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Ghosteen na TV aberta

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Estreei esta semana como colaborador do programa Metrópolis da Cultura, comentando sobre o disco mais recente do Nick Cave & The Bad Seeds, o ótimo Ghosteen, na TV aberta – e aproveitei para comentar sobre o documentário brasileiro Back in Town, que compara a vinda de Nick ao Brasil no final dos anos 80, quando ele morou em São Paulo, com sua volta à cidade para o show catártico no ano passado.

Em breve pintam mais comentários no programa.

O pior já aconteceu

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O bardo australiano Nick Cave, sempre escudado pelos fiéis Bad Seeds, evoca os espíritos de Scott Walker e Leonard Cohen para manter seu filho intacto no tocante Ghosteen.

O novo disco consegue apertar ainda mais que seu predecessor Skeleton Tree, de 2016, contemporâneo da morte de seu filho adolescente, mas não inspirado por ele. Em Ghosteen, escrito após sua pior perda, ele encerra o ciclo iniciado com o pesado Push the Sky Away, de 2013, vendo esperança num futuro sem esperança, colorindo sem ironia e com arranjos assustadores e belíssimos um cenário que antes era só trevas, nos guiando para um novo lugar depois que o pior já aconteceu.

Nick Cave lança disco duplo semana que vem

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Um fã inglês chamado Joe perguntou ao Nick Cave, em seu site, quando teríamos um próximo disco. E Nick Cave respondeu:

“Caro Joe,
Você pode esperar um disco novo na semana que vem.
Chama-se Ghosteen.
É um disco duplo.
A parte 1 consiste de oito canções.

“The Spinning Song”
“Bright Horses’
“Waiting For You”
“Night Raid”
“Sun Forest”
“Galleon Ship”
“Ghosteen Speaks”
“Leviathan”

A parte 2 consiste em duas longas canções, conectadas por uma peça falada.

“Ghosteen”
“Fireflies”
“Hollywood”

As canções do primeiro disco são os filhos.
As canções do segundo disco são seus pais.
Ghosteen é um espírito em migração.

Amor, Nick”

A idílica e fantasiosa capa do disco de Nick Cave ao lado de seus Bad Seeds – com flamingos e um unicórnio – e seu título ambíguo, um trocadilho com as palavras fantasma e adolescente, parecem apontar para a continuação de Skeleton Tree, disco que estava sendo gravado quando Nick Cave soube da morte do filho de 15 anos, Arthur.

Os melhores shows internacionais de 2018

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O Guia da Folha me convidou para votar nos três melhores shows internacionais que fui este ano em São Paulo – votei no Radiohead, Nick Cave & The Bad Seeds e Roger Waters, nesta ordem -, mas no cômputo geral do júri escolhido (que ainda contava com a Fabiana Batistela, o Thiago Ney, o Rafael Gregório e o Thales de Menezes) deu Nick Cave.

Nick Cave 2016: “And if you want to bleed, just bleed”

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Mais uma música do novo e pesado disco de Nick Cave ao lado de seus Bad Seeds, Skeleton Key, em que o bardo canta a dor da perda do próprio filho. “Girl In Amber” é dirigido pelo mesmo Andrew Dominik, que transformou as gravações do disco no filme One More Time With Feeling, exibido no Festival do Rio. Será que vem pra Mostra de São Paulo?

Nick Cave & The Bad Seeds 2016: “With my voice I am calling you”

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Primeiro single do novo disco de Nick Cave com os Bad Seeds, “Jesus Alone”, com o velho Nick ao piano, cercado por cordas, drones e percussão mínima, dá o tom sombrio e pesado de seu álbum-filme: o documentário One More Time with Feeling será lançado na quinta, um dia antes da chegada do disco Skeleton Key, que estava sendo gravado quando seu filho adolescente morreu ao cair de um abismo, no ano passado.

Tenso.