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Lulina + Malu Maria no CCSP

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Duas cronistas pop dividem o palco do Centro Cultural São Paulo neste sábado, a partir das 19h: a pernambucana Lulina continua em seu show em construção Onde é Onde, preparando território para seu terceiro álbum, enquanto a paulista Malu Maria segue mostrando seu Diamantes na Pista, uma das boas estreias brasileiras de 2018 (mais informações aqui).

CCSP: Agosto de 2019

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Agosto vai ser pesado? Ô se vai: olha só o tanto de show bom que reunimos neste mês no Centro Cultural São Paulo:

1/8) Mano Única – A banda aproxima o Brasil da América Latina ao lançar seu primeiro disco, Lecturas, às 21h
8/8) MARV + Alex Antunes & Death Disco Machine – O músico e jornalista Alex Antunes celebra 60 anos de vida apresentando dois de seus projetos, às 21h
9/8) Jacintho – O cantor e compositor mostra as músicas de seu disco Tropical Desespero, de graça, às 19h
10/8) Supervão + JP – A banda gaúcha apresenta seu novo disco Faz Party com abertura da one-man-band mineira, de graça, a partir das 19h
11/8) Carne Doce – O quarteto goiano, que este ano tocou no palco principal do Lollapalooza e se prepara para a primeira turnê internacional, toca a partir das 18h
15/8) Holydrug Couple + Atalhos – A dupla chilena mostra seu novo trabalho com abertura de outra dupla, esta brasileira, às 21h
16/8) Wallace Oliveira Trio – O grupo instrumental reinventa a guitarra portuguesa num show gratuito, às 19h
17/8) Norbert Möslang – O luthier experimental suíço, ex-integrante da dupla Voice Crack, é um dos pioneiros no uso de técnicas de arte sonora na música improvisada ao vivo e apresenta-se a partir das 19h
18/8) Hot & Oreia – A dupla mineira faz parte do coletivo de rap DVtribo e lança seu primeiro álbum, Rap de Massagem, a partir das 18h
22/8) Músicas de Superfície + Bruno E e Coletivo Superjazz – A dupla formada por Fabiana Lian e Vladimir Safatle, finalmente lança seu primeiro disco, gravado nos anos 90, e apresenta-se ao lado do coletivo de músicos e DJs, criado por Dudão Melo e Bruno E., às 21h
24/8) Rico Dalasam – O MC realiza uma das últimas apresentações de seu projeto 70 Semanas e mostra suas novas composições, entre elas o single “Braille”, a partir das 19h
25/8) Z’África Brasil – O tradicional grupo paulistano comemora o lançamento em vinil de seu clássico álbum Antigamente Quilombos, Hoje Periferia, marco do rap nacional do início do século, por sua estética inovadora baseada na cultura afro-brasileira, às 18h
30/8) Marina Melo – A cantora e compositora paulistana prepara o lançamento de seu segundo álbum e apresenta-se gratuitamente às 19h
31/8) Lulina + Malu Maria – Duas cantoras estabelecidas em São Paulo se apresentam juntas. A pernambucana Lulina mostra a terceira e última apresentação da série Onde é Onde, em que mostra algumas das canções do próximo disco, num show em construção, enquanto Malu Maria mostra o repertório de seu ótimo disco de estreia, Diamantes na Pista, às 19h

Lulina: Onde é Onde?

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Imensa satisfação receber a querida Lulina com seu espetáculo em construção Onde é Onde? nesta terça-feira, 21 de maio de 2019, no Centro da Terra. A cantora e compositora pernambucana está prestes a lançar seu próximo álbum, o primeiro desde Pantim, de 2013, e chama parte dos músicos que a acompanharam neste processo – o tecladista Dudu Tsuda, o baterista Thomas Harres, o guitarrista Maurício Tagliari, o percussionista Igor Caracas e o baixista Bubu – para maturarem este novo repertório no pequeno palco do Sumaré. Conversei com ela sobre este espetáculo feito sob medida para o Centro da Terra, quando mostra suas novas canções que estarão em um seu próximo disco (mais informações aqui).

