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“Eu não tenho previsão…”

Há tempos sem fazer show de seu segundo disco Delta Estácio Blues (o bom e velho DEB para os íntimos), Juçara Marçal voltou ao assunto nesta quarta-feira no Porão da Casa de Francisca, mas não foi só uma mera despedida de álbum, como veríamos no decorrer da noite. Unindo-se mais uma vez com seus comparsas Kiko Dinucci, Marcelo Cabral e Alana Ananias (como sempre todos entre seus instrumentos – respectivamente guitarra, baixo e bateria – e synths posicionados logo a frente de cada um deles, inclusive de Juçara), ela montou o palco de forma circular, todos os músicos olhando entre si e a bateria de Alana de costas para o público e abriu novas frentes para o álbum, não apenas corroendo ainda mais os arranjos originais (Kiko tocando sua guita com arco em várias músicas, por exemplo) como trazendo algumas novidades. A principal delas foi a inclusão de músicas novas – sim, no plural -, consolidando inclusive verbalmente algo que já vinha sendo cogitado há tempos, que seria uma continuação do primeiro disco (naturalmente referido como DEB 2) só que partindo desta formação musical, que foi montada originalmente após a concepção do DEB original, composto e gravado apenas por Juçara e Kiko usando pedaços de música em vez de instrumentistas (a base deste disco é uma imensa colagem sonora, repare). E a primeira inédita que veio a público foi uma pedrada composta em parceria com Sophia Chablau (que estava sorrindo feliz no canto do Porão) chamada “Quando a Guerra Vai Ter Fim”, com riff ecoando “Brianstorm” dos Arctic Monkeys (com uma pitada de Gang of Four), mas que mantém a tensão original do riff embalando o público sem dar trégua, conduzido pelo vocal implacável da dona da noite. Mais tarde ela tocou outra inédita (também parceria com Sophia, embora não tenha mencionado) e deixou todos eletrizados à espera do que já é um dos discos mais esperados do ano – se é que sai em 2026… Afinal ela já canta na música nova: “Não venha me perguntar…”

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Desfragmentando partículas de som

O encontro entre a dupla Test e a cantora Paola Ribeiro parecia uma contradição frontal ou um acerto infalível – e felizmente o barulho extremo da dupla de pós-metal sobrepôs-se como uma camada apocalíptica e tensa na canção desconstruída da vocalista que, acompanhada da bandaça que lhe ajudou a erguer Circus, seu ótimo disco de estreia (parte deles velhos conhecidos do Test), materializou a segunda opção como matriz de uma nova sonoridade, ainda em construção, durante essa sexta-feira, no Sesc 14 Bis. Além de João e Barata do Test e de Paola, o palco ainda contava com as presenças dos dois integrantes da Rádio Diáspora (os sopros de Rômulo Alexis e a bateria de Wagner Ramos), os eletrônicos de Podeserdesligado, a guitarra de Kiko Dinucci e o baixo de Marcelo Cabral, todos jogando no modo hard. A big band de noise começou num improviso comum para depois cair na faixa mais recente de Paola (“Furtacor”) que foi emendada com “Eles Voltam”, do Disco Normal, do Test, e inaugurar a primeira dobradinha da noite, quando João e Kiko duelaram suas guitarras em cantos extremos do palco. Outros duetos surgiram no decorrer da noite, contraponto inevitavelmente as baterias de Barata e Ramos e, num dos grandes momentos da noite, o trompete de Rômulo com a voz de Paola, que vieram para a frente do palco e optaram por solarem sem microfones. Depois Paola solou com seu berimbau amplificado e tocado com um arco para retomar as passagens pelos repertórios respectivos, alternando momentos como a turbulenta “Fama/Fome” do Test com a explosão de “A Fenda e o Corte”, de Paola, com a banda testando os limites do ruído como se acelerassem fissões das partículas de som ao vibrá-las e acelerá-las cada vez mais. A apresentação durou menos de uma hora, duração perfeita para o atordoo sonoro e conceitual que conseguiram atravessar, mas funcionou apenas como um reconhecimento mútuo para caminhos que podem explorar se começarem a compor em conjunto. Voltaram um bis cirúrgico, tocando “Faca da Palavra” que estará no próximo disco de KIko Dinucci e que abre o disco que Paola lançou ano passado. Pesado e promissor.

