“Distributorship killed the authorship star”
Vi no MagnificentRuin. Tem a ver com o fato de que a EMI está para ser comprada por uma das outras três grandes gravadoras e ninguém estar dando muita bola pra isso.
Daqui a pouco encaro a difícil e divertida missão de mediar uma conversa entre o público do YouPix e o criador do 4chan, Christopher “Moot” Poole, principal atração do YouPix nesse ano. O papo começa às 21h e o YouPix acontece no Porão das Artes, no Prédio da Bienal, no Ibirapuera. Bora?
Inicio minha participação no YouPix hoje, entrevistando Gilberto Gil ao lado de outros nomes (a saber: Bia Granja, Inagaki, VJ Marimoon, Bob Fernandes, Mona Dorf, Rafinha Bastos, Rosana Hermann, entre outros. O papo começa às 20h30 e acontece no Porão das Artes da Bienal, no Parque Ibirapuera. Vamo?
• Moot exclusivo • Leia a íntegra da entrevista com Moot – “Foi difícil sair do anonimato” • A história da arte (pirateada) • Minerais raros, o ouro do século 21 • “As tecnologias de comunicação são neutras” • Praça pública ou shopping? • Amadora e exagerada • Hackers e o Facebook, games no Google+, o valor da Apple… •
Falei do Super 8 na minha coluna no Caderno 2 de domingo.
A nova inocência
‘Super 8’ e o coração de uma geração
A promessa se confirmou. Super 8, que estreou neste fim de semana no Brasil, o terceiro filme de J.J. Abrams é tudo aquilo que parecia ser quando seu trailer de pouco mais de um minuto apareceu online há um ano. Ele é conhecido como Midas da TV pós-internet ao usar pistas e dicas colocadas online para aumentar a exposição e, portanto, a audiência de suas séries. Alias, Lost e Fringe são os melhores exemplos desse tipo de estratégia que também foi testada e aprovada no cinema. Mas até Super 8, J.J. só havia lidado com obras alheias – sua estreia na direção foi no terceiro Missão: Impossível e seu segundo filme acertou na mosca ao conseguir trazer a mitologia de Jornada nas Estrelas para uma nova geração.
Com Super 8, ele partiu para uma história nova e autoral. E, para isso, resolveu aliar-se a um de seus ídolos do cinema, Steven Spielberg, que chamou para produzir o filme. E como J.J. não é bobo nem nada, aproveitou a deixa para fazer o que melhor sabe: puxar links e referências para enriquecer seu trabalho – e fazer fãs enlouquecidos procurarem por essas pontas soltas dentro e fora da internet.
E o alvo, nesse caso, foi o próprio Spielberg. Mirando no ídolo como se olhasse num espelho, ele procurou um ponto em comum em sua filmografia para captar algo específico para a própria carreira. E escolheu os anos 80 consagrados pelo diretor. Depois de salvar Hollywood da bancarrota ao criar o formato blockbuster em Tubarão (1975), Spielberg se dispôs a dar a tônica de seu tempo. E, ao dirigir filmes como Contatos Imediatos do Terceiro Grau e E.T. e produzir outros como Goonies e De Volta para o Futuro, ele fez questão de celebrar seu novo público – os adolescentes dos anos 80. Walkman, videogame, computadores, rock, skate, grafitti – tudo que parecia modismo ou descartável para uma geração mais velha que a sua foi canonizado por Spielberg nesses filmes. Mais que isso, deu a uma geração que poderia crescer desesperançosa uma sensação de pureza e ingenuidade. Próxima àquela impregnada nos anos 50 dos EUA.
E agora J.J. Abrams quer repetir o feito. Já havia apostado na recuperação dessa inocência em sua primeira produção, o seriado Felicity, e todas as suas séries, por mais estranhas que fossem, nunca deixavam a emoção de lado. Lost era sobre amor e amizade, Fringe e Alias também tratam sobre a relação entre pais e filhos. Ao retratar o início dos anos 80 com o mesmo cuidado que Spielberg deu aos anos 50 (a conexão da viagem no tempo de De Volta Para o Futuro, que interliga 1955 e 1985 é crucial para entender isso), ele está às vésperas de conquistar corações e mentes da geração digital. De uma vez por todas.