Vida Fodona #565: Essa é a vibe

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Mantendo a frequência…

Juliana R. – “El Hueco”
Thurston Moore – “See-Through PlayMate”
Ava Rocha – “Continente”
Elliot Smith – “Let’s Get Lost”
Bonifrate – “Rã”
Mutantes – “El Justiciero”
Lô Borges – “Faça Seu Jogo”
Rolling Stones – “Memo From Turner”
Javiera Mena – “Luz De Piedra De Luna”
Glue Trip – “La Edad Del Futuro”
Paul McCartney – “The Back Seat Of My Car”
Pavement – “Grounded”
Cure – “Lullaby”
Sebadoh – “2 Years, 2 Days”
João Leão – “Unwritable”
Lulina – “Argumentos”
Marcelo Cabral – “Ela Riu”
Legião Urbana – “Central do Brasil”

13 de 2013: Sussa

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Há dez anos alimento a idéia de uma festa vespertina. Que começaria um pouco antes de um almoço lento e demorado num sábado, teria chefs convidados e bandas e DJs tocando um sonzinho tranqüilo à medida em que a tarde cai. Cheguei a tentar algo do tipo na época da Gente Bonita, quando comecei a conversar sobre isso com o pessoal do Espaço +Soma, mas não foi pra frente – e olhando em retrospecto, foi bom que tenha sido dessa forma. Até que, quando o Alberta #3 suspendeu suas atividades por quase três meses no início do segundo semestre, bateu a crise de abstinência de discotecagem e comecei a caçar lugares onde poderia fazer uma edição extra das Noites Trabalho Sujo. Falei com o velho compadre Dago sobre a disponibilidade de noites do Neu e ele me falou que pra agendar alguma noite tava meio em cima da hora e emendou “mas estamos começando a fazer festas no domingo, começando a tarde e o próximo domingo está vago…”

Plim!, acendeu-se a velha lâmpada sobre minha cabeça. Acionei os suspeitos de sempre da Noites Trabalho Sujo – meus queridos irmãos Babee, Danilo e Pattoli – e o Klaus, com quem já vinha conversando sobre esse tipo de festa devido a afinidades sonoras, e os lembrei da idéia da Sussa. “Vamos nessa!”, responderam todos em uníssono digital. O famoso “plus a mais adicional” veio por intermédio da minha esposa, cujo recém-sócio Bruno Alves (2014 promete!), estava disposto a levar seus hambúgueres artesanais, que ele só fazia para os amigos, para a rua. Acionei o Silvano, que faz os flyers das Noites Trabalho Sujo, para pensar em um conceito visual para a festa, criei uma conta no Instagram apenas para a novidade, conversa daqui, conversa de lá e no dia 29 de setembro estreamos a primeira Sussa no quintal do Neu. O tempo estava dos piores, aquele domingo domingo nublado em que você implora para não ter de sair da cama, mas mesmo assim 70 heróis vieram ver o que seriam a versão vespertina da festa que começou no Alberta #3.

A festa evoluiu intercalando edições entre o Neu e a Casa do Mancha – pois já havia assuntado outro velho compadre, o Mancha, quem havia chamado para dividir outra festa na Trackers, sobre a possibilidade de fazer uma Sussa em sua casinha na Vila. Soube que a Fefa vinha para São Paulo com seus Sweet Grooves, que já acompanhava via internet, e perguntei se eles não queriam fazer uma jornada dupla depois da festa em que tocariam no sábado, e eles vieram. Na edição seguinte, o Dago perguntou se eu não era a fim de fazer shows e, no domingo anterior à terceira edição da festa, morreu o Lou Reed. Perguntei pra Lulina se ela não animava fazer um show em homenagem ao nosso herói e, no estilo “vambora” que tem sido uma das marcas da festa, ela topou e ensaiou um show em menos de uma semana. Na última edição do ano foi a vez de colocar Rafael Castro e Bárbara Eugênia para tocarem músicas próprias e de compositores de sua geração. E o tempo frio foi desanuviando, o sol começou a abrir e o clima foi ficando cada vez mais na medida.

Enquanto o Bruno virava seus Kød Burgers Artesanais e o som variava entre o Washed Out, o Blood Orange e os Boogarins, crianças corria pelo quintal e a pista virava atração secundária – estamos mais preocupados em fazer uma boa trilha sonora pra gente legal bater papo numa tarde de domingo do que fazer as pessoas dançar. E o povo vinha me cumprimentar sobre a iniciativa, que para mim sempre me pareceu inevitável e, com o passar dos anos, óbvia. Às vésperas dos 40 anos (faço 39 no próximo dia 13), muitos amigos que lamentam não poderem ir às minhas outras festas noturnas (ou por terem filhos pequenos ou por não se verem mais fora de casa depois das três da manhã) finalmente puderam comparecer e aos poucos estou definindo meu futuro na manha. Fora que depois de uma certa idade, a noite fora de casa perde um pouco o sentido se for além de um jantarzinho.

