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Pressão criativa

“Eu fui meio doida, marquei o show e tinha que compor as músicas”, explicou Luna França logo no início de sua apresentação Juntos, que fez nesta terça-feira no Centro da Terra. Acompanhada de seu teclado, do companheiro e baterista Arquétipo Rafa – que dispensa a mão esquerda para tocar bateria para segurar as linhas de baixo num synthbass – e da multiinstrumentista Lê Veras, que foi da guitarra para o piano e depois para o teclado, Luna mostrou músicas que fez a toque de caixa para sua apresentação, usando o prazo da apresentação como motivação para finalmente mexer nas próximas composições de seu segundo disco, a partir de anotações e gravações que vinha fazendo desde que lançou seu disco de estreia. E ao contrário do que a pressa pode parecer, a composição com a pressão do prazo iminente fez ela arredondar canções pop que poderiam estar tocando no rádio – e sempre com parceiros que chamou para compor juntos, daí o título da noite. E além de músicas com Ana Passarinho e Heloá Holanda (que subiram no palco para dividir suas composições), ainda mostrou outras compostas com a cantora Malu Magri, a escritora Rita de Podestá e com o próprio Rafa, além de “Coisas da Vida”, da Rita Lee. Encerraram o show com um bis improvisado que contou com a participação das duas convidados repetindo uma das músicas que abriram o show – a irresistível “Nada”, composta com Rita, e terminando a noite com o astral lá em cima.

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Nova camada de sensibilidade

Ao revelar parte de seu próximo álbum num Ensaio Aberto conceitual que organizou nessa terça-feira no Centro da Terra, Sessa compartilhou outros segredos com o público que encheu o teatro na noite gelada. Dois destes foram contados logo ao início da apresentação quando, depois de tocar duas inéditas ao lado de Marcelo Cabral, Biel Basile e Ina, ele convidou para o palco a multiinstrumentista Lê Veras, que assumiu o piano da noite, abrindo uma nova camada na sonoridade em seu trabalho, que, outra revelação da noite, se chamará Pequena Vertigem de Amor. Ao lado dos quatro, mostrou algumas das novas músicas e como o casamento de seu violão com a bateria de Biel e o baixo elétrico de Cabral, com as teclas de Lê e da sempre belíssima voz de Ina deu uma nova sutileza, tornando ainda mais leve sua musicalidade. A segunda parte do show contou com músicas de seus dois primeiros discos, dentro dessa nova faixa de sensibilidade (fora o piano, que não esteve nessa metade), e Sessa encerrou a noite com a mais bela versão para sua “Gata Mágica”, com Cabral tocando seu instrumento com um arco de cello.

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