
O ano mal começava e João Brasil pegava um dos hits do fim do ano passado – “212”, da Azealia Banks – e o misturava com o viral infame do Bonde dos Avassaladores, provocando uma síncope de sincronicidade que ia além do choque bem humorado da aparição súbita do vocal hedonista teen do MC Vitinho. O mashup sincroniza Nova York e o Rio de Janeiro e a marra carioca alinha-se ao “swag” da maior cidade do mundo, tirando onda com as próprias sexualidade e arrogância. E funciona na pista de um jeito inacreditável…


Mas é claro que…
…e não duvide: outros virão.



Que tal Yoko Ono cantando a versão lenta de “Firework“?
Não parece, mas é piada: o vídeo original é esse.

Peça fundamental na evolução do conceito de mashup no início do século, o álbum cinza que mistura base do Álbum Branco dos Beatles com vocais do Black Album de Jay-Z também é um dos marcos da cultura do remix e foi o veículo que nos apresentou ao mestre contemporâneo Danger Mouse, em 2004. E acaba de ser remasterizado pelo engenheiro de som John Stewart e pode ser baixado aqui. Dica da Fact.

Muito foda. Do ilustrador paraibano Shiko.

E o filme, hein? Quem viu? Vale a pena?

Mashupando LCD Soundsystem com Miles Davis via YouTube: