Ave Galaxie 500

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No início do ano, para aproveitar o lançamento da versão em vinil do disco ao vivo Copenhagen do Galaxie 500, a gravadora norte-americana Persona Non Grata estava organizando uma apresentação no Record Store Day para trazer bandas para a loja nova-iorquina da Rough Trade e fazer um show com bandas tocando músicas do saudoso grupo indie. Mas com a pandemia e a quarentena, o projeto teve de ser reestruturado e tornou-se uma série de apresentações ao vivo gravadas remotamente incluindo nomes contemporâneos e influenciados pela clássica banda. Separei aqui as versões que o Mercury Rev, Thurston Moore, Glenn Mercer (dos Feelies), Surfer Blood, Barbara Manning, Hamilton (do grupo inglês British Sea Power), Mark Lanegan, Stephin Merritt, Calvin Johnson, Real Estate, Versus, Winter, entre outros, tocando canções imortais do grupo ou variações de versões clássicas feitas pelo grupo para músicas do Velvet Underground, do New Order e dos Rutles.

Você confere todas as versões lá no site oficial do projeto. Que banda!

Vida Fodona #626: Hábito que as pessoas perderam

vf626

E as novidades deste mês.

Jenny Lee – “I’m So Tired”
Tom Zé – “Fliperama”
Bruno Schiavo – “Amores Incríveis”
Gal Costa + Caetano Veloso – “Sorte”
Rupa Biswas – “Aaj Shanibar”
Classixx – “Whats Wrong With That?”
Gilberto Gil + Jeru Banto – “Refavela (Digitaldubs Remix)”
Brockhampton + Dua Lipa + Ryan Beatty + Jon B – “Sugar (Remix)”
Dur-Dur Band – “Dooyo”
Whitest Boy Alive – “Serious”
Mahmundi – “Sem Medo”
Junior Mendes – “Toque Tropical”
Rolling Stones – “Jigsaw Puzzle”
Quartabê – “Maré Alta”
Matt Berninger – “Holes”

Mercury Rev via Matt Berninger

mattberninger

O vocalista do grupo National Matt Berninger regrava a eterna “Holes” do Mercury Rev para o novo volume da coletânea 7-inches for Planned Parenthood, que reúne artistas engajados na difusão da ideia de que a saúde pública é um direito do cidadão norte-americano.

Ficou linda.

E essa versão do Mercury Rev tocando “Planet Caravan”?

MERCURYREV

Não conhecia essa versão da balada psicodélica “Planet Caravan” do Black Sabbath que o Mercury Rev gravou numa Peel Session em 2001.

Dica do Mumu.

Warpaint, Deerhunter e Mercury Rev no Brasil!

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As bandas norte-americanas Warpaint, Deerhunter e Mercury Rev (este último tocando seu clássico Deserter’s Songs na íntegra) e a brasileira Marrakesh sao as primeiras atrações reveladas de mais uma edição do Balaclava Fest, que acontece no dia 4 de novembro em São Paulo
(mais informações aqui). E ao que parece vem mais coisa boa aí (alguém falou em War on Drugs?)…

A volta do Mercury Rev

Mercury-Rev-The-Light-In-You

Sem lançar discos há um tempão (o último foi Snowflake Midnight, em 2008), o Mercury Rev volta à ativa a partir do segundo semestre, quando apresenta seu oitavo disco, The Light In You. É o primeiro disco da banda que não foi produzido por Dave Fridmann (por questões de agenda) e sim pelos dois fundadores do grupo,Jonathan Donahue and Grasshopper. A primeira faixa, “The Queen Of Swans”, no entanto, não parece ter sido prejudicada pela ausência do velho colaborador – e eventual integrante do grupo.

Vamos torcer pelo novo disco, que sai em setembro. Eis o nome das faixas e a ordem das músicas:

“The Queen Of Swans”
“Amelie”
“You’ve Gone With So Little For So Long”
“Central Park East”
“Emotional Freefall”
“Coming Up For Air”
“Autumn’s In The Air”
“Are You Ready?”
“Sunflower”
“Moth Light”
“Rainy Day Record”

Galaxie 500 + Mercury Rev

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Que combinação: Dean Wareham & Britta Phillips (Dean & Britta, ora pois) juntos com Jonathan Donahue & Grasshopper (do Mercury Rev) tocando “Snowstorm” e “Car Wash Hair” em Nova York, em 2010. Assista abaixo:

 

Bonifrate toca Mercury Rev

Que momento!

