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Mashup

Carnaval tá chegando… Hora de rolar um…

ASA

Vai lá!

No fundo, no fundo, música pop é tudo igual e a gente fica caçando motivo idiota pra se achar melhor que o outro. E a rapeize do Golpe Baixo Vídeos tá de parabéns!

strokes

A música nova dos Strokes foi recebida com estranhamento na sexta-feira, especialmente no Brasil: enquanto os fãs da banda lamentaram a sonoridade oitentista (bem mais próxima do disco solo de Julian Casablancas do que qualquer outro disco dos Strokes), os fãs de tecnobrega saudaram a nova sonoridade do grupo – até mesmo seus principais protagonistas (Gaby Amarantos e a Gang do Eletro) comemoraram o parentesco sonoro em suas contas do Twitter:

strokes-tecnobrega

E logo vem a internet, implacável, e lança suas paródias, como esse “clipe oficial” inspirado no mashup que o Tiago Lyra fez do Trenzinho Carreta Furacão com “Lisztomania”, do Phoenix:

E o DJ Jak empilhou as referências mais citadas (“Xirley” de Gaby Amarantos, “Take on Me” do A-ha e a própria “Lisztomania”) num mesmo remix esquizofrênico.

A citação a “Take on Me” vem do fato do riff da nova dos Strokes ter certo parentesco com o maior hit pop da história da Noruega – e é inevitável lembrar do remix do mítico DJ Cremoso – criação anônima recifense inventada para satirizar o tecnobrega – para a canção do A-ha:

Esta citação é a chave para essa conexão Strokes com o tecnobrega, pois as duas partes tiveram a base de sua sonoridade fundada durante uns anos 80 sintetizados. Repare nesse clássico do Jean-Michel Jarre de 1981 e veja se não tem a ver tanto com a música nova dos Strokes, o solo de Casablancas e a batida do tecnobrega):

Mas alguém apontou a semelhança da melodia de “One Way Trigger” com essa música do Maná (?!):

O pior é que tem a ver… E a música nova dos Strokes pode ser baixada no site deles.

4:20

tartaruga-jedi

212-sou-foda

O ano mal começava e João Brasil pegava um dos hits do fim do ano passado – “212”, da Azealia Banks – e o misturava com o viral infame do Bonde dos Avassaladores, provocando uma síncope de sincronicidade que ia além do choque bem humorado da aparição súbita do vocal hedonista teen do MC Vitinho. O mashup sincroniza Nova York e o Rio de Janeiro e a marra carioca alinha-se ao “swag” da maior cidade do mundo, tirando onda com as próprias sexualidade e arrogância. E funciona na pista de um jeito inacreditável…

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Mas é claro que…

…e não duvide: outros virão.

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Que tal Yoko Ono cantando a versão lenta de “Firework“?

Não parece, mas é piada: o vídeo original é esse.

Peça fundamental na evolução do conceito de mashup no início do século, o álbum cinza que mistura base do Álbum Branco dos Beatles com vocais do Black Album de Jay-Z também é um dos marcos da cultura do remix e foi o veículo que nos apresentou ao mestre contemporâneo Danger Mouse, em 2004. E acaba de ser remasterizado pelo engenheiro de som John Stewart e pode ser baixado aqui. Dica da Fact.