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Mashup

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E os inevitáveis mashups e remixes feitos a partir do primeiro gostinho de Guerras nas Estrelas já começaram – saca só essa fusão entre esse primeiro trailer e o de Guardiões da Galáxia, feito pelo Renato Gaiarsa:

Quais você já viu por aí?

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Dois dos principais nomes da música pop em 2014, Taylor Swift e Kendrick Lamar têm se aproximado lentamente um do outro. Primeiro foi o Kendrick que declarou sua paixão pelo hit do verão de Taylor Swift, “Shake it Off”, em entrevista à Fader, chegando inclusive a cantar o refrão grudento:

Depois foi Taylor Swift que apareceu em seu próprio Instagram dublando “Backseat Freestyle” para comemorar o fato de que seu 1989 foi o único disco de 2014 a vender mais de um milhão de cópias – e garantir o único certificado de disco de platina do ano. Ela postou:

“Experts da indústria predisseram que 1989 venderia 650 mil na primeira semana. Vocês foram lá e compraram 1.287 milhões de discos. E EU FIQUEI ASSIM:”

E um passo maior nessa aproximação foi dado pelo pessoal do Hood Internet, que fundiu “Backseat Freestyle” com “Shake it Off” – e ficou demais.

Será que eles vão terminar fazendo algo juntos?

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Donos de dois dos grandes discos de 2014, a cantora pop Taylor Swift e o mago eletrônico Aphex Twin parecem estar nos extremos opostos do espectro pop. Não para o cartunista David Rees, que ouviu semelhanças entre os dois artistas:

“Taylor Swift fez sua reputação escrevendo canções apaixonadas e confessionais para garotas pré-adolescentes. Mas muito da música de Aphex Twin (especialmente o disco Richard D. James, de onde eu retirei a maioria das faixas) também é superromântica – por vezes, sacarina. De vez em quando imagino que seus padrões de ritmo impossivelmente complexos e inumanos servem apenas como uma camada sônica de crédito indie para fazer melodias apaixonantes e timbres delicados de (por exemplo) uma canção sobre um/a garoto/garota mais palatáveis para as pessoas “cool”. Ou, em um nível mais pessoal, é como se ele estivesse protegendo seu coração apaixonado por trás de um emaranhado maluco de rolos de arame farpado. E QUEM ENTRE NÓS NUNCA FEZ ISSO?

Por isso a parte um da minha tese é: APHEX TWIN É UM ROMANTICÃO BREGOSO IGUALZINHO À TAYLOR SWIFT.

E então, por outro lado, temos que admitir que Taylor Swift é um tanto aterradora. Aphex Twin é um notório tímido em frente às câmeras e emprega um imaginário cifrado e assustador em seus vídeos. Claro que não eu não descreveria Taylor Swift como tímida em frente às câmeras – mas seu ar incrível e competência sobre-humana, para mim, são tão alienígenas e intimidantes quanto o rosto assustador e maligno de Aphex Twin photoshopado. É um clichê descrever uma celebridade como controlada e magistral como Taylor Swift como sendo robótica, mas acho que há uma certa verdade aqui, especialmente em uma era em que assumimos – por bem ou por mal – que qualquer cantor pop que atingir uma nota mais alta o fez com a ajuda de um computador. Há também o caso de suas letras, que podem ser meio cruéis e sarcástica de um jeito clássico de “garota má”. Seus sorrisos cegantes, seus comerciais de Subway e seus shows saudáveis, tudo me faz crer que há um lado escuro em Taylor Swift. Ela é o que a Skynet será quando ganhar consciência de si mesma.

E assim a parte dois da minha tese é: TAYLOR SWIFT É TÃO ASSUSTADORA QUANTO O APHEX TWIN.”

Mas ele mesmo assume o blablablá pseudointelectual para justificar sua cria que saiu de um hobby – ao fundir bases de Aphex Twin com vocais de Taylor Swift, Rees criou o projeto Aphex Swift que leva o Grey Album do DJ Dangermouse a um terreno ainda mais perigoso e distante. E o pior é que o disco funciona – não apenas pela piada ou pela caricatura, mas pela música em si.

Uma pena não ter dado pra incluir os dois discos de Aphex Twin e Taylor Swift deste ano. Quer dizer, ainda é tempo de mashupar apenas Syro e 1989…

Saca só:

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O editor norte-americano Jack Martin, da Martin Revelation Films, resolveu trocar a canção original do novo trailer de Vingadores 2 e o resultado é épico. No lugar da versão em câmera lenta da música do Pinóquio, a canção sugerida é a terrível “My Heart Will Go On” – também conhecido com o tema do filme Titanic. A fusão do trailer da Marvel com a balada melosa de Celine Dion dá um minitilt no cérebro, realça as cenas mais trágicas que já foram mostradas e é uma boa desculpa para rever o trailer.

Tantas lembranças neste lugar…

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Os Chemical Brothers apresentando Surrender pela primeira ao vivo no mundo… O LCD Soundsystem tocando no primeiro Sónar brasileiro sem ter disco lançado… O show da volta do Echo & the Bunnymen… Dois shows incríveis do R.E.M… Vários shows do Trama Universitário… Pulp em 2012… Cardigans com Gang of Four na mesma noite… Fora que era daquelas casas que permitiam que você visse o palco de onde quer que você estivesse. Uma pena…

Vi no Instagram do Estevam.

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E no mesmo post do Dangerous Minds vi esses Beatles de desenho animado tocando “California Übber Alles” – simples, besta, mas bem legal.

E por falar em Guillermo del Toro, olha que maravilha esse mashup feito pelo mexicano Turrilandia.

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Claro que foi inspirado nesse clipe fantástico:

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E por falar em David Lynch, que tal essa abertura do Twin Peaks revertida aos 16-bits como se fosse um jogo clássico do velho Super NES?

Aqui você confere a versão original.

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E se George Lucas tivesse deixado David Lynch dirigir O Retorno de Jedi?

O vídeo é uma brincadeira em cima do convite que realmente aconteceu, como lembra o próprio Lynch neste outro vídeo: