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Minimalismo rock

A semana começou bem com Juliano Gauche mostrando pela primeira vez no palco do Centro da Terra as canções que se tornarão seu próximo álbum, A Balada do Bicho de Luz. Descendente direto da estética incisiva e direta de sua última incursão puramente elétrica (no disco Afastamento, de 2018), o novo trabalho busca um minimalismo rock que conversa tanto com a introspecção de seus discos anteriores, mas de forma expansiva. Pilotando a guitarra à frente dos velhos comparsas Klaus Sena, o baixista que também é coprodutor do próximo álbum e tocou xilofone quando apresentaram a faixa-título, e o baterista Victor Bluhm, Gauche também antecipou algumas participações que estarão no disco, como Fernando Catatau e Julia Valiengo, e encerrou o show com versões de velhas canções, como as impositivas “Alegre-se” e “Cuspa, Maltrate, Ofenda”, além de repetir a faixa de trabalho do próximo disco, “a única com refrão”, como mencionou, “Jesus Cristo Açoitando Belzebu”. Que venha o disco!

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Juliano Gauche: A Balada do Bicho de Luz

Nesta segunda-feira Juliano Gauche volta ao palco do Centro da Terra para novamente apresentar um disco antes de seu lançamento. A Balada do Bicho de Luz, que deve ser lançado ainda neste semestre, reconecta o cantor e compositor mineiro tornado capixaba com suas influências roqueiras, depois do período introspectivo marcado pelo EP Bombyx Mori e pelo álbum Tenho Acordado Dentro dos Sonhos. Ele vem acompanhado de Klaus Sena, que produziu o disco junto com ele, e Victor Bluhm, que o ajudam a erguer as canções do disco inédito pela primeira vez no palco do teatro. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Centro da Terra: Fevereiro de 2026

Prontos para retomar as atividades musicais no Centro da Terra? Em fevereiro fazemos o já tradicional mês sem temporada – pois uma das segundas-feiras é de Carnaval – e reunimos seis apresentações inéditas para dar o tom do ano que estamos preparando. O mês começa na primeira segunda-feira, dia 2, quando a querida Ná Ozzetti junta-se ao seu irmão Marco Ozzetti antecipando o lançamento deste último, mostrando as canções do disco Música na Poesia, em que musicam poemas de Simone Bacelar, no espetáculo de mesmo nome. No dia seguinte, a terça dia 3, Carla Boregas e Maurício Takara mais uma vez começam o ano no palco do teatro desta vez com convidados, chamando Marcelo Cabral, Juliana Perdigão e Philip Somervell na apresentação Par Expandido. Na segunda segunda-feira do mês, dia 9, o capixaba Juliano Gauche vem ao teatro mais uma vez testar ao vivo músicas de seu próximo álbum, A Balada do Bicho de Luz, em que explora uma sonoridade mais rock e psicodélica em canções inéditas. No dia seguinte, na terça dia 10, é a vez da brasiliense Paola Lappicy mostrar as músicas de seu próximo trabalho, o disco Coisas Que Eu Quis Te Dizer Antes de Tudo Acabar, em que flerta com a música eletrônica ao lado do produtor Vortex Beat. Na segunda-feira após o Carnaval , dia 24, é a vez do gaúcho Pedro Pastoriz mostrar suas novidades em primeira mão no show Bafinho Quente ao lado de novos parceiros musicais. Na última terça-feira do mês, dia 25, quem estreia no palco do Centro da Terra é a cantora Fernanda Ouro, que mostra o espetáculo que está preparando em homenagem à Clara Nunes, chamado de A Deusa dos Orixás. Os espetáculos começam sempre pontualmente às 20h, os ingressos já estão à venda através do site do Centro da Terra e a partir deste ano criamos uma forma de apoiar o teatro que garante meia entrada em todas apresentações (visite o site para descobrir como apoiar nosso trabalho).

