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Montreux 2026

O clássico festival de jazz de Montreux, na Suíça, chega à sua 60ª edição em 2026 e mais impressionante do que a absurda lista de artistas no elenco deste ano é a habilidade do festival em reunir duplas de artistas distintos em apresentações consecutivas em palcos específicos ampliando ainda mais as fronteiras musicais para os espectadores – e para os próprios artistas. Apesar da noite de abertura receber apenas a artista de soul da vez Raye – com convidados especiais ainda não revelados -, todas as outras noites reúnem dois artistas por dias nos dois palcos quase simultâneos do festival, uns no Auditório Stravinsky e outros no Montreux Jazz Lab. O que dizer de uma noite com Isley Brothers e The Roots? Ou Nick Cave & The Bad Seeds com Aldous Harding? Outras dobradinhas perfeitas incluem a portuguesa Maro abrindo para o Sting, Hemlocke Springs abrindo pra Pinkpantheress, a brasileira Liniker abrindo pra estadunidense de ascendência haitiana Naïka, o pop na cara de Faouzia e Zara Larrson, Joy Crookes antes de John Legend, uma noite de groovezeira italiana com Mind Enterprises e Cerrone Disco Symphony, Rival Sons abrindo pro Deep Purple, Sofia Camara abrindo pro Lewis Capaldi, a Time Machine de Billy Cobham dividindo a noite com Marcus Miller, Loyle Carner abrindo pro Wulfpeck, Van Morrison com James Taylor na mesma noite e outros shows com Moby, Gregory Porter, Angus e Julia Stone, Charles Lloyd, Danny L. Hearle, Tyla, Adriatique, Agnes Obel e a lista segue incrível. As apresentações acontecem entre os dias 6 e 18 de julho e os ingressos começam a ser vendidos nessa quarta pelo site oficial do festival.

Todo o show: Gilberto Gil ao vivo em Montreux, 1978

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Publiquei outro dia o áudio com a íntegra do primeiro show que Chico Science e a Nação Zumbi fizeram no festival de jazz suíço em Montreux, em 1995, e esbarrei com todo o primeiro show que Gilberto Gil havia feito no festival, em 1978, um dos meus registros ao vivo favoritos de todos os tempos. O show foi a primeira noite brasileira do festival e ainda teve participações de nomes como Ave Sangria, A Cor do Som e Airto Moreira. Mas o que me deixou de queixo caído foi que não era só o áudio do show – que inclusive foi lançado oficialmente por Gil, naquele mesmo ano, mas sua versão em vídeo. Que noite! Gil talvez no auge de sua carreira escudado por uma banda formada por conterrâneos de primeríssima linha: Pepeu Gomes na guitarra, Jorge Gomes na bateria, Rubens Silva no baixo, Maurício Carvalho (o Mu, do A Cor do Som) e o percussionista Djalma Correa. Que delírio!

“Chuck Berry Fields Forevers”
“Chororô”
“São João, Xangô Menino”
“Respeita Januário”
“Ela”
“Bat Macumba”/”Exaltação à Mangueira”
“Procissão”/”Atrás do Trio Elétrico”/”Mamãe Eu Quero”

O único problema é que o vídeo não registra a jam session do final do show, quando o A Cor do Som subiu ao palco ao lado de Ivinho, guitarrista do Ave Sangria, e Patrick Moraz, tecladista do Yes, para conduzir a elétrica “Triolê” ao lado da bandaça de Gil. Pelo menos esse momento tá no disco!