Quando o Trabalho Sujo era uma central de caderno de jornal

Não resisti e resgatei umas edições velhas do Trabalho Sujo impresso, tirei umas fotos e redimensionei pra colocar aqui no site. As fotos estão com cores diferentes não por conta da idade do papel, mas porque parte delas eu fiz de dia (as mais brancas) e a outra de noite (as amareladas). Dá uma sacada como era…


Nesta edição, dois segundos discos: o do Planet Hemp e o do Supergrass.


Nesta eu falei do Panthalassa, disco de remix que o Bill Laswell fez com a obra de Miles Davis, o segundo disco do Garbage, entrevista com Virgulóides, disco de caridade organizado pelo Neil Young e uma explicação sobre um novo gênero chamado… big beat.


Entrevistei os três integrantes do Fellini (Jair, Thomas e Cadão) para contar a história da banda, numa época em que eles nem pensavam em voltar de verdade (depois disso, eles já voltaram e terminaram a bandas umas três vezes). Também tem a história do Black Sabbath, uma entrevista que eu fiz com o Afrika Bambaataa e o comentário sobre a demo de uma banda nova que tinha surgido no Rio, chamada Autoramas.


Disco de remix do Blur, disco póstumo do 2Pac, Curve e entrevista com Paula Toller.


Discos novos da Björk, dos Stones, do Faith No More e do Brian Eno.


Discos novos do Wilco (Summerteeth), Mestre Ambrósio, coletâneas de música eletrônica (da Ninja Tune, da Wall of Sound – só… big beat – e de disco music francesa), resenha da demo da banda campineira Astromato e entrevista com o Rumbora.


Resenha do Fantasma, do Cornelius, do Long Beach Dub All-Stars (o resto do Sublime), do Ringo e do show dos Smashing Pumpkins em São Paulo, com a entrevista que fiz com a D’Arcy.


Vanishing Point do Primal Scream, disco-tributo ao Keroauc, Coolio e a separação dos irmãos da Cavalera.


Reedição do Loaded do Velvet Underground, Being There do Wilco e o show em tributo á causa tibetana.


Especial Bob Dylan, sobre a fase elétrica do sujeito no meio dos anos 60, com direito à entrevista com o Dylan na época, que consegui através da gravadora e um texto de Marcelo Nova escrito especialmente para o Sujo: Quem é Bob Dylan?


30 anos de Sgt. Pepper’s e o boato da morte de Paul McCartney.


Terror Twilight do Pavement, Wiseguys (big beat!), o disco de dub do Cidade Negra (sério, rolou isso), a demo do 4-Track Valsa (da Cecilia Giannetti) e entrevista com o Rodrigo do Grenade.


Pulp, Nação Zumbi, Ian Brown e Seahorses, uma coletânea de clipes ingleses e entrevista com Roger Eno, irmão do Brian.


30 anos de Álbum Branco, show do Man or Astroman? no Brasil, primeiro disco do Asian Dub Foundation, entrevista com a Isabel do Drugstore e demo do Crush Hi-Fi, de Piracicaba.


Os melhores discos de 1997: 1 – OK Computer, 2 – Vanishing Point, 3 – When I Was Born for the 7th Time, 4 – Homogenic, 5 – O Dia em que Faremos Contato, 6 – Dig Your Own Hole, 7 – Sobrevivendo no Inferno, 8 – I Can Hear the Heart Beating as One, 9 – Dig Me Out, 10 – Brighten the Corners… e por aí seguia.


20 anos de Paul’s Boutique, do Beastie Boys, disco do Moby, demo do Gasolines e entrevista com Humberto Gessinger.


Rancid, Superchunk e entrevista com o Mac McCaughan (do Superchunk), Deftones e Farofa Carioca (a banda do Seu Jorge).


Simpsons lançando disco e a lista dos 50 melhores do pop segundo Matt Groening, segundo disco do Dr. Dre, entrevista com Júpiter Maçã que então lançava seu primeiro disco.


A coletânea Nuggets virou uma caixa da Rhino, a cena hip hop brasileira depois de Sobrevivendo no Inferno, disco dos Walverdes e entrevista com Henry Rollins.


Sleater-Kinney, Fun Lovin’ Criminals, Little Quail, demo do MQN e entrevista com o Mark Jones, da gravadora Wall of Sound (o lar do… big beat).


