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Intersecção de caminhos

Luíza Villa e GabirotoX colidiram suas carreiras nesta terça-feira no Centro da Terra no espetáculo Só Mais Uma Vez, que apresentaram pela primeira vez depois de quase um ano de relacionamento – artístico e pessoal. E a apresentação foi como assistir à lenta fusão destas duas personalidades: o guitarrista GabirotoX acompanhado de seu pai, o baixista João Monteiro, e o compadre Pietro Benedan, que também é baterista do grupo Naimaculada, enquanto Luíza veio com o mesmo Pedro Abujamra que faz parte de sua banda Orfeu Menino nos teclados e o percussionista Jorge Bento, com quem já tocou em algumas apresentações. E foi quase didático a evolução da apresentação, à medida em que reconhecíamos as músicas do guitarrista, com viés clássico do rock e fortes pitadas de Raul Seixas, e as de Luíza, com os dois pés na MPB dos anos 70. Os dois chegaram ao equilíbrio perfeito de suas influências quando cantaram juntos o último número da noite, abrindo vozes numa balada folk que ecoava as raízes folk rock dos ídolos de Gabiroto e a presença de Joni Mitchell no trabalho de Villa. A pedidos, voltaram para um último número, visitando “Escrito nas Estrelas” de Tetê Espíndola, com o guitarrista citando o clássico solo do recém-falecido Carlini em “Ovelha Negra”, do Tutti Frutti. Agora começou!

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GabirotoX + Luíza Villa: Só Mais Uma Vez

Maior satisfação em receber nesta terça-feira o encontro de dois novos talentos da cena de São Paulo num show conjunto, quando os incansáveis GabirotoX e Luíza Villa misturam influências e repertórios pela primeira vez no mesmo palco, mostrando inclusive músicas compostas a dois. O espetáculo Só Mais Uma Vez também reúne instrumentistas que acompanham os respectivos trabalhos solo dos dois, como o tecladista Pedro Abujamra e o percussionista Jorge Bento do lado de Luíza e o baixista João Monteiro e o baterista Pietro Benedan do lado de GabirotoX, enquanto os dois dividem vocais e violões à frente do grupo. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Centro da Terra: Agosto de 2026

Agosto está chegando e com ele segue a programação de música do Centro da Terra, que começa na semana que vem. Como o mês tem cinco segundas, a temporada mensal começa apenas na segunda semana e logo na primeira teremos duas apresentações avulsas. A primeira delas, dia 3, vê o baixista do grupo baiano Tangolo Mangos, João Denovaro, fazer seu primeiro show solo em São Paulo, batizado de Circunstâncias Inacreditáveis, em que mostrar suas próprias canções ao lado dos compadres de banda Felipe Vaqueiro e Bruno Fechine, que fazem participações especiais. No dia seguinte, dia 4, a pernambucana Sofia Freire sobe pela primeira vez no palco do Centro da Terra com sua apresentação Traquitanas, em que, sozinha com seus instrumentos eletrônicos, repassa sua carreira de mais de dez anos em um espetáculo que fará na turnê europeia em que embarca logo em seguida. A partir da semana seguinte, a mineira Sara Não Tem Nome assume sua temporada no teatro, quando reúne diferentes facetas do seu trabalho. Na primeira segunda, dia 10, faz a primeira apresentação ao vivo de seu projeto Tarda, que lançou seu único disco em 2020 mas nunca fez shows por conta da pandemia. No dia 17, ela convida Lorena Hollander, Marina Mole e Vladimir Safatle para uma noite de bruxarias. Depois, dia 24, é a vez de mostrar seu grupo Cachorro Pessoa, que criou para cantar músicas que falam sobre cães. A temporada termina dia 24, quando reúne artistas que participaram de sua carreira, como Luiza Brina e Marcelo Callado, para repassar sua trechos de sua discografia. Na terça dia 11, o casal Luíza Villa e Gabiroto apresentam seu primeiro show em dupla, mostrando suas próprias composições ao lado de uma banda montada para esta apresentação. No dia 18 é a vez da dupla Qmar – formada pela tecladista e vocalista Paula Rebellato e pelo baterista e guitarrista Cacá Amaral – receber pela primeira vez Juliana Perdigão no espetáculo Espírito Espião. O mês fecha com a primeira apresentação autoral da jovem pianista prodígio Mari Holtz, que toca uma noite chamada Ser-Viva em que mostra seu próprio repertório, inspirado em mestres como Arrigo Barnabé, Tânia Maria e Hermeto Pascoal. Os espetáculos começam sempre pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

