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Chama mais!

Mais uma edição do Chama que funcionou lindamente, mas noutra escala. Além de ter mais público que a primeira (em setembro de 2025), as bandas desse ano entenderam a chance de trazer participações como convites para shows espetaculares – e todos fizeram apresentações quentíssimas a partir de desafios que se propuseram. Desde a peça de teatro que intercalou as músicas do primeiro show do Copo e Água – que deixou o convidado Rafaekx o tempo todo no palco – à invasão do Nigéria Futebol Clube, que transformou sua apresentação num misto de happening e fluxo, subvertendo expectativas com inúmeros de convidados a mais, além dos anunciados J.Cruz e Tuzin. O trio Los Otros seguiu confiante de seu rockinho básico e a presença da guitarra endiabrada do Fepa deixou-os ainda mais à vontade para conquistar o público, seguido do Celacanto que fez seu show hipnótico e preciso de sempre com direito ao Giba no theremin (e soltando a voz em “Desamarrado”), Yma entregue ao grupo por três canções (incluindo a linda versão para “Queremos Saber” do Gil) e a aparição surpresa da clarinetista Laura Santos. A Nevoara fez um show absurdo, em especial pela presença e magnetismo da guitarrista Duda Freitas, uma guitar heroine de outro planeta. Com a presença de outro ás da guitarra, Samuel Xavier, do Naimaculada, e o coro formado por Rita Martinez, Naty Oliveira e Lara Zanon, o grupo fez um dos shows mais fodas da noite, também graças ao carisma da vocalista Laura Mendes. Depois foi a vez do prog purinho baixar com toda a intensidade do Baile do Peixe, que ainda convidou Sol para várias canções, inclusive trechos do musical Jesus Christ Superstar. Na finaleira, a Cianoceronte fez seu melhor show, com a mesma Duda do Nevoara fazendo a guitarra da banda, e a participação incendiária do poeta Igor Celestino, enquanto o Naimaculada encerrou a noite em seu espetáculo mais ousado, cheio de participações especiais (Dinho dos Boogarins, Cyro do Menores Atos, Francisca Barreto, Nabru e a Sol em sua segunda apresentação na noite) e completamente entregues ao público, tirando onda em tocar “Saídas e Bandeiras” do Milton Nascimento ao lado de Dinho e Chica. Uma noite que terminou em êxtase e exaustão, todos felizes de terem visto e participado das oito apresentações que reunimos neste sábado. Vamos ao próximo! Quando seria bom?

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Quintou!

Mais um Inferninho Trabalho Sujo quente nesta quinta-feira no Fervo, quando reuni as bandas Nigéria Futebol Clube e Schlop, ambas reincidentes nestes dois anos de festa, para uma noite barulhenta na casa da Água Branca. Quem abriu a noite foi o Nigéria Futebol Clube, cujo show começou com o baterista Raphael “PH” Conceição puxando o público para dentro da casa com sua caixa enquanto o guitarrista Rodrigs e o baixista Eduardo preparando o terreno sonoro com ruídos e marcações de groove que lentamente se transformariam em um set extenso e contínuo, com o grupo misturando improvisos e momentos pré-definidos entre linhas de baixo pós-punk, guitarra ruidosa, bateria pesada e canções-manifesto, cantadas em sua maioria por PH. Um show completamente diferente do que havia feito com eles no Redoma no início desse semestre, mas igualmente elétrico.

Depois foi a vez da Schlop encerrar a noite em uma formação improvisada pois o novo baixista não pode comparecer, restando à guitarrista Lúcia Esteve assumir o instrumento, deixando a vocalista Isabella Fontes como única guitarrista de seu grupo, que ainda conta com Antonio Valoto na bateria e teve a participação especial do saxofonista Rômulo França, que solou durante a já clássica versão que o grupo fez para a balada do LCD Soundsystem sobre Nova York, que em português virou “São Paulo Eu Te Amo, Mas Tá Foda Demais”. Fora alguns deslizes no percurso – como a famigerada corda da guitarra estourando no meio do show -, o Schlop versão trio ainda pode apresentar músicas inéditas, que apontam o rumo do próximo álbum, que começa a se materializar, lentamente.

