44) Danger Mouse – Grey Album (2004)
Óbvio que você já viu esse vídeo do cara mais bêbado do mundo. Eu não tinha visto, no entanto, os remixes – misturaram o coitado com o Daft Punk, 2001 e transformaram sua saga numa comédia muda.
O Girl Talk do funk carioca reapareceu semana passada no Brasil – está estudando, quem diria, na gringa -, tocou na festa do meu sócio e aproveitou a deixa para lançar mais de suas fusões improváveis. Deixo aí essa briga bizarra entre “Short Dick Man” e “Meia Lua Inteira”. Mas o EP inteiro (quatro faixas), batizado de Party Mashups 2009, você baixa aqui.
João Brasil – “Short Dick Caetano“
E por falar em mashup à brasileira, segue mais uma colisão proposta por outro bastião do gênero no país – o candango Faroff. Sempre bom.
E por falar na cena mashup brasileira, pelo visto teremos boas novidades sobre a Gente Bonita ainda no início do ano. E detalhe: provavelmente em duas capitais brasileiras além de São Paulo (há até uma terceira estudando). Parece que a tal retrospectiva dos anos 00 pegou benzaço.
Tá rindo? Isso porque tu não viu O TWITTER dos caras.
É claro que não, mas a comparação é bem mais justa do que a comum e preguiçosa afirmação que, com a morte de Michael Jackson, a menina seria a nova rainha do pop. Piada. Lady Gaga deve mais ao Bowie pelo impacto visual e esquisitice consciente do que o apelo pop total que exalava do saudoso Michael. A comparação com Bowie vem pelas mãos do mashupeiro Terry Urban, que topa fazer a comparação indo além dos próprios remixes – seu EP de tributo às duas figuras, Lady Stardust, abre com frases retiradas de programas de rádio e TV que falam do impacto dos dois em sua época, comparando o personagem Lady Gaga a Ziggy Stardust. Mas enquanto Bowie é um compositor de primeira linha, o melhor crooner de sua geração (Freddie Mercury? Bryan Ferry? Para com isso…) e um classudo vampiro de personalidades artísticas (como Caetano, no Brasil), Lady Gaga é uma voz fácil de ser lembrada, refrões repetitivos e muita promoção de gravadora (pra quem acha que elas não têm mais força…). Sua “Poker Face” (um mashup de base Eurhythmics com o refrão genérico de Cher) vem ganhando notoriedade basicamente devido à repetição insistente, mais do que sua qualidade musical propriamente dita. O EP não é grande coisa, o melhor mashup cruz “Just Dance” com “Let’s Dance”, que eu linko aí embaixo.






