Ele ataca novamente, sempre na crista da onda – que no caso é o novo disco do LCD Soundsystem, talvez o principal acontecimento pop deste começo de abril (Alice vem aí, mas aí já é mais da metade de abril…). João Brasil não perdoa e cospe B-52’s nas bebadinhas do James Murphy – e o resultado é esse aí.
João Brasil – “Dance Boom Clean”
E é bem capaz que o maldito esteja fazendo mais um disco inteirinho – no caso, This is Happening – de mashup. DFA, tremei.
E já que invadimos a área da infâmia – a mesma do mashup, ora vejam -, esta estranha conjunção de fatores bateu em alguma inbox minha com o nome de Eike e os Batixtax, misturando o remix dos Twelves pro Fever Ray com a já clássica “Um Tapinha Não Dói”, d’As Meninas, lançadas pelo Furacão 2000 por volta do ano que batiza o grupo.
Eike e os Batixtax – “Seven Tapinha“
Postei um mashup de dois Dexters outro dia e eis que surge mais um, feito pelo designer Winter:
E faz sentido. Os dois Dexters têm realmente algo em comum.
A camiseta do dia do site Tee Fury (que disponibiliza uma camiseta por dia – que desaparece do site no dia seguinte) homenageia outro seriado que se passava em uma ilha bizarra, A Ilha dos Birutas (Gilligan’s Island).
Mas eles não foram os primeiros a cogitar esse mashup…
Irmãos Coen ou Tarantino? Atualmente fico com os Coen, mas por milímetros de predileção – Quentin está seedado pra sempre no torrent do meu coração do mesmo jeito que o Bergman no de algumas múmias da cinefilia dantanho. Jovens mestres, os três – os quatro, se somarmos David Lynch – elevaram o cultura white trash à condição de Arte, como Normal Rockwells pós-Nixon. Eletrodomésticos, quadrinhos, discos, carros, armas, drogas, malas cheias de dinheiro, estradas no deserto – elementos de um cenário em que sexo, mentiras, vingança e culpa atormentam personagens, quase sempre solitários – mesmo que sociais – sem rumo. O brasileiro Leandro Braga mashupou os dois à la Eclectic Method.
Fodaço.
Isso me lembra inclusive uma outra coisa que vinha comentando outro dia: como há uma casta de diretores que nasceu no vácuo da geração Coppola/Spielberg que, ratos de cineclube e escolados na técnica, parecem dirigir um grande filme, cortado por diferentes nuances. Além dos Coen, Lynch e Tarantino, completam esse time Woody Allen, Almodóvar e Martin Scorsese (que funciona como um tio mais novo para os outros). Não sei se eles são amigos, se eles se dão bem, se se conhecem (provavelmente sim). Mas seus filmes no século 21 parecem pedaços de um mesmo universo, filmados por diferentes ângulos, com filtros que coagulam emoções distintas. Nesse sentido não deixa de ser irônico o fato do Scorsese ter se transformado num diretor de filmes de época.
Via Like Cool.
Vi na Babee (aproveita que vai lá e baixa o podcast dela que é sempre fodaço). Não manja? Manje.