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Boneca Russa revelada

Rômulo Fróes sabe do ás que ele tem na manga e ao chamar Marcelo Cabral para produzir e arranjar seu disco recém-lançado Boneca Russa acrescentou mais uma camada de sentido a um disco feito após um divórcio. Samba-réquiem lançado cirurgicamente na quarta-feira de cinzas deste ano, o disco conta apenas com o baixista como coadjuvante, papel que eleva-se para além do protagonismo principal quando o disco se materializa ao vivo, como aconteceu nesta quarta-feira no pequeno auditório do Sesc Pinheiros. E por mais que Rômulo seja o personagem principal – embora, liricamente, sujeito oculto do disco -, ao deixar Cabral transformar seu baixo acústico em uma usina de som, colocando pedais e loops a serviço do ruído que, às camadas, verte-se em música, ele joga o holofote para o lado e guia seu disco de pesar para a inventividade sônica do compadre e, com isso, à musicalidade de seus sambas e, portanto, seu sentimento para além das letras. Tocado na ordem do disco e terminando com a música que batiza sua filha (composta quando ela nasceu), Boneca Russa ao vivo é o disco em sua natureza bruta, emoção intensa que, se no registro fonográfico fica contida, no palco se esparrama, mas sem nunca entornar. Se puder ver esse show, assista.

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Beleza surpreendente

Teatro do Sesc Pompeia cheio para assistir à estreia ao vivo de Ramal, terceiro disco do baixista Marcelo Cabral, que assumiu a guitarra para este novo trabalho e fez seu lado compositor pesar mais para o rock do que nos discos anteriores. Gravado ao lado do baterista Biel Basile, o disco contou com pinçadas participações especiais que, na apresentação desta quinta, encorparam o trabalho para além do que a dupla fez no estúdio, primeiro ao incorporar Sophia Chablau como terceiro elemento de um novo trio – tocando guitarra e cantando, ela que já havia arregimentado Biel e Cabral para o maravilhoso Handycam que ela gravou com Felipe Vaqueiro e em seguida chamou o baixista para acompanhá-la nos shows solo que vem fazendo este ano. Depois ao convidar Fernando Catatau, que participa de apenas uma faixa de seu novo álbum (a belíssima “Tarde Azul”), aproveitou a presença do guitarrista para dividir outras duas músicas, entre elas “A Radiação da Terra” do Cidadão Instigado, logo depois de rasgar um merecido elogio à presença do cearense na música paulistana. Assim, como o próprio Ramal, seu show também engana: começa barulhento e abrupto e dá a sensação de estarmos entrando numa versão siamesa do Cortes Curtos de seu chapa Kiko Dinucci, mas, como o próprio Cortes faz em dados momentos, revela uma leveza improvável e uma beleza surpreendente (mesmo nos momentos mais rock) – e nesse sentido, cercar-se de Sophia, Biel e Catatau só reforça suas intenções. Showzaço.

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Porão em Guerra

Sophia Chablau levou um gostinho de sua temporada Guerra no Centro da Terra para o Porão da Casa de Francisca nesta quarta-feira, quando mais uma vez, ao lado do baixista Marcelo Cabral e do baterista Theo Ceccato, passeou por músicas inéditas, recentes e novas parcerias, além de receber uma convidada mais que especial, quando chamou Ana Frango Elétrico ao palco. Antes disso, recriou a mesma dinâmica que fez nos quatro shows que tocou no Centro da Terra com essa formação: começou ao lado dos dois tocando músicas que nem título têm, chamou Cabral para o vocal para celebrar seu então prestes a ser lançado disco Ramal (cantando a excelente “O Herói Vai Cair”) e passou por músicas que gravou com Felipe Vaqueiro (a versão speed metal de “Quantos Serão no Final?” já tornou-se definitiva). Nessa sequência, ela seguiu pelo disco Handycam, só que dessa vez sozinha com sua guitarra, começando por “Cinema Brasileiro”, passando pela “Água Viva”, que compôs com Kiko Dinucci para o novo disco do guitarrista, e “Cinema Total”. Chamou a banda de volta ao palco e retomou o ritmo com “Venha Comigo”, que foi gravada por Dora Morelenbaum, e “Segredo”, antes de fazer uma longa introdução à convidada da noite. E com a ídolo e amiga Ana Frango Elétrico no palco, foram por “Insista em Mim”, uma primeira composição (outra inédita ainda sem título) que fizeram juntas, “Tem Certeza?”, “Delícia/Luxúria” e “Por Baixo do Pano”, levando o Porão – que estava lotado! – ao delírio final. O bis quase instantâneo veio com a primeira música da noite, a primeira das inéditas, que voltou ao repertório por insistência de Ana. Noitaça!