Só tivemos cinco Sussas até agora. Por isso, aproveito esse momento retrospectiva 2013 para agradecer publicamente o empenho de quem esteve diretamente envolvido na festa – Dago, Gui e o povo do Neu, Mancha, Tomáz e a rapeize da casinha, Klaus, Danilo, Babee e Pattoli (que ainda tá devendo a discotecagem numa Sussa – do ano que vem não passa!), a Dre (♥) e a Helena (♥) que toparam fotografar, além da Lulina, Bárbara Eugênia, Rafael Castro e os Sweet Grooves, que aceitaram tocar de tarde quase sempre de supetão – e de coração aberto. A festa já é um sucesso graças ao carinho de vocês – e prometo fazer tudo para que 2014 seja bem mais… Sussa 😉

Como foi a terceira Sussa – com o show da Lulina em homenagem a Lou Reed

foto: Helena Yoshioka

Que vibe boa essa do domingo passado – o dia ajudou pacas e tivemos a primeira Sussa com sol de verdade, um prenúncio pras próximas, de verão. Além de mim e do Klaus no som, tivemos ainda a presença da Babee discotecando, que pode discotecar pela primeira vez no quintal do Neu, puxando o som do mais pro indie do século 21. Os já tradicionais e festejados hambúrguers do Bruno dividiram espaço com os cupcakes da Mariana e o domingo terminou lindo com a Lulina levando devotos do Lou Reed a uma missa de sétimo dia velvetundergroundiana. Um dia perfeito – e um belo início das comemorações dos 18 anos do Trabalho Sujo (nesse sábado tem mais!).


Lulina – “After Hours” / “Waiting for the Man”

Tem mais vídeos que fiz na festa do show da Lu e as fotos da Helena logo abaixo:

 

SUSSA – Lulina celebra Lou Reed

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Vamos seguir naquela vibe vespertina, sem pressa, no sossego? A terceira SUSSA também dá o início às comemorações dos 18 anos do Trabalho Sujo, que acontecem durante o mês de novembro. E para comemorar num clima perfeito, chamamos a Lulina para reverenciar o mestre Lou Reed, que nos deixou no domingo passado. Além dela, que está ensaiando clássicos da carreira solo de Lou além de hinos do Velvet Underground, Matias, chamou Babee e Klaus Kohut pra tocar músicas menos conhecidas de artistas que você mal ouviu falar, que vão do indie fofinho ao future R&B, passando por música brasileira, chillwave e uma pitada de folk. O clima é aquele que você já sabe: mais sossegado e mais intimista, a desculpa perfeita para você sair de casa sem precisar se preocupar em encontrar carão. E além dos já tradicionais Kod Burgers teremos também cupcakes!

Vamos lá?

SUSSA – Tardes Trabalho Sujo
Domingo, 3 de novembro de 2013
Show: Lulina celebra Lou Reed
DJs: Babee, Alexandre Matias e Klaus Kohut
Neu Club
Rua Dona Germaine Burchard, 421. Água Branca. (mapa)
Telefone: 3862-0481
Aceita os cartões MasterCard, Visa, Diners
Ingresso: R$ 15 (com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com) e R$ 20 (sem nome na lista)
Horário: Domingo, a partir das 16h20

Stela Campos 2013

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Ela volta a dar notícias, desta vez com a primeira música nova de seu novo disco, Dumbo, gravada ao lado da Juliana R., Laura Wrona, Lulina e de seu filho de oito anos. Ficou massa.

Vida Fodona #390: O que der na telha

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Daquele jeito que você gosta…

Holy Ghost – “Bridge and Tunnel”
Cut Copy – “Free Your Mind”
!!! – “One Girl/One Boy”
Arcade Fire + David Bowie – “Just a Reflektor”
RAC + MNDR + Kele – “Let Go”
Azealia Banks + Pharrell – “ATM Jam (Kaytranada Edition)”
Robin Thicke + Pharrell + T.I. – “Blurred Lines (Nehzuil RnB Remix)”
The Internet – “Dontcha”
Chela – “Romanticise”
Emicida + Dona Jacira – “Crisântemo”
Cícero – “Fuga no. 3 da rua Nestor”
Washed Out – “All Over Now”
Arctic Monkeys – “I Wanna Be Yours”
Bixiga 70 – “Retirantes”
MGMT – “Cool Song No. 2”
Garotas Suecas – “Pode Acontecer”
Of Montreal – “Obsidian Currents”
Bárbara Eugenia – “O Peso Dos Erros”
Lulina – “Areia”
Franz Ferdinand – “Oblivion”
Os The Darma Lóvers – “Toda Verdade”

Chegaê.

Eis a primeira música do disco novo da Lulina

Pantim Lulina

Ela liberou na semana passada, mas só consegui publicar a primeira faixa de Pantim, o segundo disco da Lulina, agora. A foto da capa do disco – acima, lindaça – foi tirada pela sogra dela.