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Inferninho Trabalho Sujo apresenta Schlop e Nigéria Futebol Clube @ Fervo (23.10)

Na próxima quinta-feira, dia 23, teremos mais uma edição do @inferninhotrabalhosujo na @ocupacao.fervo, que fica pertinho do Sesc Pompeia. Nessa noite reunimos duas bandas reincidentes na festa, a Schlop e o Nigéria Futebol Clube, num evento que começa às 18h e vai até pouco depois da meia-noite — e como é no Fervo (que fica na R. Carijós, 248), a entrada é gratuita. Vamos nessa?

Duas descargas elétricas

Mais um Inferninho Trabalho Sujo no Redoma com a energia lá no talo. Desta vez foi a vez de receber duas estreias na festa e a primeira delas veio lá no Espírito Santo. O Gastação Infinita surgiu no mesmo interior capixaba que trouxe nomes tão distintos para a música brasileira como Roberto Carlos, Sergio Sampaio, Primitive Painters, My Magical Glowing Lens e Mickey Gang e a fusão de gêneros musicais promovida pelo encontro do baterista e vocalista Matheus Tavares, com o guitarrista e flautista Iago Tartaglia, o baixista Hecthor Murilo, o tecladista Pedro “Puff” e guitarrista Vitor “VT” coloca, no mesmo balaio, jazz, funk, música pop, rock clássico e progressivo, MPB e até tradições de seu estado, como quando puxam um congo em pleno set elétrico. Ainda trabalhando músicas do disco do ano passado, começa a mostrar o repertório que se forma num disco que querem lançar ainda esse ano, chamado Moqueca de Minério, que é uma boa definição da própria sonoridade do grupo, embora não tenha a conotação tóxica que o título originalmente se pretende. Os minérios dessa moqueca musical são consistentes e a banda não poupa energia para mostrar isso. Mas sem nunca perder o humor, inclusive no momento em que arremessam um jacaré inflável no público, ameaçando parar o show se o boneco cair no chão. Sempre no talo, o grupo está prestes a decolar.

Depois foi a vez do trio Nigéria Futebol Clube atropelar o público com um atordoo sonoro que bebe tanto do punk clássico e do hardcore, mas principalmente do pós-punk e do híbrido de punk-funk que une bandas tão distintas quanto Gang of Four, Funkadelic, Red Hot Chili Peppers e Bad Brains num mesmo panteão sonoro. E o que começou como uma sessão de descarrego rítmico logo transformou-se numa gira elétrica em que o baterista e vocalista Raphael “PH” Conceição puxava a pregação de seu púlpito percussivo, enquanto o guitarrista Rodrig Silva ecoava tanto ecos magnéticos de Andy Gill e Glenn Branca quanto sintonizava-se com os delírios mântricos de Albert Ayler e Ornette Coleman (e soltando efeitos sonoros – até sambas antigos – que disparava descalço pelos pedais), acompanhado de perto do baixo de Cauã de Souza ecoa tanto os da nave de George Clinton (Bootsy Collins e Billy Bass) quanto o início da carreira de um de seus discípulos mais devotos, Flea. A performance do trio ainda não foi devidamente capturada em disco – e dá pra entender a dificuldade de quem se atrever -, mas já é um dos melhores segredos da nova cena de São Paulo. Arrasadores.

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Inferninho Trabalho Sujo apresenta Nigéria Futebol Clube e Gastação Infinita @ Redoma (22.8)

Semana que vem tem mais um Inferninho Trabalho Sujo no Redoma e pela primeira vez recebemos uma banda de fora de São Paulo para tocar nesse palco, quando os capixabas do Gastação Infinita fazem sua estreia na festa na sexta-feira dia 22, mostrando o disco que lançaram no ano passado, Odisséia na Ideiaerradolândia. Quem divide a noite com eles é o explosivo trio paulistano Nigéria Futebol Clube, também fazendo sua estreia no Inferninho Trabalho Sujo. A casa fica na Rua 13 de Maio, 825-A, no Bixiga, abre às 21h, e os ingressos já estão à venda neste link. Eu discoteca antes, durante e depois dos shows, desta vez com o auxílio luxuoso da querida Gabriela Cobas. Vamos lá?

Ingressos .