Trabalho Sujo - Home

Universo particular

Mari Holtz não poderia ter feito uma estreia mais autoral, quando subiu ao palco do Centro da Terra para mostrar seu espetáculo Ser-Viva nesta terça-feira. E não estou falando apenas do fato de ter feito um show apenas com seu próprio repertório e sim que ela soube passar a essência da sua personalidade misturando erudição, carisma, improviso e risco enquanto contava, quase como numa sessão de terapia aberta ao público, de seu amadurecimento simultâneo como pessoa e como artista desde que começou a cantarolar melodias enquanto tocava o piano ainda criança para livrar-se de um ocasional tédio infantil (título de sua primeira canção, que abriu o show). Foi cantando sentimentos e sensações, às vezes com letra, às vezes apenas cantarolando scats de voz enquanto tocava, outras deixando apenas seus dedos ditarem a atmosfera do momento e fazendo uma única inserção alheia, quando cantou “Yatra-Tá” de sua musa Tânia Maria, norte magnético de sua apresentação e de sua curta carreira até aqui. Com trocas cênicas de figurino (que funcionavam mais como guias de sua apresentação do que como acessórios), ela foi lentamente conduzindo o público que lotou o teatro a um universo particular seu, conseguindo inclusive fazer com que o público cantasse junto no bis uma música que nunca tinha ouvido antes daquela apresentação. Muito bem!

#mariholtznocentrodaterraa #mariholtz #centrodaterra #centrodaterra2026 #trabalhosujo2026shows 200

Mari Holtz: Ser-Viva

Maior satisfação em receber nesta terça-feira a pianista paulistana Mari Holtz, que faz sua primeira apresentação autoral, batizada de Ser-Viva, no palco do Centro da Terra. Influenciada por monstros sagrados da música brasileira como Arrigo Barnabé e Hermeto Pascoal, ela mostra suas composições lúdicas e experimentais pela primeira vez num espetáculo só dela, quando, ao piano, mostra sensações e sentimentos de diferentes fases da vida, entre a infância, a adolescência e a vida adulta. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

#mariholtznocentrodaterraa #mariholtz #centrodaterra #centrodaterra2026

Centro da Terra: Agosto de 2026

Agosto está chegando e com ele segue a programação de música do Centro da Terra, que começa na semana que vem. Como o mês tem cinco segundas, a temporada mensal começa apenas na segunda semana e logo na primeira teremos duas apresentações avulsas. A primeira delas, dia 3, vê o baixista do grupo baiano Tangolo Mangos, João Denovaro, fazer seu primeiro show solo em São Paulo, batizado de Circunstâncias Inacreditáveis, em que mostrar suas próprias canções ao lado dos compadres de banda Felipe Vaqueiro e Bruno Fechine, que fazem participações especiais. No dia seguinte, dia 4, a pernambucana Sofia Freire sobe pela primeira vez no palco do Centro da Terra com sua apresentação Traquitanas, em que, sozinha com seus instrumentos eletrônicos, repassa sua carreira de mais de dez anos em um espetáculo que fará na turnê europeia em que embarca logo em seguida. A partir da semana seguinte, a mineira Sara Não Tem Nome assume sua temporada no teatro, quando reúne diferentes facetas do seu trabalho. Na primeira segunda, dia 10, faz a primeira apresentação ao vivo de seu projeto Tarda, que lançou seu único disco em 2020 mas nunca fez shows por conta da pandemia. No dia 17, ela convida Lorena Hollander, Marina Mole e Vladimir Safatle para uma noite de bruxarias. Depois, dia 24, é a vez de mostrar seu grupo Cachorro Pessoa, que criou para cantar músicas que falam sobre cães. A temporada termina dia 24, quando reúne artistas que participaram de sua carreira, como Luiza Brina e Marcelo Callado, para repassar sua trechos de sua discografia. Na terça dia 11, o casal Luíza Villa e Gabiroto apresentam seu primeiro show em dupla, mostrando suas próprias composições ao lado de uma banda montada para esta apresentação. No dia 18 é a vez da dupla Qmar – formada pela tecladista e vocalista Paula Rebellato e pelo baterista e guitarrista Cacá Amaral – receber pela primeira vez Juliana Perdigão no espetáculo Espírito Espião. O mês fecha com a primeira apresentação autoral da jovem pianista prodígio Mari Holtz, que toca uma noite chamada Ser-Viva em que mostra seu próprio repertório, inspirado em mestres como Arrigo Barnabé, Tânia Maria e Hermeto Pascoal. Os espetáculos começam sempre pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.