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Geese no Tiny Desk

Eis o Geese no Tiny Desk, pinçando as músicas mais sossegadas de seu Get Killed e chamando um tecladista convidado para acompanhá-los no programa da NPR. Mais um degrau na escalada do grupo indie sensação do ano passado.

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Air no Tiny Desk!

O fim de ano da NPR tá finíssimo: depois de soltar o Tiny Desk com o David Byrne, a emissora pública dos Estados Unidos puxa o Air pra fazer seu programa informal e a dupla francesa pinça quatro pérolas de seu repertório – o soberbo épico onírico “Le Voyage de Pénélope”, a “Cherry Blossom Girl” que fizeram esse ano com a Charli XCX (imagina se ela aparece no programa) e duas da trilha sonora do filme Virgens Suicidas, que possivelmente será o tema da nova turnê dos dois, “Highschool Lover” e “Dirty Trip”. Olha que pérola…

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David Byrne no Tiny Desk!

Nada me tira da cabeça que os Talking Heads estão preparando sua volta aos palcos em câmera lenta, testando formatos e aparições na mídia pra medir a temperatura sobre sua popularidade meio século depois de terem surgido. Pode reparar: quase toda semana tem uma notícia nova relacionada à banda. Tá certo que isso se mistura ao lançamento de mais um disco solo de David Byrne e o cabeça original também é conhecido por abrir novas frentes e testar novas vertentes pra atingir um público maior, mas acho que até isso faz parte dessa experimentação nos bastidores. Agora é a vez de ele estrear seu novo show do Tiny Desk da NPR, quando cantou duas músicas do disco novo (“Everybody Laughs” e “Don’t Be Like That”) e duas dos Talking Heads, de duas fases diferentes (“(Nothing But) Flowers” do último disco Naked e a clássica “Life During Wartime” do Fear of Music). Pode ser mais torcida do que intuição, mas vai saber…

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Robert Plant no Tiny Desk!

Outro nome de peso passou pelo Tiny Desk da NPR essa semana, quando a voz do Led Zeppelin não apenas passeou por seu disco mais recente como visitou alguns clássicos. Robert Plant acaba de lançar o primeiro disco ao lado da banda que o acompanha há seis anos, Saving Grace, num álbum solo batizado com o nome do grupo .O álbum, com várias versões, foi a base do repertório da apresentação, com saudações à banda psicodélica Moby Grape (“It’s a Beautiful Day Today”), ao grupo indie Low (“Everybody’s Song”), à cantautora estadunidense Martha Scanlan (“Higher Rock”) e à canção tradicional (“Gospel Plough”). Plant, que virá ao Brasil no ano que vem no C6 Fest, encerrou o programa visitando o próprio Led Zeppelin na versão que ele e Page fizeram para outra música tradicional “Gallows Pole”, que Plant lembrou ter conhecido na versão do bluesman Lead Belly.

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Pulp no Tiny Desk!

Olha que maravilha esse Tiny Desk com o Pulp: além de reunir sua banda com direito a cordas e tudo, Jarvis Cocker ainda fez uma bela seleção pinçando músicas de diferentes fases da banda num minirrepertório que abre de forma surpreendente com “This is a Hardcore”, passa por uma das minhas favoritas da banda (“Something Changed”, que eles não têm vergonha de recomeçar depois de se confundir) e puxa uma do disco desse ano (“A Sunset”) e outra de um passado pré-britpop (“Acrylic Afternoons”). É pedir demais que o Pulp tenha ao menos um quinto da popularidade que o Oasis conseguiu em seu revival? Porque bagagem pra isso eles têm de sobra…

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Oklou no Tiny Desk

E por falar em Tiny Desk, a versão original do programa está passando por uma ótima fase, especialmente quando artistas voltados para a pista de dança propõem novas leituras para seus trabalhos uma vez na famigerada mesinha. Primeiro foi PinkPantheress se desafiando ao cantar pela primeira vez sem autotune (mandando benzaço), depois veio o próprio Tame Impala relendo canções de seu recém-lançado Deadbeat com vários violões. Agora é a vez da francesa Oklou, dona de um dos melhores discos do ano (o soberbo Choke Enough), e mãe de um bebê de cinco meses, que voou de Paris para Nova York para fazer uma versão acústica de seu disco eletrônico, pulando de um instrumento para o outro (primeiro marimba, depois violão, piano e flauta) sempre acompanhada de um coral que conheceu no dia da gravação e que ajuda a trazer o que os timbres sintéticos originais de suas canções para um outro universo musical. Ela ainda aproveitou para soltar uma música inédita, “What’s Good”, que estará na versão deluxe do disco, que ela anunciou há um mês (e ainda terá sua colaboração com FKA Twigs, “Viscus”, e as músicas “The Fishsong Unplugged” e “Dance 2”). Ouça tudo abaixo:

 

Ouviram o disco novo do Tame Impala?

Kevin Parker lançou o quinto disco de seu Tame Impala nessa sexta-feira e… Deadbeat ainda não desceu. Tem boas ideias de músicas, bem como é boa a ideia de revisitar o final dos anos 80 e o início dos anos 90 em busca de referências de música eletrônica e pista de dança para embalar suas canções psicodélicas, mas bastam algumas audições para o disco soar apenas monótono. E parece que o próprio Kevin sabe disso, tanto que lançou o novo álbum no mesmo dia em que o Tiny Desk o trouxe para mostrar as novas músicas no já tradicional cenário do programa da rádio norte-americana NPR. Ao abandonar a linguagem eletrônica e abraçar inúmeros instrumentos de corda – todos parentes do violão – para mostrar acusticamente um disco sintético ele parece ao mesmo tempo indeciso (e desconfortável com as novas músicas) ao mesmo tempo em que parece querer mudar o jogo nas versões ao vivo dessas músicas. Uma pena, mas parece que o disco nasceu pra ser esquecido…

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Luiza Brina no Tiny Desk!

Olha a Luiza Brina no Tiny Desk! Mas não confunda com o Tiny Desk Brasil, que ainda não anunciou sua data de estreia, embora já esteja gravando sua primeira temporada por aqui. A aparição da cantora mineira na versão original do programa da NPR foi gravada no fim do primeiro semestre deste ano, quando ela fez uma pequena turnê pelos EUA, e a exibição de desta participação coincidiu em ser após o anúncio da versão brasileira do Tiny Desk no país. Brina foca sua apresentação em seu disco do ano passado, Prece, quando apresenta cinco de suas orações acompanhada da mesma banda que faz seu show: Lucas Ferrari (teclados), Kastrup (bateria e percussão), Patrícia Garcia (oboé) e Ester Muniz (fagote). Lembro quando ela ainda estava finalizando o disco, gravado com orquestra, na época da temporada que fez em março do ano passado no Centro da Terra, tocando estas músicas ao vivo pela primeira vez, e é tão bom vê-la alçando voos ainda mais altos com estas mesmas canções – e estendendo a bandeira de Minas Gerais pra todos verem. Voa Luíza!

Assista aqui:  

Pink Pantheress no Tiny Desk

E por falar no Tiny Desk, vocês viram que a Pink Pantheress (dona de um dos melhores discos de 2025) fez uma senhora apresentação no programa? Ela reuniu uma senhora banda para traduzir suas bases eletrônicas em instrumentos analógicos em versões maravilhosas para seus hits curtos e irresistíveis – e temperou suas músicas com suas já conhecidas e deliciosas gracinhas, como quando ela puxa uma gaita pra acompanhar o final da primeira música, “Attracted to You”, ou quando pede um aplauso para a banda entre as ótimas “Illegal” e “Girl Like Me”.

Assista abaixo: