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Vida Fodona #370: Retomar a freqüência

vf370

Vamos ver se consigo…

Rodriguez – “Sugar Man”
Unknown Mortal Orchestra – “So Good At Being In Trouble”
Toro y Moi – “Say That”
Little Boots – “Motorway”
Sinkane – “Warm Spell (Barker & Baumecker Alt2 Remix)”
Frank Ocean – “Eyes Like Sky”
David Bowie – “The Next Day”
Christopher Owens – “Love is in the Ear of the Listener”
Nação Zumbi – “Justamente”
Otto – “Dia Claro”
Flaming Lips – “Look… The Sun is Rising”
Chelsea Light Moving – “Burroughs”
Phoenix – “Bankrupt”
My Bloody Valentine- “In Another Way”

Por aqui.

O disco dos Sebosos Postizos

Há dez anos o núcleo-duro da Nação Zumbi – Jorge, Lucio, Denge e Pupillo – se unia ao Bactéria, tecladista do Mundo Livre S/A, para começar as Noites do Ben, em que interpretavam músicas antigas de Jorge Ben, de quando ele ainda não havia aderido à guitarra. A festa se transformou na banda Los Sebozos Postiços, que finalmente chega ao primeiro CD – que ainda conta com a participação do Guizado e da Bárbara Eugênia. No Vida Fodona passado eu toquei “A Minha Teimosia…” e agora descolei a versão do grupo para “O Homem da Gravata Florida”, abaixo. Aumenta o som!

 

Vida Fodona #228: Na contagem regressiva

Eu sei que você não aguenta mais ouvir falar das minhas férias, mas eu mereço, vai…

Richard Hawley – “Tonight the Street Are Ours”
Belle & Sebastian – “I Want the World to Stop”
Erasmo Carlos – “Mané João”
Sebosos Postiços – “Toda Colorida”
Goblin – “Snip Snap”
Serge Gainsbourg – “L’Hotel Particulier”
Can – “Vitamin C”
Stereolab – “Metronomic Underground”
Gal Costa – “Divino Maravilhoso”
Lulina – “Mi Gostar Musga”
Tulipa Ruiz – “Brocal Dourado”
Nina Becker – “Toc Toc”
Rita Lee – “O Toque”
Pavement – “Transport is Arranged”
LCD Soundsystem – “Never As Tired As When I’m Waking Up”

Vem comigo.

Quando o Trabalho Sujo era uma central de caderno de jornal

Não resisti e resgatei umas edições velhas do Trabalho Sujo impresso, tirei umas fotos e redimensionei pra colocar aqui no site. As fotos estão com cores diferentes não por conta da idade do papel, mas porque parte delas eu fiz de dia (as mais brancas) e a outra de noite (as amareladas). Dá uma sacada como era…


Nesta edição, dois segundos discos: o do Planet Hemp e o do Supergrass.


Nesta eu falei do Panthalassa, disco de remix que o Bill Laswell fez com a obra de Miles Davis, o segundo disco do Garbage, entrevista com Virgulóides, disco de caridade organizado pelo Neil Young e uma explicação sobre um novo gênero chamado… big beat.


Entrevistei os três integrantes do Fellini (Jair, Thomas e Cadão) para contar a história da banda, numa época em que eles nem pensavam em voltar de verdade (depois disso, eles já voltaram e terminaram a bandas umas três vezes). Também tem a história do Black Sabbath, uma entrevista que eu fiz com o Afrika Bambaataa e o comentário sobre a demo de uma banda nova que tinha surgido no Rio, chamada Autoramas.


Disco de remix do Blur, disco póstumo do 2Pac, Curve e entrevista com Paula Toller.


Discos novos da Björk, dos Stones, do Faith No More e do Brian Eno.


Discos novos do Wilco (Summerteeth), Mestre Ambrósio, coletâneas de música eletrônica (da Ninja Tune, da Wall of Sound – só… big beat – e de disco music francesa), resenha da demo da banda campineira Astromato e entrevista com o Rumbora.


