 28. A segunda terça do mês, dia 8, fica com a banda carioca Gueersh, que apresenta o espetáculo Coletivas Mãos, em que tocam, na íntegra, seu próximo álbum, Macarrão de Guerrilha, que será lançado no fim deste mês, com a participação do produtor Eduardo Manso. Na terça seguinte, dia 15, é a vez da dupla Caio Colasante e Carol Maia (ele paulista e ela carioca) começar a colocar em prática seu tributo a Jards Macalé, batizado de Estrela Vulgar a Vagar. Depois, no dia 22, Danislau, da banda Porcas Borboletas, antecipa seu próximo disco no espetáculo Não Me Leve a Mal, em que apresenta as novas canções com uma banda formada por Arthur Kunz, Gabriel Mayall, Moita Mattos, Wagner Bernardes e participações de Enzo Banzo e Rafael Castro. A última terça do mês fica com outra banda do Rio de Janeiro, o Oruã, que celebra sua primeira década de atividade no espetáculo 10 Anos!, que ainda conta com as participações das cantoras Laura Lavieri, Ämarcel e Grisa. Os espetáculos começam sempre pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

Outros rumos para o rock

Domingo foi dia de celebrar o aniversário do Massari em mais um Massarifest que ele organiza perto de sua data festiva, sempre trazendo representantes daqueles que ele chama de “os bons sons” para uma comunhão de velhos fãs de rock pouco ortodoxo. O festival que fiz no dia anterior infelizmente me impediu de ver a conjunção Oruã com o Retrato que abriu a noite, mas pude ver os senhores Bufo Borealis – em formação completa, com dois tecladistas – mostrar seu jazz funk no palco do Fabrique (“o mais alto que já tocamos!”, constatou o baixista Juninho Sangiorgio) e também saudar a passagem de Hermeto e sua música universal, como bem lembrou o baterista Rodrigo Saldanha ao final do show. A imagem do mestre alagoano surgiu no telão do festival e por lá permaneceu em todo o show do Violeta de Outono, que visitou hinos dos anos 80 e 90 de sua psicodelia paulistana com sua formação clássica: Fabio Golfetti na guitarra e voz, Angelo Pastorello no baixo e Claudio Souza na bateria. E a noite encerrou com um atropelo sônico equivalente ao grupo que fechou a primeira edição do festival no ano passado, quando o reverendo trouxe o grupo noise japonês Acid Mothers Temple. O trio norte-americano A Place to Bury Strangers passou por cima do público algumas vezes: primeiro engolir a audiência com uma massa sonora indescritível, que fez o vocalista e guitarrista Oliver Ackermann quebrar seu instrumento na segunda música, depois quando a atirou para os braços do público e mais tarde quando a pendurou no teto da casa de shows. Mais tarde desceram do palco para tocar no meio do público, levando inclusive partes da bateria. De volta ao palco, o baixista John Fedowitz retomou o ruído elétrico tocando baixo e guitarra ao mesmo tempo, até que Ackermann voltasse do público, pegasse seu instrumento, e a elétrica Sandra Fedowitz, que parece uma pré-adolescente com um sorriso ligado em 220 volts, retomar sua bateria e mais uma vez abordar bruscamente o público com um soco sonoro. Ave Massari!

#massarifest #massarifest2025 #fabiomassari #aplacetoburystrangers #violetadeoutono #bufoborealis #fabrique #trabalhosujo2025shows 199 e 200

E o Massarifest deste ano reúne A Place to Bury Strangers, Bufo Borealis e Retrato + Oruã

O maestro Fabio Massari acaba de anunciar a segunda edição de seu próprio festival, quando comemora mais uma vez aniversário reunindo velhos camaradas para ver uma sequência de bons sons ao vivo. O Massarifest 2025 acontece mais uma vez no Fabrique, quando ele traz para o Brasil o barulhento A Place to Bury Strangers, trio nova-iorquino que caminha entre o noise e o shoegaze e que fez duas apresentações arrebatadoras no Centro Cultural São Paulo quando fazia a curadoria por lá, em 2019. Antes dos gringos, quem começa a noite é a fusão das bandas indie Oruã e Retrato e o jazz funk do grupo instrumental Bufo Borealis, que ajudam a criar o climão da festa, que acontece no dia 14 de setembro e já está com ingressos à venda. Vamos lá celebrar mais um aniversário do reverendo, que traz o presente pra gente!

Assista aos shows do A Place to Bury Strangers que filmei em 2019 abaixo:  

Os 50 discos brasileiros mais importantes de 2024 segundo júri da Associação Paulista dos Críticos de Arte

Nesta segunda-feira, a Associação Paulista de Críticos de Arte reúne-se mais uma vez para escolher os grandes nomes do ano que passou e esta relação abaixo lista os 50 discos mais importantes de 2024 de acordo com o júri de música popular da Associação, da qual faço parte ao lado de Adriana de Barros (Mistura Cultural), Bruno Capelas (Programa de Indie), Camilo Rocha (Bate Estaca), Cleber Facchi (Música Instantânea), Felipe Machado (Times Brasil), Guilherme Werneck (Canal Meio), José Norberto Flesch (Canal do Flesch), Marcelo Costa (Scream & Yell), Pedro Antunes (Tem um Gato na Minha Vitrola) e Pérola Mathias (Poro Aberto).

