
Aproveitando essa quinta-feira cheia de anúncios sobre marcos da música indie brasileira deste século, quem também faz aniversário é a carreira solo do senhor Pedro Bonifrate, líder dos clássicos Supercordas, que resolveu finalmente colocar pra jogo sua primeira gravação solo nas plataformas digitais como uma forma de celebrar os vinte anos de sua vida fonográfica. O disco Os Anões da Villa do Magma (20º Aniversário Deluxe) chega finalmente chega à era do streaming duas décadas depois de estrear na era do download, como o próprio Pedro lembra-se: “Anões foi lançado como se fazia de forma independente em 2005: no Trama Virtual, que o listou como um dos melhores do ano, no MySpace e como download direto do site”, até transformar-se em CD pelo saudoso selo Peligro, com a capa assinada por Ana Helena Tokutake. Mas a nova edição não traz simplesmente o disco remasterizado a partir das fitas originais, mas também uma série de músicas novas daquele mesmo período, entre versões anteriores das canções, uma música revertida, “canção totalmente inédita que foi abandonada no caminho” e o novo remix para “Estudo Rural em Ré Maior”, que Pedro escolheu como novo single do trabalho, que ganha clipe e chega às plataformas nessa sexta-feira, mas pode ser visto em primeira mão aqui no Trabalho Sujo.
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Não é só a Céu que está comemorando aniversário de disco clássico em outubro: os Boogarins acabaram de anunciar para o primeiro show de celebração de seu clássico Manual ou Guia Livre de Dissolução dos Sonhos, que completa uma década em 2025. O show acontece dia 30 de outubro no Cine Joia e deve seguir como turnê logo em seguida, como o grupo fez com o aniversário de 10 anos de seu disco de estreia. E esse Manual é bom demais… Os ingressos já estão à venda.

Céu vinha falando há um tempo que iria suspender os trabalhos de seu disco mais recente, Novela, do ano passado, para comemorar os 20 anos de seu primeiro álbum, que é um marco na música pop contemporânea brasileira. Nesta quinta-feira ela confirmou uma das especulações ao anunciar o primeiro show em reverência a seu primeiro disco homônimo, que acontece no Circo Voador, no Rio de Janeiro, no dia 24 de outubro (e os ingressos já estão à venda), avisando que outros shows virão aí… Mas será que é só uma turnê? Ou será podem vir outras coisas, como um releitura, um disco de remixes ou uma reedição de luxo? Sigo atento…

Revelada em menos de 48 horas após seu anúncio, a nova versão do Anthology dos Beatles recapitula a autobiografia que o grupo escreveu para si mesmo no fim do século passado nas três frentes originais. Há uma nova edição do livro original de 1995 que será lançada no dia 14 de outubro (já em pré-venda), mas ainda não há informações sobre se há alguma alteração ou atualização em relação à versão original, que não estava mais em catálogo. Na versão para a TV foi acrescido um nono episódio inédito, dedicado ao reencontro dos três remanescentes nos anos 90, quando gravaram as três faixas depois da morte de John Lennon que ancorariam os três volumes da coletânea original, além de esta ser disponibilizada no serviço de streaming Disney+ a partir do dia 26 de novembro, quando serão lançados os três primeiros episódios (o que leva a crer que o resto da série será lançada semanalmente). E na versão musical, que chega às plataformas de áudio no 21 de novembro e também está em pré-venda, acrescenta-se um quarto disco duplo com mais sobras de estúdio e demos do grupo durante os anos 60, boa parte delas já lançadas nas versões expandidas dos discos gravados entre 1966 e 1969, mas não há nada das gravações na Alemanha ou no Cavern Club, nem o “Helter Skelter” com 27 minutos ou a lendária “Carnival of Light”, contudo (e como previsto) traz versões melhoradas dos dois singles póstumos lançados nos anos 90, “Real Love” e “Free as a Bird”, este último já antecipado numa versão remasterizada do clipe, abaixo: Continue