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O Ramal do Cabral

Eis a capa de Ramal, arte feita por Ana Prata (com design de Maria Cau Levy), que apresenta o terceiro álbum solo de Marcelo Cabral, que será lançado nesta nesta quinta-feira e que ele antecipa em primeira mão para o #trabalhosujo. Barulhento e direto, o disco é o antônimo de seu primeiro disco – o delicado Motor, de 2018 – e, como na primeira faixa que ele lançou no início do ano (a urgente “O Herói Vai Cair”), ele segue empunhando a guitarra (deixando o baixo de lado) acompanhado apenas de Biel Basile na bateria – como um disco de rock. “E não só no som e na estética, mas pela atitude geral que tive compondo cada música, jogando elas pra fora na guitarra, caçando as levadas e intenções mais do que achar cada acorde, tem vários que eu nem sei o que são, só uma parede de notas empilhadas sem regras, fui atrás do impacto que eu queria”, me explica. “Tem uma coisa forte de ser todo só guitarra e bateria gravado todo ao vivo e na fita – com poucos takes, no máximo três de cada – indo direto ao ponto e sem muitas partes em cada música, queria um disco e já um show direto e reto.” O disco conta com composições dele ao lado de Negro Leo, Kiko Dinucci, Clima, Rômulo Froes, Alice Coutinho, Rodrigo Campos, Douglas Germano (coautor da impressionante faixa-título, uma das melhores do disco), Sophia Chablau e Fernando Catatau – estes dois últimos chegaram a gravar, respectivamente, voz e guitarra em diferentes músicas. O disco tá uma pedrada e reforça a sensação que 2026 tá vindo pesadíssimo…

A catarse do final

Sophia Chablau encerrou lindamente sua temporada Guerra nesta segunda-feira no Centro da Terra, quando repetiu a mesma estrutura das três apresentações anteriores – primeiro com sua nova banda (formada por ela na guitarra, Marcelo Cabral no baixo e synthbass e Theo Ceccato na bateria), depois sozinha com seu instrumento e depois com os convidados da noite -, mas conseguiu expandir cada um desses módulos justamente devido ao padrão desenvolvido durante a temporada. Desta vez, ela inverteu o início e começou sozinha, chamando os músicos para a segunda parte da noite e a liga com os dois que escolheu para acompanhá-la é patente: cada vez mais os três se comportam como um único organismo, acelerando e encorpando as músicas que ela escolheu para a primeira parte (a maioria delas tocada ao vivo pela primeira vez neste mês de março). Finalmente ela chamou os convidados da noite, primeiro recebendo Vítor Araújo ao piano para a versão definitiva de “Qualquer Canção”, música do disco que o maestro pernambucano produziu para o segundo disco da banda da paulistana. Chamou a banda de novo para acompanhá-la com Vítor e juntos atravessaram a bela “Canção de Retorno” que fez com Felipe Vaqueiro e a ainda inédita “Eu Não Bebo Mais” da Enorme Perda de Tempo, antes que Sophia chamasse o outro convidado da noite, Zé Ibarra, com quem primeiro dividiu sua “Hexagrama 28” (que o carioca eternizou em seu disco do ano passado), e depois a inédita “Tomada de Belém” criada em uma residência de composição no ano passado que contou com a participação de Zé, Sophia, Dadá Joãozinho, Felipe Vaqueiro e Joaquim. O show – e a temporada – chegou ao ápice quando Sophia chamou de volta Vítor e juntos os cinco atravessaram primeiro a versão mais forte de “Quantos Serão no Final?” (em que Sophia entrou em catarse e praticamente destruiu seu instrumento) e uma catártica “Segredo”, encerrada depois que as cortinas se fecharam, cortando inclusive a possibilidade de bis. “A guerra só começou, caralhoooo!”, gritou a vocalista, extática, depois que o show acabou. Foda demais.

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Uma joia de noite

Uma joia essa penúltima noite que Sophia Chablau conduziu no Centro da Terra nesta segunda, quando convidou Ava Rocha e Negro Leo para entrar em na Guerra que vem fazendo no início das semanas deste tenso março de 2026. Pegou todo mundo de surpresa à saída do espetáculo, ao sentar-se ao piano e colocar o baixista Marcelo Cabral tocando guitarra no centro do palco, cantando sua belíssima recém-lançada “O Herói Vai Cair”. Logo depois pegou a guitarra e seguiu azeitando ainda mais o belíssimo trio que criou ao lado de Cabral e de seu compadre baterista Theo Ceccato, tocando as músicas inéditas que vem apresentando nesta temporada e uma versão quase thrash de “Quantos Serão no Final?” do repertório de seu trabalho em parceria com o baiano Felipe Vaqueiro (com direito à própria Sophia tocando piano enquanto tocava guitarra). Depois, ela começou a segunda parte da noite, cantando sozinha no palco (à exceção da primeira música, feita para Dora Morelenbaum, que contou com Cabral tocando seu baixo com um arco de violoncelo). E depois de mais uma dose de ótimas inéditas (incluindo uma em parceria com Ana Frango Elétrico), chamou os convidados da noite: primeiro Negro Leo (que sentou-se ao piano para acompanhar Sophia à guitarra na parceria “Quem Vai Apagar a Luz?”) e depois Ava, que trouxe Theo e Cabral de volta ao palco para uma sequência de onírica de hits, que incluía “Mar ao Fundo” de Ava, uma versão maravilhosa para “Esferas” de Leo e outra elétrica para “Segredo” de Sophia, além de uma parceria dos três em inglês. A noite fechou com o sambinha “Deus Tesão” com Leo na bateria, Cabral no synth e Theo no baixo, fechando as cortinas enquanto a banda ainda tocava. Noite linda.