A íntegra da entrevista que fiz com o “Moot”, do 4chan, que saiu na capa do Link de hoje. Quinta-feira estarei mediando o papo com ele no YouPix.
Moot exclusivo
Em entrevista exclusiva, criador do 4Chan fala sobre Facebook, anonimato e o Anonymous, movimento político surgido dentro do fórum criado por ele aos 15 anos
É sua primeira vez no Brasil. O que você sabe sobre o País?
Eu não sei nada muito específico, mas sei que, depois dos Estados Unidos, é um dos países que melhor entendem a natureza da internet. Tanto o 4chan quanto o Canvas têm muitos acessos vindo do Brasil. E sei que é um país forte em redes sociais e em jogos sociais, e que é um dos países que mais se envolvem com novas tecnologias e com a cultura da internet.
Você se vê como uma autoridade digital?
Eu não sou uma autoridade, mas um ponto de vista alternativo contra o consenso emergente que é a favor da identificação online e pró-Facebook. Eu me vejo como uma pessoa que se dedicou a ter uma opinião diferente, mas não uma autoridade.
Mas você sente alguma responsabilidade ao assumir esse papel? Seu público o vê como alguém próxima da geração digital, em vez de ser um CEO querendo vender algum produto…
Sim, acho que um dos motivos pelos quais eu tenho falado em público sobre assuntos como identidade e privacidade online é porque não há muitas pessoas que advogam a favor de alternativas. O 4chan se encaixa naturalmente nisso, mas quando eu o comecei há sete anos, quando tinha 15 anos, a questão do anonimato não era tão discutida e eu nem poderia prever que o fórum se tornaria um paraíso para quem posta sem se identificar. Mas o percurso até aqui foi muito esclarecedor e educativo nesse sentido; eu aprendi muito e passei a valorizar esse tipo de comunidade e a interação que esse estado de liberdade permitia. E assim fui parar em um lugar bem diferente de onde está o consenso vigente e acabei me tornando uma voz que vai ao encontro a essas tendências.

Ilustração de Fernando Bueno e infotipográfico de Jairo Rodrigues publicados na edição do Link de 19 de abril de 2010, que teve o 4chan na capa.
Como você se sente diante do rótulo de anti-Mark Zuckerberg?
Não gosto desse título. Primeiro porque é importante separar o Mark do Facebook, quem ele é como pessoa e quais são os interesses de sua empresa, embora ambos se confundam. Ele tem uma opinião, eu tenho outra e tenho certeza de que há muitos assuntos em que concordamos e outros tantos em que discordamos. Eu não acho que ele queira que o mundo seja apenas de um jeito, e é claro que ele favorece o que ele imagina que é o Facebook, que é uma plataforma de identidade. E é claro que ele quer que todo mundo a utilize. Por mim, tudo bem, podem usar, mas acho que não deveria ter apenas uma dessas e sim várias alternativas. As pessoas acabam colocando a gente em pólos diferentes – ele como um cara que é 100% a favor da indetificação e eu como um cara 100% a favor de todo o tipo de anonimato, e ambas afirmativas são falsas. Concordamos em muitos pontos e não somos tão diferentes assim. Estamos em pontos opostos deste espectro, mas não nos mais extremos.
Você, portanto, não se considera o líder do movimento pró-anonimato.
É. Gosto de dizer que sou apenas uma voz de uma parte da história que não tem tanta representação. Há muitos que defendem a necessidade de se identificar online e, infelizmente, poucos que veem as coisas de outra forma.
O Facebook virou uma rede global depois de começar atuando só em universidades, depois só nos EUA e, finalmente, atingindo o resto do mundo. Já o 4chan sempre foi global, desde o início. Por quê?