Resenha do Fantasma, do Cornelius, do Long Beach Dub All-Stars (o resto do Sublime), do Ringo e do show dos Smashing Pumpkins em São Paulo, com a entrevista que fiz com a D’Arcy.


Vanishing Point do Primal Scream, disco-tributo ao Keroauc, Coolio e a separação dos irmãos da Cavalera.


Reedição do Loaded do Velvet Underground, Being There do Wilco e o show em tributo á causa tibetana.


Especial Bob Dylan, sobre a fase elétrica do sujeito no meio dos anos 60, com direito à entrevista com o Dylan na época, que consegui através da gravadora e um texto de Marcelo Nova escrito especialmente para o Sujo: Quem é Bob Dylan?


30 anos de Sgt. Pepper’s e o boato da morte de Paul McCartney.


Terror Twilight do Pavement, Wiseguys (big beat!), o disco de dub do Cidade Negra (sério, rolou isso), a demo do 4-Track Valsa (da Cecilia Giannetti) e entrevista com o Rodrigo do Grenade.


Pulp, Nação Zumbi, Ian Brown e Seahorses, uma coletânea de clipes ingleses e entrevista com Roger Eno, irmão do Brian.


30 anos de Álbum Branco, show do Man or Astroman? no Brasil, primeiro disco do Asian Dub Foundation, entrevista com a Isabel do Drugstore e demo do Crush Hi-Fi, de Piracicaba.


Os melhores discos de 1997: 1 – OK Computer, 2 – Vanishing Point, 3 – When I Was Born for the 7th Time, 4 – Homogenic, 5 – O Dia em que Faremos Contato, 6 – Dig Your Own Hole, 7 – Sobrevivendo no Inferno, 8 – I Can Hear the Heart Beating as One, 9 – Dig Me Out, 10 – Brighten the Corners… e por aí seguia.


20 anos de Paul’s Boutique, do Beastie Boys, disco do Moby, demo do Gasolines e entrevista com Humberto Gessinger.


Rancid, Superchunk e entrevista com o Mac McCaughan (do Superchunk), Deftones e Farofa Carioca (a banda do Seu Jorge).


Simpsons lançando disco e a lista dos 50 melhores do pop segundo Matt Groening, segundo disco do Dr. Dre, entrevista com Júpiter Maçã que então lançava seu primeiro disco.


A coletânea Nuggets virou uma caixa da Rhino, a cena hip hop brasileira depois de Sobrevivendo no Inferno, disco dos Walverdes e entrevista com Henry Rollins.


Sleater-Kinney, Fun Lovin’ Criminals, Little Quail, demo do MQN e entrevista com o Mark Jones, da gravadora Wall of Sound (o lar do… big beat).


25 anos de Berlin do Lou Reed, disco novo do Pin Ups, disco do Money Mark e entrevista com Chuck D, que estava lançando um livro na época.


Especial soul: a história da Motown e da Stax (lembre-se que não existia Wikipedia na época) e caixas de CDs do Al Green e da Aretha Franklin.


Retrospectiva 1998: comemorando um ano que trouxe artistas novos para a década…


…e os melhores discos de 1998: 1 – Hello Nasty, 2 – Mezzanine, 3 – Fantasma, 4 – Jurassic 5 EP, 5 – Carnaval na Obra, 6 – Deserter’s Songs, 7 – This is Hardcore, 8 – Mutations, 9 – The Miseducation of Lauryn Hill, 10 – Samba pra Burro. Em minha defesa: só fui ouvir o In the Aeroplane Over the Sea em 1999. Não tente entender visualmente, era um método muito complexo de classificação dos discos, um dia eu escaneio e mostro direito.


Beastie Boys, Scott Weiland e Boi Mamão.


A história do Kraftwerk (que vinha fazer seu primeiro show no Brasil), o acústico dos Titãs, Propellerheads (big beat!) e entrevista com Ian Brown.


Segundo disco do Black Grape, coletânea de 10 anos da Matador e entrevista com o dono da gravadora, Gerard Cosloy.


