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Impressão digital #0003: O novo Photoshop

Photoshop para todos
A arte do século 21 em um software

Quem acompanha o mundo digital se surpreendeu na semana passada quando a Adobe revelou um novo recurso de seu tradicional programa de edição de imagens chamado “content-aware fill” (preenchimento com reconhecimento de conteúdo, em inglês).

Para quem não conhece, o Photoshop é o software de edição de imagens mais popular do mundo. Ele não apenas permite que se retoque ou melhore imagens depois de produzidas como também é ótimo para fazer montagens – algumas ficam tão boas que parecem que sempre foram assim. Essa manipulação já está tão incluída no inconsciente coletivo que, sempre que uma imagem parece bonita demais, ela vem seguida do comentário “rolou Photoshop, hein?”.

Voltando ao anúncio da semana, o novo recurso permite que os retoques se tornem automáticos. Nas versões anteriores, se você quisesse, por exemplo, tirar as celulites da coxa de uma mulher, bastava copiar um trecho da pele dela e ir repetindo-o várias vezes, cobrindo as deformações originais – num trabalho árduo, que, literalmente, dura horas. Com o preenchimento automático, basta você selecionar o pedaço que você quer mudar, escolher a função e, em questão de segundos, a mudança é feita.

A Adobe não confirma se o novo recurso virá na versão que foi anunciada para o próximo dia 12, mas garante que será implementada em atualizações futuras desta versão. A novidade deve melhorar, e muito, a qualidade do trabalho de designers, ilustradores e publicitários que lidam diariamente com o programa. Mas a melhor notícia desta mudança não é para eles – afinal, têm estagiários e funcionários que viram noites para fazer tais alterações.

Quem se beneficiará mesmo com o novo recurso são amadores, gente que mexe no Photoshop de brincadeira, para matar o tempo e divertir amigos. São pessoas que já fazem isso, mesmo com poucos recursos e sem intimidade com o software, mas que já mexem na paisagem cultural do novo século.

São montagens com personalidades, desconhecidos que se tornam onipresentes (procure “tourist guy” ou “disaster girl” no Google Images) e mashups de imagens de diferentes contextos. Parece brincadeira, mas no início do século 20, o cinema e o fonógrafo também pareciam. Foi preciso a intervenção da tecnologia para que ficasse mais fácil produzir músicas e filmes. E lá vem ela de novo…

“It’s a trap!”
Livros furados por um sabre de luz

Quem quer um sabre de luz para furar os livros na sua estante? E nem é preciso usar a Força para recuperá-los. A loja do site oficial de Guerra nas Estrelas lançou nesta semana este conjunto de aparadores de livros que faz que a clássica espada de Darth Vader (sabre vermelho, caso você não lembre) pareça que está atravessando sua biblioteca. O conjunto custa US$ 49,99 e já está à venda no site http://shop.starwars.com.

Link – 29 de março de 2010

• Vem aí a lei que vai mudar a web • Marco Civil hackeado mostra a participação dos brasileiros • E depois, o que acontece com o Marco Civil? • O que aborda o projeto de lei • Olha o nível das leis sobre internet no Brasil • O que os olhos não veem, o Photoshop desenha • A arte do século 21, no iPhone e via Facebook • Kit Kat na mira • Samsung, TV 3D e E-Book • Bom, bonito e… vai, caro ele não é • Do bloco para o celular • Megarretrô • Bonitinho, mas… • Fone para ouvir baixinho • É só começar • Possantinho • Blackberry maduro • Android Duracell • Quem seremos nós na internet? Qual o login que escolheremos? • 4 cantos • Muitas opções na Paulista • Cartas marcadas no Centro • Localize-se no Foursquare • Vida Digital: Mary Lynn Rajskub •

Disco preto

Esqueci de linkar o infográfico que fiz nesta edição do Link sobre a volta e mostrando como se fabrica um disco de vinil. Ei-lo (pra ampliar, basta clicar):

