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Luna ♥ Television, Cars, Lou Reed, Donovan, Dream Syndicate e muito mais…

O Luna está transformando sua residência de três dias no Bowery Ballroom, em Nova York, em um evento anual como faz o Yo La Tengo todo ano em seu hanukkah. Já que seus integrantes não moram mais na maior cidade dos EUA (o casal Dean Wareham e Britta Phillips está Los Angeles, o baterista Lee Wall foi pro Texas e o guitarrista Sean Eden pra São Francisco), esse acaba sendo o vínculo da banda com a cidade. E como o evento do Yo La Tengo, eles resolveram abrir para versões nos três shows que fizeram no fim de semana. Começaram sexta com o tema do filme Perdidos na Noite e depois passaram pelo já tradicional cover que fazem de “Sweet Child O’Mine” dos Guns N’ Roses, que emendaram com outra versão que fazem sempre do Donovan (a sensacional “Season of the Witch”) e duas do Dream Syndicate (“That’s What You Always Say” e Tell Me When It’s Over”) com a presença do guitarrista da banda original Steve Wynn. No sábado tocaram a balada “Drive” dos Cars e “Femme Fatale” do Velvet Underground logo de saída, para depois arrematar com duas versões de Lou Reed (“New Sensations” e “Satellite of Love”), uma do Suicide (“23 Mnutes in Brussels”) e a lendária “Marquee Moon” do Television), repetida também no domingo, que também teve repetecos de “Drive” e da música do Suicide, além de uma versão para “Blue Thunder”, música do Galaxie 500, a banda anterior de Dean. E não custa lembrar que Dean e Britta estão vindo pro Brasil pra tocar as músicas do Galaxie no início de maio.

Veja os vídeos abaixo:  

Fotos do último show do Velvet Underground que apareceram em Juiz de Fora

Demais essa história das fotos do último show do Velvet Underground com Lou Reed que foram encontradas em Juiz de Fora que a Carime Elmor contou na revista Zum. Os registros feitos por Leee Black Childers, fotógrafo da turma de Andy Warhol que assistiu à transformação de Nova York provocada pelo Velvet em tempo real, marcam o final da temporada que o grupo fez no Max’s Kansas City no verão nova-iorquino de 1970 e são do mesmo dia (23 de agosto daquele ano) em que outra habitué da turma do Velvet, a modelo Brigid Polk, gravou a íntegra da apresentação em seu gravador portátil, sendo abordada logo em seguida pelo agitador Danny Fields para ver se conseguia lançar aquele registro comercialmente, e fazendo Live at Max’s Kansas City, lançado em 1972, “o primeiro álbum pirata da história a ser editado e lançado oficialmente”, como reforça Carime em sua reportagem. As imagens mostram um Lou Reed genuinamente feliz numa apresentação em que estava acompanhado do compadre Sterling Morrison, de Doug Yule no baixo (que entrou no grupo depois da saída de John Cale e canta algumas das principais músicas da banda no dois últimos discos) e o irmão de Doug, Billy Yule, na bateria, substituindo a baterista original Moe Tucker que estava grávida de sua primeira filha. Além das fotos desse dia, a matéria ainda traz outras fotos, de John Cale e Nico tocando em 1972 no Le Bataclan parisiense (apresentação que também contou com Lou Reed, que não aparece nestas fotos) e outras do grupo no campus de uma universidade em 1969. Dá uma sacada lá na Zum.

Veja algumas abaixo:  

E a Angel Olsen tocando Velvet Underground?

Eis mais uma faixa do disco-tributo que a gravadora Light in the Attic está fazendo em homenagem ao nosso herói Lou Reed. Depois de chocar a todos colocando ninguém menos que Keith Richards para regravar “I’m Waiting for the Man”, agora é a vez de Angel Olsen cair de boca em outro clássico do Velvet Underground. Ela gravou sua versão de “I Can’t Stand It” ao lado do compadre Maxim Ludwig, com quem dividiu uma turnê pelos EUA no ano passado. A música tornou-se pública no lançamento do primeiro e desconhecido disco solo de Lou Reed, lançado em 1972, mas já fazia parte do repertório do Velvet Underground desde 1968, embora só tenha sido lançada oficialmente pela banda na coletânea póstuma VU, de 1985. A versão é pesada e leva o rock do grupo para um lugar quase caricatural, flertando com o glam fantasmagórico do filme Rocky Horror Picture Show sem precisar cair na caricatura. Coisa fina.

Ouça abaixo:  

Keith Richards tocando Velvet Underground!?

Se estivesse vivo, Lou Reed, que perdemos há pouco mais de uma década, completaria 82 anos neste sábado e a gravadora norte-americana Light in the Attic (uma das melhores do ramo, atualmente) acaba de anunciar um tributo ao bardo de Nova York. The Power of the Heart: A Tribute to Lou Reed, que será lançado dia 19 de abril, reúne fãs de todas as idades do fundador do Velvet Underground, gente como Joan Jett, Rufus Wainwright, Lucinda Williams, Angel Olsen, Rickie Lee Jones, Afghan Whigs, Rosanne Cash, entre outros. E a faixa escolhida para começar este tributo foi um dos pilares de sua discografia, “I’m Waiting for the Man”, do primeiro disco do Velvet, cantada por ninguém menos que Keith Richards, numa versão fulminante para o clássico sobre comprar drogas, veja abaixo, junto com a capa do disco e a ordem das músicas.  

Snail Mail e Thurston Moore reverenciam Lou Reed

O papa do underground nova-iorquino Lou Reed uniu dois discípulos de diferentes gerações em uma de suas canções mais emblemáticas de sua carreira solo. A jovem Lindsey Jordan (que também atende como o grupo de uma mulher só Snail Mail) e o velho Thurston Moore (um dos pilares do Sonic Youth) se uniram para celebrar o fundador do Velvet Underground numa versão correta e bonita para o clássico “Satellite of Love”, que Reed gravou em seu disco mais memorável, Transformer, de 1972.

Assista abaixo:  

E o Al Green cantando Lou Reed?

Você nem sabia o quanto precisava ouvir o reverendo Al Green cantando “A Perfect Day” do Lou Reed até saber dessa notícia – a versão que o mestre fez para a música mais triste do bardo do Velvet Underground foi lançada no começo desta semana e tá melhor do que você possa imaginar.

Ouça abaixo:  

Clássicos internacionais de 1972 – Parte 2

Dando continuidade à série que inaugurei nesta sexta-feira no site da CNN Brasil, sigo falando de discos lançados há meio século que seguem importantes até hoje. 1972 foi o ano do disco mais bem-sucedido do Neil Young, do primeiro disco da dupla alemã Neu!, da sombria obra-prima de Nick Drake, do disco mais ousado de Miles Davis, do disco solo mais memorável de Lou Reed, da volta por cima de Ornette Coleman e do momento em que o Genesis torna-se uma brincadeira séria.