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Uma trilha sonora composta por Lee Ranaldo

Nosso velho compadre Lirra acaba de lançar mais um disco solo, desta vez a trilha sonora para o filme The System, dirigido pelo holandês Joris Postema. E embora venha rotulado como um disco experimental não chega perto da avalanche de noise que Lee Ranaldo fazia no Sonic Youth e conversa mais com sua carreira solo depois do fim da banda clássica, quando usa temas instrumentais plácidos e esparsos como motivo para tocar com músicos que conhece na estrada. E assim é este novo disco, que tem músicas com a violoncelista franco-americana Leila Bordreuil, com o guitarrista israelense Yonatan Gat (outro velho conhecido do Brasil), o produtor espanhol Raül Refree (com quem inclusive dividiu um disco, Names of North End Women, de 2019), o baterista húngaro Balazs Pandi e o cineasta americano Jim Jarmusch (tocando guitarra, pedais e sintetizador de midi), entre outros. O disco já pode ser ouvido nas plataformas digitais, mas seu lançamento acontece oficialmente no dia 2 de outubro, quando a versão física (já em pré-venda) chega para o público.

Ouça abaixo:  

Kim e Lirra

E esse encontro dia desses numa galeria no Brooklyn, em Nova York? Tão deixando a gente sonhar…

Imagine a volta do Sonic Youth…

Imagine, só imagine, que alguém liga pro nosso compadre Lirra e pergunta se ele não quer vir pro Brasil no ano que vem – trazendo outro velho conhecido, o mano Shelley, pra tocar junto. E já que estamos aqui, dá um alô em outro chapa, o galalau Thurston, pra repetir o improv que fizeram sexta passada em Nova York numa escala um pouco maior em São Paulo (e já sopra pro agente dele e pra alguém que tenha editora por aqui pra armar o lançamento suas lembranças de 2023, Sonic Life: A Memoir, no Brasil). Quando? Em maio do ano que vem, quando a irmã Kim estará por aqui. O último show do Sonic Youth foi no Brasil, em 2013. Por que o reencontro dos quatro – nem precisa ser show, só a reconexão – não pode acontecer aqui? Questões pessoais são superáveis, Kim e Thurston não são Waters e Gilmour e ainda compartilham os mesmos valores e visões, algo que não só está em falta hoje em dia como está em xeque… Só imagine… Muitos acham impossível, mas para o impossível acontecer primeiro precisamos imaginá-lo…

Assista a trechos do último show do Sonic Youth abaixo:  

Lee Ranaldo retoma os trabalhos com os Cribs

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O mago da microfonia Lee Ranaldo volta a colaborar com os Cribs treze anos depois de seu lendário spoken word sobre uma das melhores faixas do grupo, “Be Safe“, gravada em 2007. Gravando seu novo disco, a banda inglesa dos irmãos Jarman aproveitou a quarentena para retomar o contato com o velho Sonic Youth, que desta vez preferiu empunhar seu instrumento em vez de soltar a voz. E deixa sua guitarra rugir por toda a extensão de “I Don’t Know Who I Am”, a primeira faixa do disco Night Network, programado para ser lançado em novembro – e já em pré-venda.

Aliás, o disco foi anunciado em junho, quando o grupo liberou sua primeira gravação ao vivo em dois anos justamente se reunindo – à distância – com o próprio Lirra, regravando a faixa que os uniu pela primeira vez.

Ficou demais – e não tire o olho da participação do filho do baterista Ross.

17 de 2017: 15) Lee Ranaldo

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Pude ver dois shows e conhecer melhor um dos fundadores de minhas bandas favoritas – e, mais que isso, produzir um show do cientista louco do Sonic Youth no CCSP, misturando satisfação pessoal e profissional numa noite mágica. Foi o oitavo show solo do Lee Ranaldo que assisti (sem contar os seis shows que vi com sua antiga banda), o entrevistei em minha cidade-natal e, maravilhado, ouvi-lo dizer que a volta do Sonic Youth não é impossível.

Fabio Massari e Lee Ranaldo no CCSP

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O encontro de dois mestres do rock independente acontece nesta terça-feira no Centro Cultural São Paulo, quando Lee Ranaldo, ex-Sonic Youth, lança seu primeiro livro em português, com direito a bate-papo e show. O papo será conduzido pelo reverendo Fabio Massari, que conversa com Lee antes que ele dê autógrafos no livro às 18h, na Praça das Bibliotecas (em evento gratuito). Já o show (que está prestes a esgotar os ingressos) começa às 21h e passa em vários momentos da carreira do velho bardo do indie norte-americano. Mais informações aqui.

Lee Ranaldo no Centro Cultural São Paulo

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É com a maior satisfação que anuncio a vinda de Lee Ranaldo ao Brasil para um bate-papo e um show acústico no Centro Cultural São Paulo, no próximo dia 12, na Sala Jardel Filho. Pela segunda vez no Brasil neste ano, o ex-guitarrista do Sonic Youth vem sozinho prestigiar o lançamento de seu primeiro livro em português: JRNLS80s, lançado pela novíssima editora Terreno Estranho, e que reúne os diários que Lee escrevia na década que forjou a reputação de seu antigo grupo, um prefácio escrito por Amanda Mont’Alvão e Vinicius Castro (do ótimo site Sounds Like Us), um texto do reverendo Fábio Massari sobre o show do grupo que ele viu em Londres em 1987 e uma introdução escrita pelo próprio Lee para a edição brasileira. O livro já está em pré-venda, bem como os ingressos para o show e você encontra mais informações neste link.

Lee Ranaldo e a canção da resistência

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Tocando apenas com o violão e pedais, Lee Ranaldo passou pelo repertório de seus três discos solo nesta quinta-feira, no Sesc Bom Retiro, mas não deixou de desconstruir o instrumento acústico como fazia com a guitarra nos tempos do Sonic Youth, tocando-o com um arco, efeitos, ecos e distorções. No centro de tudo estavam as canções, guiadas por sua voz, cada vez mais firme, bem como sua intimidade, agora sozinho, com o palco e com seu novo instrumento, nitidamente setentista mas obviamente pós-punk. E a beleza de suas composições, realçadas pelo violão, dão o tom de toda a noite. A única vez que fugiu desse tom foi quando tocou “Thrown Over the Wall”, comentando sobre a política nos EUA, no Brasil e no mundo antes de começar a tocar a música. “Não é onde eu vivo, nem onde você vive, está em todo o lugar”, ele falou, “a ideia é olhar para frente – é isso que eu tenho frisado. Vamos olhar para daqui a cinquenta anos, setenta e cinco anos, não vamos ficar olhando pra trás, setenta cinco anos pra trás, para 1950, 1920 ou 1939…”