25 anos de Berlin do Lou Reed, disco novo do Pin Ups, disco do Money Mark e entrevista com Chuck D, que estava lançando um livro na época.


Especial soul: a história da Motown e da Stax (lembre-se que não existia Wikipedia na época) e caixas de CDs do Al Green e da Aretha Franklin.


Retrospectiva 1998: comemorando um ano que trouxe artistas novos para a década…


…e os melhores discos de 1998: 1 – Hello Nasty, 2 – Mezzanine, 3 – Fantasma, 4 – Jurassic 5 EP, 5 – Carnaval na Obra, 6 – Deserter’s Songs, 7 – This is Hardcore, 8 – Mutations, 9 – The Miseducation of Lauryn Hill, 10 – Samba pra Burro. Em minha defesa: só fui ouvir o In the Aeroplane Over the Sea em 1999. Não tente entender visualmente, era um método muito complexo de classificação dos discos, um dia eu escaneio e mostro direito.


Beastie Boys, Scott Weiland e Boi Mamão.


A história do Kraftwerk (que vinha fazer seu primeiro show no Brasil), o acústico dos Titãs, Propellerheads (big beat!) e entrevista com Ian Brown.


Segundo disco do Black Grape, coletânea de 10 anos da Matador e entrevista com o dono da gravadora, Gerard Cosloy.


A carreira de Yoko Ono, disco novo do Ween, coletânea de Bauhaus, John Mayall e Steve Ray Vaughan e a trilha sonora de O Santo (cheia de… big beat).


Stereolab, Racionais, Metallica e 3rd Eye Blind (?!).


Disco de remixes do Primal Scream, caixa do Jam, entrevista com DJ Hum, Sugar Ray e disco solo do James Iha.


Cornershop, show à causa tibetana vira disco, Bob Dylan, Jane’s Addiction, Verve e entrevista com Lenine.


Disco de remixes do Cornelius, Sebadoh, Los Djangos, Silver Jews, entrevista com o Lariú e demo do Los Hermanos.


Disco de remixes da Björk e o novo do Guided by Voices.


Disco novo do Sonic Youth, reedição dos discos do Pussy Galore e entrevista com Edgard Scandurra.


Cobertura dos shows do Superchunk no Brasil, Pólux (a banda que reunia a Bianca ex-Leela que hoje é do Brollies & Apples e a Maryeva Madame Mim), Prince e Maxwell, coletânea da Atlantic e entrevista com os Ostras.


…e na cobertura dos shows do Superchunk eu ainda consegui que a banda segurasse o nome do Trabalho Sujo para servir de logo na página.

Editei o Sujo impresso entre 1995 e 2000. Durante esse período, ele teve vários formatos. Começou como uma coluna na contracapa do caderno de cultura de segunda e em 1996 virou uma coluna bissemanal ocupando 1/6 da página 2 do mesmo caderno. No mesmo ano, voltou a ter uma página inteira, nas edições de sábado e entre 1997 e 1999 ocupou a central do caderno de domingo. Neste último ano, voltou a ter apenas uma página, nas edições de sábado. Na época em que eu fazia o Sujo impresso, eu era editor de arte do Diário do Povo e, por este motivo, participei da criação do site do jornal em 1996 – e garanti que o Sujo tivesse uma versão online desde seu segundo ano. Foi o suficiente para que ele começasse a ser lido fora de Campinas (onde já tinha um pequeno séquito de leitores, que compravam o Diário apenas para ler a coluna) e ganhasse algum princípio de moral online, que carrego até hoje.

Na época, eu dividia o gostinho de fazer a coluna com dois outros compadres – o Serjão, que era editor de fotografia do jornal e que hoje está no Agora SP, e o Roni, um dos melhores ilustradores que conheço. Os dois são amigos com quem lamento não manter contato firme, mas são daquelas pessoas que, se encontro amanhã, parece que não vi desde ontem. Juntos, éramos uma minirredação dentro da redação – tínhamos reunião de pauta, discussões sobre o layout da página e trocávamos comentários sobre os discos que eu trazia para resenhar. No fim, eu fazia tudo sozinho na página (como faço até hoje), da decisão sobre o que entra ao texto, passando pela diagramação. Sérgio e Roni entravam com fotos e ilustras, mas, principalmente, com o feedback pra eu saber se não estava viajando demais ou de menos. Nós também começamos a discotecar juntos, mais um quarto compadre, o William, e, em 97, inauguramos o Quarteto Funkástico apenas para tocar black music e groovezeiras ilimitadas, em CD ou em vinil. Não era só eu quem escrevia no Sujo (eu sempre convidava conhecidos, amigos e alguns figurões), mas Roni e Serjão, por menos que tenham escrito, fizeram muito mais parte dessa história do que qualquer um que tenha escrito algo com mais de cinco palavras.