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Dois universos da canção

Mais uma noite com Sophia Chablau no Centro da Terra, esta anunciada como um dos grandes momentos de sua temporada Guerra, uma vez que reunia dois universos distintos da canção contemporânea brasileira, quando ela chamou Dora Morelenbaum e Juçara Marçal para a mesma noite. Ela começou acompanhada da dupla com a qual montou o power trio que atravessa as noites deste mês de março, com ela mesma na guitarra e vocais, Marcelo Cabral no baixo e eletrônicos e Theo Ceccato na bateria, chutando a vibe punk rock logo de cara com uma canção inédita e dedicando sua “Quantos Serão No Final?” à escola iraniana que foi bombardeada pelos EUA no início do mês. Depois, sozinha com seu instrumento, passeou por outras inéditas (como uma que compôs para os bares da marquise da Alfonso Bovero, vizinhos do teatro, e outra em inglês). Depois, ainda só à sua guitarra, chamou a primeira convidada da noite, quando dividiu com Dora os vocais de sua “Cinema Total”, de outra inédita, composta na semana passada para a própria cantora carioca, batizada ainda no rascunho como “Corpos Jogados”, de “Petricor”, da própria Dora, e de “Vem Comigo” de Sophia gravada por Dora, as três últimas acompanhadas por Cabral (que fez um solo fabuloso na última). Os dois deixaram Sophia sozinha de novo no palco, que passou por sua “Segredo” e por outra inédita, antes de chamar a segunda convidada da noite. E ao chamar Juçara para o palco (bem como Theo e Cabral), começaram passeando pela “Lembranças Que Guardei”, que Ju compôs com Kiko Dinucci e Fernando Catatau, para depois entrar em uma parceria inédita das duas (batizada temporariamente de “Sumiu Sumi”), de “Meninos de Itaquá” (que Sophia já havia mostrado nas noites anteriores e confessou ser inspirada no Delta Estácio Blues de Juçara) e outra inédita das duas, “O Céu Já Não”, que encerrou a noite em grande estilo. Showzaço que só pecou por não juntar Dora e Juçara numa mesma canção, mas que seguiu mantendo o alto nível da temporada.

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Química natural

Sophia está surfando na temporada que está fazendo no Centro da Terra e a noite passada foi só a segunda das cinco apresentações que fará na casa. Mas ao apresentar-se ao lado da banda que a acompanhará nos próximos shows, antes mesmo de chamar os convidados da noite, ela já deu a medida de como será o resto do mês, já que o power trio que montou ao lado de Marcelo Cabral (entre o baixo e o synth bass) e Theo Ceccato (bateria) está azeitadíssimo. Ela começou a noite com os dois, tocou algumas músicas sozinha, misturando canções solo que ainda não têm disco, outras do Handycam que gravou ano passado com Felipe Vaqueiro, outras de sua banda Uma Enorme Perda de Tempo e algumas que compôs há pouquíssimo tempo. Mas o ouro da noite começou a acontecer quando ela convidou seus dois novos parceiros para subir no palco, primeiro Kiko Dinucci, que anunciou que tem disco novo vindo aí – que inclui “Água Viva”, parceria com Sophia que já está tocando em shows s- e depois Jonnata Doll, que entrou dançando no palco e logo chamou todos para acompanhá-lo em uma faixa inédita sua, “Vamos Dançar no Picles”, seguida de um atordôo sonicyouthiano quando os cinco engataram na hipnótica “Crack pra Ninar” do Kiko Dinucci, com Jonnata tocando guitarra. Uma noite maravilhosa, a primeira vez de um grupo tocando juntos que parecia que já tinham feitos inúmeros shows, tamanha a química no palco. Se você não foi a nenhum show dessa temporada da Sophia está perdendo, só tenho isso a dizer.

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