O Custódio tá morando em Londres e passou um perrengue por causa da tal TV License e, depois de se ver obrigado a pagar o imposto inglês, resolveu entrar numas de “já que estou pagando, vou assistir” e começou a fuçar uns programas da BBC no YouTube – até que, sem querer, descobriu o velho The Word, do começo dos anos 90, que passava sexta tarde da noite no Channel 4 – e as bandas faziam o que dava na telha. Eles separou alguns vídeos, como a primeira vez em que o Nirvana tocou ao vivo na TV…
…o hit único do Daisy Chainsaw (uma favorita pessoal)…
…e essa invasão de palco na apresentação do Rage Against the Machine.
No post que ele escreveu pro site da Reverb ele conta essa história direito e linka ainda mais vídeos, vale colar lá.
Dá pra imaginar que uma cena dessa aconteceu?
É mais ou menos como se a Rolling Stone do final dos anos 60 (quando a redação ainda era na Califórnia) botasse os Doors e Jimi Hendrix pra beber absinto enquanto jogam dardo. Mas não pense que o revival dos anos 90 vai ser toda essa glória não, isso são tempos idos. O que vai voltar vai ser a lambada,
Gostou, né? E que tal esse disco com todas as gravações do trio do Cobain na BBC? Você conhece provavelmente boa parte dessas gravações: as versões de “Molly’s Lips”, “D7”, “Turnaround”, “Son of a Gun” (gravadas na segunda participação da banda no show de John Peel, no dia 21 de outubro de 1990), “Aneurysm”, “Been a Son” e “Polly” (estas gravadas no Evening Session de Mark Goodier no dia 9 de novembro de 1991) formam a grande parte do Incesticide, o disco de sobras que a banda lançou entre o Nevermind e o In Utero. Além destas, duas outras (“Dumb” e “Endless Nameless”) gravadas no dia 3 de setembro de 1991 em outro programa do John Peel também apareceram na caixa With the Lights Out. Das gravações não-oficializadas ainda restaa íntegra da primeira participação da banda no programa de Peel, dia 26 de outubro de 1989 (“Love Buzz”, “Spank Thru”, “About a Girl” e “Polly” ainda com o baterista Chad Channing) e duas versões alternativas para “Something in the Way” e “Drain You”. As BBC Sessions do Nirvana são um capítulo clássico na história da banda – os três pegando seu melhor público na veia, no auge, em versões perfeitas de músicas menores do repertório de Kurt.
Se você achava que a caixa With the Lights Out tinha dado a última geral na história do Nirvana, tenha o prazer de conhecer Chosen Rejects – equivalente a quatro CDs com ainda mais raridades musicais da biografia de Kurt Cobain. Dividida em quatro volumes (Home Demos, Studio Sessions, Broadcasts e Live Rarities), a caixa conta com material ainda mais raro do que a versão oficial (demos do Fecal Matter, blues gravados no Tascam, gravações sem overdubs, In Utero em gestação – tá tudo lá) e não teve seu som melhorado em estúdio. Segunda-feira faz outro aniversário do suicídio de Kurt e não custa lembrar que, se não fosse ele, a música pop atual seria ainda mais coxinha do que é hoje.
E por falar em mashup à brasileira, segue mais uma colisão proposta por outro bastião do gênero no país – o candango Faroff. Sempre bom.
Não fazia a menor idéia de que Kurt Cobain gostava dos Kids in the Hall – muito menos que eles se conheciam e eram amigos. Nessa entrevista de 2007 para o programa de Tom Green, um dos integrantes do KITH, Scott Thompson, conta como ele conheceu o Nirvana, foi reconhecido por Kurt, saíram na naite e, meses depois, como o impacto da morte do líder do Nirvana influenciou no próprio fim do Kids in the Hall. Tanto que na última cena do personagem Buddy Cole – o “bicha alfa” que era dono de um bar e funcionava como alter ego escrotizador do próprio Thompson -, a criança que aparece no porta-retrato em destaque é o próprio Cobain.
E pra quem duvida da veracidade da notícia, em uma entrevista com o próprio Cobain, feita em janeiro do ano em que ele morreu, ele confirma que conheceu Scott (aos 2:40):
E é incrível como o Krist Novoselic parece o Cameron do Curtindo a Vida Adoidado, não? Nunca nota paralela, Scott está com câncer, como twittei mais cedo. E se você não sabe quem são os Kids in the Hall (mega lacuna na sua formação cultural, devo dizer), comece por aqui.
É sério. Os caras até postaram até o logo depois dessa foto maluca.
Fora que o Spinner já cogitou umas variações…
Ah, se o Kurt Cobain vivesse pra ver isso…