A carreira de Yoko Ono, disco novo do Ween, coletânea de Bauhaus, John Mayall e Steve Ray Vaughan e a trilha sonora de O Santo (cheia de… big beat).


Stereolab, Racionais, Metallica e 3rd Eye Blind (?!).


Disco de remixes do Primal Scream, caixa do Jam, entrevista com DJ Hum, Sugar Ray e disco solo do James Iha.


Cornershop, show à causa tibetana vira disco, Bob Dylan, Jane’s Addiction, Verve e entrevista com Lenine.


Disco de remixes do Cornelius, Sebadoh, Los Djangos, Silver Jews, entrevista com o Lariú e demo do Los Hermanos.


Disco de remixes da Björk e o novo do Guided by Voices.


Disco novo do Sonic Youth, reedição dos discos do Pussy Galore e entrevista com Edgard Scandurra.


Cobertura dos shows do Superchunk no Brasil, Pólux (a banda que reunia a Bianca ex-Leela que hoje é do Brollies & Apples e a Maryeva Madame Mim), Prince e Maxwell, coletânea da Atlantic e entrevista com os Ostras.


…e na cobertura dos shows do Superchunk eu ainda consegui que a banda segurasse o nome do Trabalho Sujo para servir de logo na página.

Editei o Sujo impresso entre 1995 e 2000. Durante esse período, ele teve vários formatos. Começou como uma coluna na contracapa do caderno de cultura de segunda e em 1996 virou uma coluna bissemanal ocupando 1/6 da página 2 do mesmo caderno. No mesmo ano, voltou a ter uma página inteira, nas edições de sábado e entre 1997 e 1999 ocupou a central do caderno de domingo. Neste último ano, voltou a ter apenas uma página, nas edições de sábado. Na época em que eu fazia o Sujo impresso, eu era editor de arte do Diário do Povo e, por este motivo, participei da criação do site do jornal em 1996 – e garanti que o Sujo tivesse uma versão online desde seu segundo ano. Foi o suficiente para que ele começasse a ser lido fora de Campinas (onde já tinha um pequeno séquito de leitores, que compravam o Diário apenas para ler a coluna) e ganhasse algum princípio de moral online, que carrego até hoje.

Na época, eu dividia o gostinho de fazer a coluna com dois outros compadres – o Serjão, que era editor de fotografia do jornal e que hoje está no Agora SP, e o Roni, um dos melhores ilustradores que conheço. Os dois são amigos com quem lamento não manter contato firme, mas são daquelas pessoas que, se encontro amanhã, parece que não vi desde ontem. Juntos, éramos uma minirredação dentro da redação – tínhamos reunião de pauta, discussões sobre o layout da página e trocávamos comentários sobre os discos que eu trazia para resenhar. No fim, eu fazia tudo sozinho na página (como faço até hoje), da decisão sobre o que entra ao texto, passando pela diagramação. Sérgio e Roni entravam com fotos e ilustras, mas, principalmente, com o feedback pra eu saber se não estava viajando demais ou de menos. Nós também começamos a discotecar juntos, mais um quarto compadre, o William, e, em 97, inauguramos o Quarteto Funkástico apenas para tocar black music e groovezeiras ilimitadas, em CD ou em vinil. Não era só eu quem escrevia no Sujo (eu sempre convidava conhecidos, amigos e alguns figurões), mas Roni e Serjão, por menos que tenham escrito, fizeram muito mais parte dessa história do que qualquer um que tenha escrito algo com mais de cinco palavras.

No ano 2000 eu fui chamado pelo editor-chefe do jornal concorrente, o Correio Popular, maior jornal de Campinas, para editar seu caderno de cultura, o Caderno C, cargo que ocupei durante um ano, antes de me mudar para São Paulo. Neste ano, para evitar confusões entre os dois jornais sobre quem era o dono da coluna (e não correr o risco de assistir a alguém depredar o nome que criei no jornal que comecei a trabalhar), decidi tirar o Sujo do papel e deixá-lo apenas online. Criei minha página no Geocities para despejar os textos que publicava em outra coluna dominical, no novo jornal, chamada Termômetro. Mas, online, seguia o Trabalho Sujo -até que, do Geocities fui para o Gardenal, e isso é ooooutra história.