De olho no futuro próximo

Linda a apresentação que Ana Spalter fez nessa sexta-feira na Sala Crisantempo, quando mostrou a íntegra de seu primeiro álbum, Coisas Vêm e Vão, num espetáculo que não apenas amarra este primeiro degrau de sua carreira musical a novos rumos em um futuro próximo. Durante todo a noite, três qualidades saltavam aos olhos: o envolvimento da cantora com seu instrumento – seja o teclado elétrico ou o piano acústico -, seu papel como arranjadora e diretora musical da noite e a liga firme que forjou ao lado dos músicos com os quais gravou o álbum, o trio formado pelo guitarrista Johnny Accetta, o baixista Pedro Petrucci e o baterista Léo de Braga, jovens bambas que fazem o talento de Ana reluzir ainda mais. Acrescida das percussões de Jorge Bento e das participações que chamou para esse show (o pianista Mike O’Brien e as cantoras Fernanda Ouro e Luíza Villa, todos também presentes no disco), Ana deslizou sem dificuldades sobre o próprio repertório, além de abrir um interlúdio entre os dois lados do disco em que mostrou caminhos que já está trilhando para além do disco, como quando pegou o violão para cantar com Fernanda e Luíza “Essa Confusão” de Dora Morelenbaum, acompanhadas apenas pelo piano de O’Brien, seguindo de duas músicas inéditas (“Fica a Dica” e “Sinal Vermelho”) tocadas apenas com o trio, um recital instrumental maravilhoso ao piano ao lado da banda que transformou-se em “Ponta de Areia” de Milton Nascimento, que emendou em outra versão, desta vez para homenagear Angela Ro Ro com sua eterna “Amor Meu Grande Amor”. Ana sabe o que quer e está mostrando como vai chegar lá.

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De volta ao cinema

Muito bom ver Luíza Villa crescer entre as duas apresentações que fizemos no Belas Artes dentro da sessão Trabalho Sujo Apresenta. Quando ela estreou seu tributo a Joni Mitchell na sala do cinema da Consolação, em novembro de 2023, ela fazia sua estreia solo ao mesmo tempo em que sua homenageada completava 80 anos e eu ressuscitava essa sessão (que antes da pandemia acontecia na Unibes Cultural) em versão audiovisual. Por isso, ao retornar ao cinema com dois anos de desenvolvimento de sua carreira autoral, que pode, a partir de sua homenagem à Joni, ganhar corpo e desenvolvimento, teve um gosto especial. Ainda mais quando a apresentação reunia muitos pontos de sua curta carreira. Ao ser acompanhada por dois integrantes de sua banda Orfeu Menino (Pedro Abujamra nos teclados e Tommy Coelho na bateria), ela seguiu fiel à Marcella Vasconcellos, baixista com quem fez todos seus seus shows solo (ou “sous sholos”, como ela zoa) desde que ela deixou de apresentar-se apenas com o violão e trouxe a convidada Lalá Santos para brilhar com seu clarinete em quase a metade da noite, além de contar com os visuais da amiga Olívia Albergaría, que fez os vídeos do primeiro show da Joni. O show foi quase todo autoral à exceção de sua versão acústica para “Both Sides Now”, música que batiza o show tributo e que, por questões técnicas (a bateria do violão elétrico arriou minutos antes do show começar), preferiu tocá–la sem eletricidade, nem amplificação no instrumento nem microfone em sua voz, mostrando, na prática, o quanto ela cresceu neste anos. Vambora Villa!

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Trabalho Sujo Apresenta Luíza Villa @ Belas Artes (18.9)

Chamei a Luíza Villa para participar de mais uma sessão Trabalho Sujo Apresenta no Cine Belas Artes, dia 18 de setembro, a partir das 20h30, desta vez tocando suas próprias canções. Villa foi a artista que inaugurou a série de shows que faço no cinema desde 2023, mas com o show que fizemos juntos em homenagem a Joni Mitchell. Dessta vez, ela vem mostrar seu próprio repertório misturando MPB, jazz brasileiro, música pop e folk music, acompanhada do tecladista Pedro Abujamra, do baterista Tommy Coelho, da baixista Marcella Vasconcelos e da clarinetista Laura Santos, além de mostrar músicas de Milton Nascimento, Joni Mitchell e Jorge Drexler. Os ingressos já estão à venda.

Pegando jeito – e gosto! – pela carreira solo

E ainda deu pra dar uma corrida no Bona e ver a estreia da Luíza Villa na casa, mostrando seu show solo Cartas e Segredos pela segunda vez, cada vez mais à vontade como vocalista solo para além de sua banda, a Orfeu Menino. Ela manteve o laço com o baixo de Marcella Vasconcellos e a percussão de Yasmin Monique e as três estão curtindo bem tocar juntas, desta vez acompanhadas por Mari Kono no vibrafone, o que deu uma profundidade nova às suas canções. Bem bonito, gostando de ver.

