Jornalismo-Arte: Lorena Calábria

jornalismo-arte-02-lorena-calabria

Sigo investigando o jornalismo que cobre música no Brasil a partir de papos com alguns de seus principais protagonistas – e na segunda edição do Jornalismo-Arte, chamo a querida Lorena Calábria para conversar sobre sua trajetória na área, que começou na TV aberta e passou por revista, rádio, livro, TV por assinatura e sites, sempre buscando brechas para emplacar a música brasileira, usando isso como desculpa para desbravar fronteiras e formatos. Ela passou pela Bizz, pelo ClipClip, pelo Programa Livre, pela Oi FM, pelo Metrópolis, pelo Ensaio Geral e pela MTV, sempre aprendendo a fazer nossa cultura se espalhar mais por aí – e está prestes a reunir toda essa história num mesmo lugar, sem contar os projetos futuros e o astral sempre no alto. Que mulher!

Um mergulho no Álbum Branco

escuta_whitealbum

Camilo Rocha e Guilherme Falcão me convidaram para participar de mais uma edição do Escuta, podcast do Nexo sobre música, que revisita o Álbum Branco, clássico disco duplo dos Beatles que comemora 50 anos neste 2018, com a presença de outros convidados, como Ricardo Alexandre, Tim Bernardes, Lorena Calabria e Regis Damasceno. Ouça abaixo:

Barro, por Lorena Calábria

barro-2017

Integrante da Banda Dessinée, Filipe Barros encurtou o nome artístico para Barro e assim lançou seu primeiro disco solo, Miocárdio, uma das boas surpresas do ano passado. Agora colhe os frutos do primeiro álbum, como a turnê em que atravessa a Itália lançando um single gravado em italiano, “Restiamo Cosi”.

O clipe da mesma música em sua versão em português, “Ficamos Assim”, é outra novidade de Barro para celebrar sua turnê e foi dirigido pela jornalista Lorena Calábria, que vem mostrando suas garras atrás das câmeras. “Gosto de trabalhar com quem tenho afinidade, não só musical”, me explica Lorena, por escrito, quando lhe pergunto sobre o contato com o Barro. Ela o conheceu por amigos em comum e quando o músico soube que ela estava começando uma produtora audiovisual, chamada La Strada, ele a convidou para dirigir um clipe. “Falei pra ele: ‘topo dirigir, mas você não vai aparecer cantando. Chega de lipsync em clipe’. E ele topou. Teve que se virar como “ator'”, ri a diretora, que cita surrealismo, cinema francês (Jean Cocteau e Alan Resnais) e a capa do disco de estreia de Barro como referências para o clipe.

De quebra, o making of do mesmo clipe:

Por que as pessoas odeiam tantos os fãs dos Los Hermanos?

Lorena Calabria investiga este fenômeno moderno

Sexta feira passada, Espaço da Américas, a turnê Los Hermanos chega a São Paulo. Cerca de 8 mil pessoas na plateia. O show começa e, adivinha, começa o karaokê coletivo.

Esperei um pouco e fui furando a multidão. Ninguém dificultou, passei tranquila e fiquei bem no miolo. Ao lado, quatro amigas cantavam se olhando no olho. Dois casais abraçadinhos. Um menina chorava. Três amigos gritavam todas as letras. Esses, confesso, quase me fizeram mudar de lugar.

Um momento do show me chamou atenção em especial: o coro final de “Conversa de Botas batidas”. 8 mil pessoas na plateia cantando sem aumentar o tom. Tão certinho, como se fosse ensaiado. É bonito. Como o som crescente da torcida na hora do gol.

Aquela felicidade coletiva deve irritar também. Como essas pessoas podem delirar por uma banda que nem tá mais na ativa? Talvez seja isso: saber que pode ser a última chance de ver Los Hermanos ao vivo provoca uma comoção maior.

Lembrei dos outros shows que vi no mesmo Espaço das Américas: Morrissey e Noel Gallagher. Na boa, os fãs mais ardorosos dos gringos se comportam do mesmo modo que os do LH. Qualquer fã, de qualquer bandinha, se comporta assim.

Continua lá no blog dela

Vintedoze: Especial Carnaval

Alexandre Matias, Ronaldo Evangelista, Lorena Calabria, White Russian, Smiths e bandas cult.

O MP3 tá aqui e as citações vêm a qualquer minuto!

Vintedoze: Especial Carnaval by Anosvinte on Mixcloud

Mais sobre jornalismo cultural

E logo depois da mesa de ontem, me puxaram para participar de um programa ao vivo, transmitido via web, direto do próprio Sesc Vila Mariana. O Estúdio Aberto é exatamente o que diz ser: um estúdio de TV foi montado no meio do Sesc e quem estiver passando pode acompanhar os diferentes processos de transmissão de um programa instantaneamente. Apresentado pela Lorena Calábria, o programa ainda teve, além da minha participação, as presenças do professor Carlos Vogt e do jornalista Ricardo Calil. Foi nesse bate-papo que falei a frase que criou uma micropolêmica ontem no Twitter, mas aí dá para entender o contexto melhor (espero).

Enquanto isso, no 3º Congresso Internacional de Jornalismo Cultural da Revista Cult…

Lá vou eu falar sobre crítica musical num evento cheio de atrações internacionais,. produzido pela revista Cult no Sesc Vila Mariana: Herzog, Zizek, Gutierrez, Paglia e um monte de outros bambas, a maioria brasileiros. Me chamaram de “escritor” na programação, mas creio que queriam dizer “jornalista”. Tudo bem, é tudo texto:

11h30 – A produção musical contemporânea e a crítica especializada
Alexandre Matias (escritor e editor do caderno Link, do jornal O Estado de São Paulo), Pablo Miyazawa (diretor de redação da revista Rolling Stone) e Zeca Baleiro (músico)
Mediação: Marcus Preto (crítico de música da Folha de São Paulo)

Depois, às 14h, entro ao vivo no Estúdio Aberto, produzido pelo Sesc durante o evento, e converso com Lorena Calábria, Carlos Vogt e o Ricardo Calil sobre alguns dos temas discutidos durante a semana.