Adorável Clichê – Sonhos Que Nunca Morrem
Alaíde Costa – E o Tempo Agora Quer Voar
Amaro Freitas – Y’Y
Bebé – Salve-se!
Black Pantera – Perpétuo
Bonifrate – Dragão Volante
Boogarins – Bacuri
Cátia de França – No Rastro de Catarina
Caxtrinho – Queda Livre
Céu – Novela
Chico Bernardes – Outros Fios
Chico César e Zeca Baleiro – Ao Arrepio da Lei
Crizin da Z.O. – Acelero
Curumin – Pedra de Selva
Duda Beat – Tara e Tal
Exclusive Os Cabides – Coisas Estranhas
Febem – Abaixo do Radar
Fresno – Eu Nunca Fui Embora
Giovani Cidreira – Carnaval Eu Chego Lá
Gueersh – Interferências na Fazendinha
Hermeto Pascoal – Pra você, Ilza
Ilessi – Atlântico Negro
Josyara – Mandinga Multiplicação – Josyara Canta Timbalada
Junio Barreto – O Sol e o Sal do Suor
Kamau – Documentário
Lauiz – Perigo Imediato
Luiza Brina – Prece
Maria Beraldo – Colinho
Milton Nascimento & Esperanza Spalding – Milton + Esperanza
Ná Ozzetti e Luiz Tatit – De Lua
Nando Reis – Uma Estrela Misteriosa
Negro Leo – RELA
Nina Maia – Inteira
Nomade Orquestra – Terceiro Mundo
Oruã – Passe
Papangu – Lampião Rei
Paula Cavalciuk – Pangeia
Pluma – Não Leve a Mal
Pullovers – Vida Vale a Pena?
Samuel Rosa – Rosa
Selton – Gringo Vol. 1
Sergio Krakowski Trio e Jards Macalé – Mascarada: Zé Kéti
Silvia Machete – Invisible Woman
Sofia Freire – Ponta da Língua
Tássia Reis – Topo da Minha Cabeça
Taxidermia – Vera Cruz Island
Teto Preto – Fala
Thalin, Cravinhos, Pirlo, iloveyoulangelo & VCR Slim – Maria Esmeralda
Thiago França – Canhoto de Pé
Zé Manoel – Coral

Oruã na KEXP!

Heróis do indie brasileiro, o quarteto carioca Oruã tirou o período pós-pandemia para desbravar o mercado internacional: já fez mais de 120 shows fora do país nos últimos três anos e atualmente atravessa uma residência artística em que passa por cinco diferentes cidades do estado da Califórnia, dentro da turnê que estão fazendo pelos Estados Unidos. Neste período também gravaram mais uma participação na festejada rádio da região de Seattle KEXP, quando mostraram músicas do disco que lançaram esse ano, Passe, em meia hora de programa. Formado pelo ícone do underground carioca Lê Almeida (nos vocais e guitarra), desta vez acompanhado por Phill Fernandes (bateria), João Casaes (sintetizadores) e Bigú Medine (baixo), o Oruã está vivendo o sonho que boa parte das bandas indies brasileiras só cogita e sua participação nesta rádio é só mais um degrau na construção internacional de sua reputação. E é tão foda ver o Lê se explicando em inglês para a apresentadora argentina do programa Albina Cabrera sobre a história e as influências da banda, bem como falando sobre a cena brasileira dos últimos anos – como estava reprimida e como está em plena ebulição, listando bandas como Glote, Economic Freedom Fighters, Tem Mas Acabou, Gueersh, Brita, Caxtrinho, Retrato e outras bandas que estão acontecendo agora. Grande Lê, avante!

Assista abaixo:  

Estranho sossego

Casa cheia para assistir à última apresentação do grupo Oruã antes de sua próxima turnê internacional, quando o quarteto carioca vaga à deriva, nos próximos meses, pelo hemisfério norte com dezenas de apresentações marcadas enquanto finalizam seu próximo disco, que deve ser lançado durante essa viagem. Mas quem foi ao Centro da Terra nesta terça-feira já pode sentir um gostinho do estranho sossego das canções deste novo disco, chamado de Passe. Pelas faixas do novo disco, o grupo conduz um jazz funk relaxado, ancorado num andamento quase sempre kraut, cortesia do entrelaçamento da bateria motorik da aniversariante do dia, Karin Santa Rosa, com as linhas de baixo marcantes de Bigú Medine e a cama eletrônica dos synths de João Casaes. Por cima destes andamentos surge Lê Almeida, por vezes cantando doces melodias sussurradas, por outras deixando sua guitarra sangrar solos entre o rock clássico e o indie rock, e conduzindo todo o público a este novo ambiente, tão familiar quanto surpreendente, enquanto tocavam sob projeções de vídeos com paisagens oitentistas e cenas da própria banda e entre a bruma de incensos acesos. Esse ritual mágico e sônico só mudou de rumo quando o grupo convidou a performer Flavy Matos para o palco e todos trocaram de instrumentos: Lê assumiu o baixo, Bigú foi para o synth, João para a bateria e Karin na guitarra, esta última surpreendida com um bolo de aniversário em pleno palco, antes de cantar a balada “Don’t Touch”, de Norma Tenaga, com a participação de Ana Zumpano na bateria. Coisa linda.

Assista aqui.  

Oruã: Passe

Muito feliz de trazer pela primeira vez ao palco do Centro da Terra o grupo Oruã, liderado pelo herói da cena independente carioca Lê Almeida. O quarteto apresenta seu “free jazz de pobre, kraut de vagabundo, sem neurose”, como descreve, no espetáculo Passe, que leva o mesmo nome de seu próximo disco, que deve ser tocado pela primeira vez ao vivo nesta terça-feira. É a última apresentação do quarteto no Brasil antes de mais uma turnê internacional e terá a participação de Ana Zumbpano e Flavy Matos. Os ingressos estão sendo vendidos online e a apresentação começa pontualmente às 20h. Vamos?