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Luiza Villa no Bona

E Luiza Villa não para! No espetáculo Cartas e Segredos ela dedica-se ao repertório autoral ao lado das musicistas Marcella Vasconcelos, Yasmin Monique e Marina Kono, no dia 19 de fevereiro, no Bona. A cantora, compositora e instrumentista paulistana apresenta-se pela primeira vez no Bona Casa de Música no dia 19 de fevereiro mostrando o trabalho que iniciou no final de 2024, quando começou a trabalhar sua carreira solo depois de tocar sozinha no formato voz e violão em casas de São Paulo. O espetáculo Cartas e Segredos foi concebido ao lado das musicistas Marcella Vasconcellos (baixo, piano e teclado) e Yasmin Monique (percussão), em que ela dá ênfase às suas próprias canções, além de apresentar músicas de outros artistas, como Milton Nascimento, Led Zeppelin, e Djavan, estes dois últimos encontrando-se numa mesma canção. A apresentação também conta com a participação de Marina Kono que, que também canta e toca vibrafone e conta com a direção do jornalista e curador de música Alexandre Matias. Artista em ascensão na cena paulistana, Luiza Villa é vocalista da banda Orfeu Menino e também integra o projeto Lost In Translation, de Marcelo Rubens Paiva, em que visitam autores como Bob Dylan, Patti Smith e Doors, além de ter criado um festejado show em homenagem à canadense Joni Mitchell, chamado Both Sides Now. Transitando entre os mundos da MPB dos anos 70 e 80, jazz e folk dos EUA , ela aos poucos vem traçando os rumos de sua carreira solo para além destas fronteiras e já lançou o primeiro single com uma versão minimalista para “Faltando um Pedaço”, de Djavan além de uma colaboração com o artista Chá Preto intitulada “Billie Hollyday. Os ingressos podem ser comprados neste link.

Sob a influência de Joni Michell

Como é de se esperar, a cada nova apresentação do show que fizemos em homenagem a Joni Mitchell ele sobe um degrau, mas essa quarta edição que Luiza Villa conduziu no Sesc Avenida Paulista nessa sexta-feira foi um salto em relação às anteriores. Foi o primeiro show feito para o público assistir de pé, o que deu outra cara à apresentação. Também foi a estreia do novo guitarrista, João Vaz, comedido e preciso em suas participações e abrindo vocais com Luiza com frequência, deixando os outros músicos – Pedro Abujamra, revezando-se entre o piano de cauda e o teclado elétrico, Tommy Coelho, que fez um solo maravilhoso de bateria no meio do show, e João Ferrari sempre esmerilhando no baixo – soltarem-se ainda mais, reforçando o vínculo instrumental da banda. Foi o primeiro show com a participação de um músico convidado e a estreia foi de João Barisbe, trazendo seu sax para o universo de Joni sem cerimônias. Mas o principal foi ver como a idealizadora do tributo está cada vez mais à vontade ao encarar uma obra tão rígida. Luiza Villa brilha a apresentação inteira não apenas como vocalista mas também como instrumentista, trocando de guitarras e violões para criar atmosferas especificas para diferentes momentos na noite. O figurino celebrando Patti Smith na capa de seu primeiro disco – a camisa social branca frouxa e a gravata mal amarrada – ajudou-a a soltar-se ainda mais no palco, inclusive nos momentos em que não canta. Mas era a influência de Joni Mitchell que pairava sobre a noite, não apenas com suas letras gigantescas e jogos de palavras, mas com camadas musicais que misturavam folk, jazz, blues e, por que não?, música brasileira, base instrumental de todos no palco. O show contou com músicas novas no repertório: “Goodbye Pork Pie Hat” e “Black Crow”, ambas da fase mais jazz de Joni com Barisbe arrasando em seu instrumento (ele ainda tocou em “Help Me” e no bis do final com “Free Man in Paris”. O show, que ainda teve os belos vídeos de Olívia Albegaria, ainda reverenciou Neil Young no momento acústico, quando Villa chamou Vaz para dividir vocais e violões na maravilhosa “Harvest Moon”. Fácil dizer que o show atingiu outro patamar, vamos ver quais serão os próximos passos.

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Luiza Villa canta Joni Mitchell no Sesc Av. Paulista

Idealizado pela cantora e compositora paulistana Luiza Villa para celebrar os 80 anos de Joni Mitchell em 2023, o espetáculo Both Sides Now chega ao Sesc Avenida Paulista no dia 17 de janeiro, antevendo um bom 2025 para todos. Na apresentação, Villa canta o repertório de um dos maiores nomes da canção norte-americana, como “Coyote”, “Hejira”, “Big Yellow Taxi” e “Little Green” revezando-se entre a guitarra e o violão e os formatos solo e acompanhada por sua banda, formada por Pedro Abujamra (piano e teclados), João Vaz (guitarra), João Ferrari (baixo) e Tommy Coelho (bateria). O show, que tem a direção do jornalista Alexandre Matias, contará com a participação especial do saxofonista João Barisbe e já está com ingressos à venda.