Um dos motivos que tornou o 4Chan multicultural desde o início é o fato de ele usar imagens como principal meio de comunicação. E imagens transcendem a barreira da linguagem e da cultura. E elas também são inclusivas, permitindo que todos possam entender sem precisar ter o contexto da linguagem. Acho que isso, principalmente, e o fato de seu funcionamento ser muito simples, até para quem mal entende inglês. Basta sair clicando no site para entender como ele funciona.
Há também o fato de boa parte do texto nestas imagens é escrito num inglês mal-falado. Costumo brincar que o idioma universal não é o inglês, mas o inglês mal-falado.
(Ri) É verdade.
E foi difícil sair do anonimato e se assumir como uma pessoa pública?
Foi sim, eu sou muito na minha. Mas por outro lado, vi que era inevitável, que uma hora ia acontecer, se eu não me revelasse, alguém iria fazer isso. Quando vi que, aparecendo em público, eu poderia falar com a revista Time ou com o Wall Street Journal e falar o meu lado da história, sem que alguém falasse por mim.
O que você do grupo de hackers Anonymous, que começou dentro do 4chan?
Acho fascinante. Eu mesmo nunca participei de nada deles, só era o dono do lugar em que a apareceu uma fagulha que depois virou incêndio. Não tenho nada a ver com eles e sou apenas um observador casual, como qualquer um. Mas é fascinante observar uma organização tão pioneira e com motivações básicas, formada basicamente por jovens, aparecer de uma hora para a outra na internet. E o que os torna ainda mais especiais foi a rapidez que eles conseguiram não só dominar a internet mas também sair dela, transformar a presença online em presença de fato. E isso é algo que pouquíssimos conseguiram. Por isso acho que vai ser algo que as pessoas vão se referir daqui a dez anos ou mais como um marco importante na história do ativismo online.
Há quem trate isso apenas como modismo, algo passageiro…
Um modismo? (Pausa para pensar) Ativismo não é nada novo e as pessoas se organizam em prol de causas pela internet desde que ela existe. Acho que a cada dez anos esse idealismo assume uma nova forma e acredito que essa é a nova forma que está sendo apresentada hoje e que deve funcionar entre 2010 e sei lá quando, mas, fundamentalmente, é a mesma lógica, o mesmo ativismo, de formas diferentes.
E qual é a sua opinião sobre o WikiLeaks e Julian Assange?
Eu também não me considero um especialista nesse assunto. Mas eu não vejo motivos para, por exemplo, o Anonymous ter um só porta-voz. O que aconteceria se apenas uma pessoa fosse presa ou tivesse problemas? Vimos o que aconteceu quando isso aconteceu quando pegaram um deles, que foi silenciado e censurado, e isso fez o WikiLeaks perder muito de sua auto-estima e também de seu momentum e Julian hoje vive sob forte escutínio. Eu gostava mais do WikiLeaks quando os via como um grupo de indivíduos que se reuniam em prol de um único objetivo, não acho que Julian Assange represente esse grupo, que considero mais democrático.
Você não temia que isso também pudesse acontecer com você em relação ao 4chan? Não achava que, ao assumir que era o dono do fórum, você pudesse representar valores diferentes do grupo que representa?
É sempre possível que alguém venha dizer que nós fizemos algo errado, mas nós não violamos nenhuma lei, nem sequer hospedamos arquivos que possam infringir direitos autorais, por exemplo. Temos uma regra número 1 no site que é “não infrinja a lei”.
O que seus pais acham disso?
Eles me apoiam, acho. Não é um assunto que vem à tona o tempo todo e a reação deles é quase sempre “que interessante” (ri). Às vezes eles vêem algo nos jornais e vêm me perguntar, mas não é um assunto recorrente. Mas eles sempre me apoiaram.
Eu queria que você falasse um pouco sobre sua primeira empresa. Como vai o Canvas?
Estamos indo bem. É bom diferenciar o Canvas do 4chan, mas estamos trabalhando num software de comunidade, que é um produto e que, além disso, exige que você se registre e se identifique, mesmo você tendo a opção de aparecer como anônimo nos posts. A ferramenta também é diferente, pois tem recursos de edição e remix dentro do próprio sistema, que permitem incluir links externos, vídeos, imagens e outras formas de interação online.
