• A solução do mistério não importa • Lost fez primeiro • Ansiedade de fãs forçou a mudança da televisão • A ficção científica encontra o amor • Histórias em várias plataformas criadas por diversos produtores • Análise: E daí se as peças não se encaixarem? • Personal Nerd: J.J. Abrams linka tudo • O que Obama quis dizer ao vilanizar Xbox, iPod e iPad • Política, economia e cultura na mesa • 31 de maio: o dia de sair do Facebook • Brasil lidera a adoção de redes sociais • Vida digital: Andreas Lange •
Materinha de abertura da edição do Link de hoje.
O começo do fim
Falta uma semana para o fim de Lost. Mas o impacto da série de J.J. Abrams, que mudou a forma como a cultura é produzida e consumida, continuará a ser sentido ao longo do século 21
Em menos de uma semana, tudo terá terminado. A história que fez que a série Lost se tornasse uma das marcas mais fortes da cultura do século 21 chega ao fim no próximo domingo, quando irá ao ar o último episódio da série, chamado apenas de “The End”.
Mas o fim da série só reforça sua importância, que vai muito além da TV. Lost criou uma mitologia própria e obrigou o espectador a especular para além da trama original, buscando links em livros clássicos e na história da religião, da ciência e da filosofia para tentar desvendar seu enigma.
Some isso ao fato de que a série acompanhou a forma como a internet mexeu com a velha mídia e desdobrou-se online, usando a rede como plataforma para divulgar mais especulações. Lost não só contava uma história – chamava seu público para participar dela, como em um jogo.
Fora dos Estados Unidos, Lost foi ainda mais importante, pois pela primeira vez na história um produto ficcional teve audiência planetária em tempo real, mérito que antes era apenas de transmissões jornalísticas e eventos esportivos. O interesse pela série fez que telespectadores de todo o planeta não esperassem a exibição dos episódios em seus países e buscassem meios – online – para acompanhar a saga simultaneamente ao público de seu país de origem.
Lost também inaugura um novo tipo de narrativa, que explora as possibilidades da era digital como nenhum filme, livro ou disco conseguiu fazer até hoje. É o produto que melhor representa como será a cultura do futuro, em que o público pode escolher entre simplesmente acompanhar uma única história ou se entregar a um universo de ramificações infinitas.
A série faz que seus espectadores sejam ativos e busquem aumentar a história a partir de sua própria participação – mesmo que isso signifique apenas especular sobre o que pode acontecer. Parece pouco, mas não é.
“O mistério representa possibilidades infinitas”, disse seu criador J.J. Abrams em uma palestra no evento TED (sobre tecnologia, entretenimento e design) em 2007. “Representa esperança, representa potencial… O mistério é um catalizador da imaginação”.
De novo?
Depois desse faltam só dois. Vambora!
Inspirado pelo Moliére de André Paste, o Alemão fez o vídeo acima.
A Entertainment Weekly publicou dez capas diferentes em homenagem ao final de Lost. Abaixo, duas aberturas de matérias deles, uma delas dedicada aos mortos de Lost…
Via The ODI.