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Colocando a mitologia de Lana Del Rey em prática

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Lana Del Rey revelou um trailer em que ela explica o conceito por trás de seu novo álbum, Lust for Life:

“Então a cada manhã, me dou a luxo de me perguntar, ‘o que devo cozinhar para as crianças hoje? Algo com algum tempero? Algo com alguma amargura que é definitivamente doce? Ou devo tirar o dia para descansar e desligar o fogo e aproveitar o momento para mandar meu amor para eles através do éter?'”, ela conta no trailer. “Porque, às vezes, apenas ser puro de coração e ter boas intenções e deixá-las conhecidas pode ser a contribuição mais digna que um artista pode fazer”

O trailer vem logo após o primeiro single do disco, a balada “Love”, em que ela se refere especificamente aos seus fãs, e depois de ter conjurado seu público a rogar uma praga contra Donald Trump. Ela também menciona nas entrevistas recentes que fez seus primeiros álbuns para ela mesma e que este próximo ela vai dedicar-se aos fãs. No meu entender, é simples: ela criou uma persona ancorada em algumas referências firmes (os anos 20, Hollywood clássica, hipsterismo, decadência inabalável, David Lynch e Guns’n’Roses, entre outras tantas) e agora começa a espalhá-las para seu público, criando um universo em que os fãs possam habitar a maneira que fizeram outros ícones da cultura pop recente (Harry Potter, os filmes da Marvel, a volta de Guerra nas Estrelas, Game of Thrones, Senhor dos Anéis). Um universo que mistura a Hollyweird que ela menciona no trailer com uma bruxaria do século 21, fazendo ela mesma tornar-se papisa de uma religião em formação. Um conceito interessante, mas que só funciona mesmo se a música se sustentar. A ver.

Lana Del Rey lança um feitiço contra Donald Trump

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Com um tweet aparentemente inocente, Lana Del Rey tornou público um ato global de bruxaria contra Donald Trump:

“Quando der meia-noite: 24 de fevereiro, 26 de março, 24 de abril, 23 de maio”, ela twittou uma maldição que deve ser repetida nestas quatro datas, “os ingredientes podem ser encontrados online”. Segundo o site AV Club, o feitiço está sendo invocado globalmente nas datas de lua crescente, para impedir que Trump continue presidente dos EUA. Os ingredientes mencionados são uma foto ruim de Donald Trump, a carta Torre do tarô, uma vela laranja pequena, um alfinete ou prego pequeno, pequenas bacias contendo tanto água quanto sal, uma pena, fósforos e um cinzeiro. O site avisa que se você não tem uma vela laranja pode usar uma cenoura baby.

Enquanto isso, Lana falou à radialista Jo Whiley da BBC sobre seu próximo disco, que ela “começou pensando que todo o álbum teria uma vibe anos 50, anos 60, com algum tipo de influência das Shangri-Las e de Joan Baez no início da carreira. Mas à medida em que o clima se tornou mais quente em termos políticos, eu percebi que todas as letras estavam se referindo diretamente a isso e, por causa disso, o som deu uma atualizada e eu vi que tinha que falar com o lado mais jovem do meu público. Acho que ele tem um lado um pouco mais consciente em termos sociais. Acho que é um sentimento global.”

Lana acaba de lançar o primeiro single de seu novo disco, “Love“, que tem exatamente essa abordagem que ela se refere a seu público mais novo…

Vida Fodona #552: Não vou entregar o ouro ainda

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Vamos aos poucos…

Shaggs – “Who Are Parents?”
Aretha Franklin – “Drown in my Own Tears”
Tim Maia – “Juras”
Alan Parsons Project- “Eye in the Sky”
Ed Sheeran – “Shape of You”
Katy Perry – “Chained to the Rhythm”
Thundercat – “Friend Zone”
Spoon – “Hot Thoughts”
Chaz Bundick + Mattson 2 – “JBS”
Grimes + Janelle Monáe – “Venus Fly”
Alessandra Leão – “Mofo”
MCG15 – “Meu Pau Te Ama”
Shakira – “La Tortura (Shaketon Remix)”
Costa Gold + Marechal + Luccas Carlos – “Quem Tava Lá”
AlunaGeorge – “Atracting Flies”
Cassiano – “Onda (Poolside + Fatnotronic Edit)”
Madonna – “La Isla Bonita”
Lana Del Rey – “Love”
Scanners – “Bombs (Rene Goulet’s Dollar Slot Bump)”
Pretenders – “Brass in Pocket”
Bruno Mars – “24K Magic”
Daryl Hall & John Oates – “I Can’t Go For That (No Can Do)”
Daft Punk – “Oh Yeah”

E aqui tá a versão do Spotify…

Lana Del Rey 2017: “You know you’re the coolest”

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“Você se apronta, se arruma toda – para ir para nenhum lugar em especial”, Lana Del Rey canta em “Love” ,o primeiro single de seu novo disco, ainda sem título nem data de lançamento. O andamento sóbrio da balada – marcada por um baixo que caminha a passos firmes e por explosões de cordas – e a forma como ela se refere ao ouvinte – “Look at you kids… – deixa claro que ela cada vez mais assume o papel de madrinha, no caso, dos próprios fãs. A citação a “Don’t Worry Baby”, dos Beach Boys, deixa isso ainda mais evidente.

Alex Turner e Lana Del Rey no karaokê

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Dois jovens ídolos, Alex Turner, dos Arctic Monkeys, e Lana Del Rey soltam a voz cantando “Tiny Dancer” ao lado de Miles Kane, que completa a dupla Last Shadow Puppets ao lado de Turner, e do baixista do Tame Impala, Cam Avery.

Gente como a gente.

A outra música do Daft Punk com o Weeknd

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“Starboy”, faixa-título do novo álbum do canadense Abel Tesfaye, não é a única colaboração dele – que conhecemos como The Weeknd – com a dupla francesa Daft Punk. “I Feel It Coming” segue o clima easy listening da faixa anterior e funciona enquanto está sendo tocada, embora seja completamente esquecível. A impressão que dá é que quando os robôs franceses colaboram com outros artistas, eles não dão tudo de si, deixando só um gostinho de sua própria musicalidade.

Starboy também conta com a faixa “Party Monster”, que teria sido escrita em parceria com Lana Del Rey. Mas esta só tem um trechinho:

Seu disco sai ainda esta semana.

Lana Del Rey 2016: ” Drop me off at the Copacabana”

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Lana Del Rey está rascunhando seu disco novo desde o início do ano (quando postou no Instagram que já estava em estúdio) e essa semana ela mostrou uma das primeiras canções que podem aparecer em seu novo trabalho, ainda sem previsão de lançamento. “Super Movie” ainda tem cara de demo e não parece tão distante de suas músicas anteriores – e a “Copacabana” citada no primeiro verso é mais um hotel vagabundo ou um cassino latino batizado com o nome da praia carioca do que uma referência nominal ao Rio.

Na verdade, a música nova recicla o início do refrão (“Spin me around kiss me in your Chevrolet / I love you more with each and everyday”) de uma música velha que ela nunca registrou oficialmente, “On Our Way”:

Talvez ela não tenha fechado a tampa de sua primeira fase transformando seus três primeiros discos (Born to Die, Ultraviolence e Honeymoon) no marco inicial de sua carreira. Talvez “Super Movie” sequer entre no novo disco. Mas se estávamos esperando uma mudança mais firme, ela ainda não deu sinal…