A porto-riquenha María Zardoya, líder do ótimo grupo californiano The Marías (não conhece? Começa no Cinema de 2021 para depois emendar no ótima Submarine, do ano passado), acaba de anunciar que irá lançar um trabalho solo, mas pediu para os fãs não se preocuparem pois a banda continua. Ela prefere criar o que chama de uma realidade alternativa e avisa, ao lançar o projeto que chama de Not for Radio, que “uma semente foi plantada e agora é hora de vê-la crescer”, para em seguida compartilhar uma dúvida: “Eu vivo me perguntando: o amor faz valer a dor?” Ótima pergunta.
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O Who não está pra brincadeira em sua (aparentemente definitiva) turnê de despedida, que começou a perna pelos EUA na semana passada. O caldo engrossou quando, na segunda-feira, ao se apresentar em Miami, na Flórida, o grupo estreou ao vivo uma música que tem mais de meio século de existência e nunca tinha sido levada ao palco. Parte do monumental “Who’s Next”, “Going Mobile” foi cantada pelo irmão mais novo do guitarrista Pete Townshend, Simon, deixando o vocalista da banda, Roger Daltrey, tocando gaita durante a estreia da música ao vivo. Será que veremos outras surpresas nos próximos shows? E será que o grupo corre o risco de vir para o Brasil?
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Ó os Beatles aí de novo… Já escancararam que vem um Anthology novo aí (aleluia irmãos!), mas e esse número 4, hein? Será que tem um quarto volume da versão em disco da compilaçao de raridades oficial do grupo (que originalmente foi lançada em três CDs duplos) pra deixar todo mundo de cara (o inconsciente coletivo de todos grita “Carnival of Light”)? Hein? Hein?
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Sem explicações ou palavras, Lorena Hollander e o Novíssimo Edgar conduziram a audiência do Centro da Terra nesta terça-feira a um transe de matizes indianas ao descortinar seu Hotel Shiva pela primeira vez em uma apresentação pública, para além de seus círculos internos. Enquanto o artista de Guarulhos mostrava seu lado músico disparando bases e tocando flautas, um trompete de madeira e kalimba, a multiinstrumentista paulistana exibia seu domínio do kotô – uma gigantesca e tradicional cítara japonesa – sobre bases eletrônicas que às vezes desfaziam-se em texturas e noutras marcavam beats, quase sempre distorcendo o timbre ancestral com seus pedais de efeito. Edgar desafiou-se a passar toda a apresentação sem soltar sua conhecida voz, deixando-a soar apenas como um vocalise no último movimento da peça contínua que os dois mostraram por uma hora, como Lorena já vinha cantando sem palavras no decorrer da noite. Ornando a apresentação, vídeos traziam trechos de filmes indianos que ajudavam-nos a entrar pela recepção deste Hotel, que deve virar disco em breve.
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O encontro do Novíssimo Edgar com Lorena Hollander parece musicalmente improvável, uma vez que os experimentos de canto falado do poeta de Guarulhos parece ter poucas intersecções com o trabalho que a multiinstrumentista toca em seu projeto pessoal Ushan, mas os dois se encontraram ao cantar sobre música como cura e juntos apresentam o espetáculo Hotel Shiva, que definem como um portal que se abre para um espaço-tempo que faz forças arquetípicas e tecnologias intuitivas se encontrarem usando instrumentos eletrônicos e ancestrais como o koto (harpa tradicional japonesa) e a kalimba, além de guitarras, sintetizadores e percussão e conduz seu transe hipnótico nesta terça-feira, no Centro da Terra. O espetáculo começa sempre às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.
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Numa cartada ousada e acertada, Odair José abrirá o show que o Brian Jonestown Massacre fará no Brasil no dia 28 de novembro, no Cine Joia. A ótima banda paulista Ema Stoned também fará parte da programação, abrindo a noite, mas ela de alguma forma está dentro do espectro psicodélico noise da banda dos Estados Unidos. Já o veterano outsider Odair José pode parecer peixe fora d’água aos ouvidos incautos, mas tem tudo para funcionar bem como aquecimento para show, numa aposta tão firme quanto a escolha de chamar o Trio Mocotó para abrir o último show que a mesma banda fez por aqui há dois anos, na mesma casa de shows. Assim que se faz.