Link – 22 de março de 2010

• Games brotam nas redes sociais • ‘Colheita’ bate Twitter no Brasil • Análise: ‘O que engorda o boi é o olho do dono’, mesmo se for virtual • De mafiosos a bichinhos de estimação • Concurso premia lavoura artística • Seremos pagos para jogar games ruins? • Jogue! • Caminhos percorridos numa nova narrativa • Seu corpo conectado na web • Desligado ou fora da área de cobertura • Microsoft do bem • Sabe quem perde na briga entre Google e Apple? A Nokia • O novo Shawn Fanning ou o novo Steve Jobs? • Entrevista: Salim Ismail, diretor da Singularity University • Vida Digital: Karina Buhr •

Link – 15 de março de 2010

• R$ SMS • ‘Só as pessoas muito pobres precisarão de moedas e cédulas’ • De olho em que não tem conta nem cartão de crédito • É só aproximar o celular: pronto • O mais importante é que nós gostamos de fazer internet • Sony apresenta o PlayStation Move • Câmara aprova projeto sobre e-lixo • Movem-se as peças do tabuleiro de tablets • Shuffle • Rick Roll soviético vira sensação • Desculpe o linguajar, mas… • Google x Facebook • Vida Digital: Mark Surman, da Fundação Mozilla •

Link – 1º de março de 2010

• Ano de Copa do Mundo, ano de TV nova… • Convergência e resolução puxam as TVs de 2010… • Philips quer reproduzir clima de cinema… • Antes de escolher uma TV nova, conheça suas opções… • Aonde vai parar o tubo… • TVs de tubo ainda são maioria no Brasil • ‘I know it’s only Rick Roll, but I like it’… • ONU: ‘O desafio do Brasil é se abrir para o mundo’… • Bullying • Bem além do Kindle • Discussão binária em torno do ‘Maoísmo digital’… • Vida Digital: William Kamkwamba, estudante •

Garantia de quatro anos

Texto que escrevi pra matéria de capa sobre televisão que publicamos esta segunda no Link.

Ano de Copa do Mundo, ano de TV nova

Como sempre, o mercado aproveita o torneio para lançar novas tecnologias; convergência, transmissão digital e TV 3D são as de 2010

A Copa do Mundo não é o evento esportivo mais popular do planeta só pelo fato do futebol ser o esporte mais popular do mundo – mas também por ter a TV como sua principal aliada. Televisionado desde a edição de 1954, na Suíça, o evento ganhou ainda mais popularidade graças a avanços tecnológicos que foram introduzidos tanto nos aparelhos quanto na transmissão do torneio.

Não vai ser diferente em 2010, com um agravante: esta será a primeira Copa em que a internet surge como principal ameaça real à audiência da TV. Além disso, a legislação brasileira exige que qualquer aparelho de TV com 32 polegadas ou mais venha com decodificador de TV digital embutido até julho.
Junte essas novidades à corrida tecnológica que vem acontecendo na última década e temos o encerramento de um ciclo: TVs de tela fina deixaram de ser artigo de luxo para entrar na rotina das pessoas.

Isso sem contar uma série de recursos e tecnologias que vêm invadindo o vocabulário. A antiga divisão entre LCD e plasma de alguns anos já rendeu novas terminologias, como LED, HDMI, Full HD e TV 3D.
Com os novos modelos que se conectam à rede e ao PC, a TV ressurge não como um eletrodoméstico que estimula a passividade, mas como central de entretenimento doméstico que conecta internet, computador, game, celular, players portáteis e pendrives – tudo num mesmo aparelho que, aos poucos retoma o papel central que já teve na casa das pessoas e que ficou para trás com a ascensão da dupla computador e internet.

Este ciclo de renascimento não vai fechar em 2010. Mas durante este ano já veremos o que é promessa há alguns anos chegar ao mercado de fato.

Por outro lado, a popularização da tela fina ainda não foi o suficiente para determinar o fim da velha TV de tubo, que ainda é o modelo que mais vende no Brasil – embora não seja o tipo de aparelho mais popular no mundo. Além de emperrar a onda de conectividade total dos modelos mais novos, o tubo de raios catódicos, quando descartado, agride muito mais o meio ambiente do que as TVs finas.

Nesta edição, tentamos entender o que irá acontecer com um dos aparelhos mais populares que existem em um ano que pode definir de vez seu papel nos lares do mundo.