Um pouco de barulho

Nem sempre dá certo. Depois do show desta terça-feira no Centro da Terra corri para ver se pegava um pouco do show que Juliano Gauche estava fazendo no Teatro da Rotina, mas entre a demora do táxi chegar e pequenos imprevistos no percurso, cheguei a tempo de ver literalmente os minutos finais da apresentação que fazia acompanhado de Klaus Sena (nos teclados) e Victor Bluhm (na bateria eletrônica). Mostrando mais uma vez seu Tenho Acordado Dentro dos Sonhos, que ele lançou no ano passado e experimentou o formato antes de lançá-lo no próprio Centro da Terra, pude ter uma ideia do que ele havia me contado no dia anterior sobre seu próximo álbum, inclusive me citando como referência. E me lembrou de quando lançou seu disco Afastamento em 2018 no Centro Cultural São Paulo, quando fui curador de lá, num show que lembro até hoje por ele não ter dito uma palavra para o público além das letras das canções, numa provocação estética pesada. Perguntei pra ele depois do show sobre isso e ele mencionou que havia sido intencional, bem como o fato de praticamente não tocar a guitarra que levava pendurada no corpo, usando-a mais como um acessório cênico do que um instrumento. E lembro de ter comentado pra ele não propriamente tocá-la, mas apenas usá-la como fonte de ruído. Ele disse que vinha pensando nisso quando começou a cogitar o álbum que deverá gravar no ano que vem e que o novo formato do show já trazia um pouco disso. Não pude ver nenhuma música completa nem as participações de Tatá Aeroplano e Pélico (que, inocente, foi pego de surpresa pelo convite do amigo depois de ter feito exatamente isso no dia anterior), mas pelo menos deu pra entender que a lógica noise começa a habitar a musicalidade de Gauche. Agora quero ver esse disco novo…

Assista abaixo:  

Agora só com o violão

Em sua segunda noite no Centro da Terra, Pélico seguiu despedaçando suas canções de forma crua e aberta. e depois de dissecá-las usando piano e violão na semana passada, desta vez optou apenas pelo violão, quando convidou Kaneo Ramos para acompanhá-lo. Seguiu um repertório parecido com o da outra noite, mas incluiu novas canções de sua lavra (como o pagode “Você Pensa Que Me Engana” e “Quem Me Viu, Quem Me Vê”), a novíssima “Nossos Erros” e mais uma versão, além de “Espelhos d’Água” que cantou pela primeira vez na segunda anterior, quando puxou a linda “Tudo Bem”, de Lulu Santos. O show ainda contou com uma aparição surpresa do capixaba Juliano Gauche, que está passando por São Paulo e foi convidado, na hora, pelo Pélico, para dividir sua “Cuspa, Maltrate, Ofenda” no palco. Uma noite linda e intensa como a primeira, só que outro viés instrumental.

Assista abaixo:  

Os 50 melhores discos de 2023 segundo o júri de música popular da APCA

Estes são os 50 discos mais importantes lançados em 2023 segundo o júri da comissão de música popular da Associação Paulista dos Críticos de Arte, da qual faço parte ao lado de Adriana de Barros (editora do site da TV Cultura e apresentadora do Mistura Cultural), José Norberto Flesch (Canal do Flesch), Marcelo Costa (Scream & Yell) e Pedro Antunes (Tem um Gato na Minha Vitrola, Popload e Primavera Sound). A amplitude de gêneros, estilos musicais, faixas etárias e localidades destas coleções de canções é uma bela amostra de como a música brasileira conseguiu se reerguer após o período pandêmico com o lançamento de álbuns emblemáticos tanto na carreiras de seus autores quanto no impacto junto ao público. Além dos discos contemporâneos, fizemos menções honrosas para dois álbuns maravilhosos que pertencem a outras décadas, mas que só conseguiram ver a luz do dia neste ano passado, um de João Gilberto e outro dos Tincoãs. Na semana que vem divulgaremos os indicados nas categorias Artista do Ano, Show e Artista Revelação, para, no final de janeiro, finalmente escolhermos os vencedores de cada categoria. Veja os 50 (e dois) discos escolhidos abaixo:  

Tudo Tanto #147: Juliano Gauche

O mineiro tornado capixaba sentiu o impacto do mar. Juliano Gauche refugiou-se no litoral do Espírito Santo logo no início da pandemia, onde passou boa parte da quarentena e perdeu pessoas queridas – entre elas, seu próprio pai -, quando abriu seu inconsciente para conectar-se com o que estava acontecendo. Compôs uma série de canções neste período e separou algumas delas para exorcizar estas sensações no disco Tenho Acordado Dentro dos Sonhos, que acabou de lançar. Conversei com ele sobre este processo e como ele tem se envolvido cada vez mais com espiritismo e sonhos lúcidos e como isso dialoga com sua criatividade e… com o mar.

Assista aqui.  