No ano 2000 eu fui chamado pelo editor-chefe do jornal concorrente, o Correio Popular, maior jornal de Campinas, para editar seu caderno de cultura, o Caderno C, cargo que ocupei durante um ano, antes de me mudar para São Paulo. Neste ano, para evitar confusões entre os dois jornais sobre quem era o dono da coluna (e não correr o risco de assistir a alguém depredar o nome que criei no jornal que comecei a trabalhar), decidi tirar o Sujo do papel e deixá-lo apenas online. Criei minha página no Geocities para despejar os textos que publicava em outra coluna dominical, no novo jornal, chamada Termômetro. Mas, online, seguia o Trabalho Sujo -até que, do Geocities fui para o Gardenal, e isso é ooooutra história.

Um dia eu organizo tudo bonitinho, isso é só pra fazer uma graça – e matar a minha saudade.

On the Run 39: Disc-O-Nexo @ Ipanema FM

Como sábado que vem não vou estar aqui, deixo dois sets para animar a virada do ano. E os dois ficam por conta da dupla Chaves e Landosystem, que tocam a festa Disc-O-Nexo em Porto Alegre, que apresentaram ambas mixagens ao vivo na clássica rádio Ipanema. O primeiro foi ao ar no dia 23 de outubro e o segundo dia 6 de novembro. Dá pra ter uma idéia do nível da discotecagem pela seleção das músicas que estão aí embaixo – mas a passagem de uma música para a outra torna tudo mais tenso, elétrico e preciso. Bem foda.

Chaves e Landosystem Live @ Ipanema (23 de outubro de 2008) (MP3)

Mercury Rev – “Senses On Fire (Fujiya and Miyagi Remix)”
Daft Punk – “Human After All”
Junkie XL – “Cities In Dust (The Glimmers Remix)”
The Killers – “Somebody Told Me (The Glimmers Remix)”
Whitey – “Walk In The Dark (Reprise)”
Holy Ghost – “Hold On (Black Mazego Groove)”
Noise Beat Propaganda – “Sexy Neon Wine (DV’s Re-Make)”
DJ DLG – “Your Life (Rogerseventytwo Remix)”
Justice – “Waters of Nazareth (Erol Alkan’s Durr Durr Durrrrr Edit)”
Alex Metric – “Caller”
Just A Band – “Burn It Out”
Klaxons – “It’s Not Over Yet (Blende Remix)”
Daft Punk – “Technologic (Rogerseventytwo Remix)”
Modfunk – “Cut Your Soul (POL RAX Remix)”
The Glimmers – “Physical”
The Virgins – “Rich Rich (The Twelves Remix)”
Sneaky Sound System – “When We Were Young (G.L.O.V.E.S. Remix)”
Yuksek – “Tonight”
Headman – “New”
Metronomy – “Heartbreaker (Black Devil Disco Club Remix)”

Chaves e Landosystem Live @ Ipanema (6 de novembro de 2008) (MP3)

Just A Band – “Vulgar Display”
Justice – “DVNO (Mathematikal Re-edib)”
DJ DLG – “Your Life (Rogerseventytwo Remix)”
En Masse – “Lime”
Does It Offend You, Yeah? – “We Are Rockstars (Bloc Party Remix)”
Van She – “Kelly (Van She Remix)”
Boy 8-bit – “Suspense Is Killing Me”
Pierce – “Love Conga (Love Edit)”
Bag Raiders – “Turbo Love”
Moulinex – “Break Chops (GRUM Remix)”
Alphabeat – “Boyfriend (Alex Metric Remix)”
The Prodigy – “The Way It Is (Miami Quiver Edit)”
Metronomy – “Heartbreaker (Jupiter Remix)”
Housemeister – “What You Want (Siriusmo Remx)”
Siriusmo – “Discosau”
The Cars – “Let The Good Times Roll (Mike Genius Remix)”