Um dia eu organizo tudo bonitinho, isso é só pra fazer uma graça – e matar a minha saudade.

Maquinado novo

Quem também está com disco novo na área é o Lucio Maia, da Nação Zumbi, que mais uma vez assume a persona do Maquinado – desta vez incorporando pesado o Jorge Ben – para lançar seu segundo disco, Mundialmente Anônimo.

A Nação Zumbi e baixar música da internet


Foto: Info

Logo que postei a entrevista que o Zero Quatro deu à Ilustrada na semana passada, o Dafne veio me avisar que a Nação Zumbi estava se alinhando ao pensamento do líder do Mundo Livre, que declarou estar com saudades dos tempos em que as gravadoras davam as cartas no mercado de música (o que tem lhe rendido o apelido online de “Lily Allen brasileira”, devido aos recentes pitis da ex-musa do MySpace em relação à troca de arquivos na internet). No show de 15 anos do Da Lama ao Caos, que aconteceu sexta passada em São Paulo, Jorge du Peixe foi ao microfone reclamar do uso da internet para baixar gratuitamente músicas que, noutros tempos, eram pagas (e não era a primeira vez – o Bruno lembrou que o guitarrista da Nação, Lucio Maia, já tinha bradado esse discurso em outra situação). “Tem o virtual, mas precisa do real e o real está aqui”. Mas antes que venhamos tachar o mangue beat de reacionário, vale ler a entrevista que a Info fez com o Dengue, baixista da Nação, que jogou panos quentes na polêmica antes de ela descer a ladeira, afirmando que o que foi dito no show tinha muito do calor da hora:

Não se sente prejudicado por pessoas que baixaram seu último disco?
Não, de forma alguma. Nunca ligamos muito para isso. Antes baixem e divulguem do que nada. Não vão comprar mesmo (risos). É legal baixar. Estava aqui em casa agora e minha esposa disse que queria ouvir uma música do Smashing Pumpkins, ‘1979’. Fui no YouTube, vi o clipe e depois baixei o disco. Esse disco é ótimo, uma hora vou comprá-lo.

E as pessoas que só baixam e não compram?
Hoje, acho que as pessoas não baixam tantas músicas quanto um ou dois anos atrás. Teve esse boom, essa euforia do “pode tudo”, do “eu posso baixar tudo não vou pagar nada”, e depois veio a consciência, a ressaca da internet. Hoje, acho que estamos vivendo a ressaca da internet. Todo mundo baixou tanta coisa, vulgarizou tanto, que agora a galera está voltando a comprar discos. O vinil está sendo endeusado de novo. As pessoas estão comprando. É claro que tem a galera que não está nem aí para nada, acha vinil “massa”, mas não compra nenhum. A internet é uma ferramenta, não pode ser usada como um estilo de vida. Tem que ser usada para facilitar a vida. À medida que ela complica, sua consciência volta ao estado normal.

A íntegra da entrevista está aqui.

Céu rosa

Rapaz e esse disco novo da Céu, hein… A cada audição Vagarosa sobe um pouquinho mais rumo ao topo da lista de melhores discos do ano. Depois eu me aprofundo no tema, mas, por enquanto, sente essa bordoada em câmera lenta que ela gravou com a Nação Zumbi.


Céu – “Rosa Menina Rosa

Nação Zumbi 2.0

Surrupiando uma info do Pattoli: a Nação Zumbi entrou em 2009 de site novo, além de canal no YouTube, Flickr e Twitter. “Sugestã” de próximos passos: gravar o próximo disco devagar, sem a pressa do disco anterior, apresentando as músicas pro povo via MP3 (sem necessariamente ter que ouvir comentários, interação nesse caso é secundário) e ligando os projetos paralelos à nave-mãe que é a banda. E atualizem essas porras, hein – se for criar só pra dizer que tem é melhor nem criar.