Inconsciente livre


(Foto: Pedro Clash/Divulgação)

Lembro quando Juliano Gauche me procurou para testar no palco do Centro da Terra o disco que havia acabado de gravar em São Paulo. Ele estava repensando os próximos passos da carreira no início de 2020, quando lançou o EP Bombyx Mori, um mês antes da chegada da pandemia que paralisou nossas vidas, e havia acabado de mudar-se para a praia de Manguinhos, no Espírito Santo, depois de um tempo morando no interior daquele estado. Como aconteceu com muitos, o período de isolamento social o colocou em contato mais intenso com seu inconsciente e ele passou a dar atenção ao que acontecia em seus sonhos. Inspirado em questões metafísicas levantadas por estas viagens, Gauche reduziu a sonoridade de suas canções a arranjos mínimos, conduzidos e produzidos pelo comparsa Klaus Sena, que coproduziu seu novo álbum, além de tocar pianos, teclados, xilofones e sintetizadores, deixando sua voz mostrar as paisagens sonoras que recolhia após dormir. Tenho Acordado Dentro dos Sonhos, este novo disco, foi apresentado ao vivo em novembro do ano passado e além de Sena, Gauche também contou com a guitarra e o violão de Kaneo Ramos, que também participa do disco. De fora daquele show, apenas o vocalista da banda mineira Moons, André Travassos, com quem divide os vocais da única música em inglês do disco, “Ondas Que Acordam”. “Das vinte músicas que escrevi nesse período de isolamento, escolhi as sete que foram mais direto nas feridas, as que para mim traduziram melhor as mudanças ocorridas, as que abordaram tudo pela ótica espiritual”, explica Juliano, que lança o novo trabalho nesta sexta-feira, mas antecipa o disco na íntegra aqui pro Trabalho Sujo, não sem antes apontar para o próximo estágio: “As mais violentas e eufóricas ficaram para o próximo.”

Ouça abaixo:  

Juliano Gauche: Tenho Acordado Dentro dos Sonhos

Quem sobe no palco do Centro da Terra nesta quarta-feira – e não na terça, porque foi feriado – é o grande Juliano Gauche, que apresenta pela primeira vez ao vivo as canções que estarão em seu próximo disco, que também batiza o espetáculo desta noite. Acompanhando-o neste Tenho Acordado Dentro dos Sonhos, que o reaproxima das guitarras elétricas, estão o tecladista Klaus Sena e o baterista Victor Bluhm. O espetáculo começa pontualmente às 20h e ainda tem ingressos disponíveis neste link.

Centro da Terra: Novembro de 2022

Chegando nos finalmentes do ano, eis a programação de música de novembro do Centro da Terra, último mês do ano em que usamos todas as segundas e terças do mês para fazer espetáculos únicos no já clássico teatro do Sumaré. Quem domina as segundas-feiras do mês é Ava Rocha, com sua temporada Femme Frame, em que desconstrói seu cancioneiro ao lado de convidados especialíssimos como Victoria dos Santos, Chicão, Negro Leo, entre outros. São quatro segundas-feiras sob os encantos da maga, que ainda realizará um workshop durante esta programação – semana que vem ela dá mais detalhes desta jornada. Na primeira terça-feira do mês quem pousa pela primeira vez no Centro da Terra é o Violeta de Outorno, clássico grupo psicodélico brasileiro, que visita canções compostas nos anos 90 com sua formação clássica: Fabio Golfetti, Angelo Pastorello e Claudio Souza. Na segunda terça, dia 8, é a vez da cantora e compositora Helô Ribeiro dissecar os descaminhos de seu primeiro disco solo, A Paisagem Zero, em que visita a obra de João Cabral de Melo Neto, e vai além. A terceira terça do mês é feriado, por isso jogamos a noite de música para a quarta-feira, dia 16, quando o cantor e compositor capixaba Juliano Gauche começa a mostrar o que será seu próximo disco, Tenho Acordado Dentro dos Sonhos, assumindo de vez a guitarra como instrumento condutor, em vez do violão. Na terça dia 22 é a vez do duo Marques Rodrigues, formado pelo trumpetista Amílcar Rodrigues e pelo baterista Guilherme Marques, de explorar possibilidades sonoras desta formação a partir do disco que lançaram no início deste ano, (I)Miscível. E encerrando o mês, recebemos o vocalista e fundador da banda baiana Maglore, que lançou o ótimo V, Teago Oliveira, que faz seu primeiro show solo depois da pandemia no dia 29. Os ingressos já estão à venda neste link. Curtiu?