O 4chan foi concebido para ser o site mais simples possível de usar, estamos trabalhando o Canvas da mesma forma, só incluindo recursos mais modernos. E há também o fato do software ser bancado. Eu banquei o 4chan pelos últimos anos e o fórum apenas se sustenta, não fatura milhões de dólares mas também não perde milhões de dólares. É cada vez mais um hobby para mim. Já o Canvas é uma empresa com dinheiro de investidores – nos últimos 14 meses nós arrecadamos US$ 3,6 milhões. E aí com esse dinheiro você começa a ter de pensar em uma equipe, em ritmo de trabalho e é claro, com as expectativas – que, em nosso caso, apostam em uma grande plataforma milhões de jovens meio parecida com o 4chan, mas diferente de muitas formas. É uma experiência muito nova para mim, é a primeira vez em que eu me vejo envolvido com uma equipe de verdade, acionistas, funcionários, todos pensando em construir algo.
É um universo bem diferente do que você lidava quando era apenas do 4chan. Já chegou a se chatear?
Tivemos a sorte de ter um dos melhores financiadores dos EUA. A maior parte do nosso dinheiro foi levantado pelo Fred Wilson, da Union Square, que foi um dos prmeiros a investir no Twitter, na Zynga, no Foursquare. Ele é um cara ótimo e tivemos sorte de pegar um investidor que entende o nosso negócio e quer nos ajudar. Então é justamente o contrário, não dá para ficar chateado: cada vez que você senta para conversar com esses caras, aprende algo novo sobre o mercado, os negócios ou o produto. É um aprendizado diário.
Tanto o Canvas quanto o 4chan apostam na comunicação através de imagens e colagens visuais. Você acha que esse tipo de comunicação – junto com vídeo e voz – podem mudar o aspecto ainda escrito da web?
Acho que você tem razão. A linguagem visual tem um apelo maior. O texto está conosco há muito tempo na web e ele parece, de alguma forma, achatado, sem dimensão e, portanto, enfadonho. Mas com recursos multimídia, qualquer um hoje pode fazer fotos, vídeos ou material em áudio e assim criar experiências multimídia, às vezes até sem perceber.
Eu não vou me surpreender se a linguagem visual – foto e vídeo – se tornar a principal forma de comunicação da internet. Estamos vendo, pelo menos nos EUA, um grande mercado para fotos e vídeos. Em 2004 ou 2005, quando o Flickr e o YouTube apareceram, nós vimos um grande interesse nisso porque as câmeras digitais haviam ficado mais baratas e melhores e isso foi um fator determinante para que o que chamamos de web 2.0 decolasse. As pessoas começaram a entender que um site não precisava ter apenas texto, que poderia ter fotos e vídeos, e começaram a produzir esse tipo de conteúdo. Tenho a sensação de que isso está acontecendo de novo. Não que seja a web 3.0, mas é como se fosse uma segunda corrida do ouro em busca de fazer aplicativos que tenham um apelo maior junto à cultura visual e multimídia.
E, para terminar, há algo que você queira fazer no Brasil, especificamente?
Eu não tenho muitos planos, na verdade. Estou muito animado, pois tenho um amigo que foi para São Paulo há dois anos, Anthony Volodkin…
Sim, do Hype Machine. O entrevistei quando ele esteve por aqui.
O Anthony é ótimo e ele só tinha coisas boas para dizer sobre o YouPix, a cidade e as pessoas que conheceu. Disse que teve uma experiência incrível. Sei que boa parte do público que consome cultura de internet no Brasil é da periferia, que eu sei que existe, mas não conheço nada. Queria ver se consigo fazer algo intenso, um curso intensivo de realidade brasileira.
Escrevi no caderno Internacional do Estadão de hoje sobre o pacote de medidas do governo inglês que pretende tirar os manifestantes de Londres da internet.
Londres ameaça um direito humano, o acesso à internet
O que aconteceu na capital britânica não diz respeito apenas à mobilização online
Revoluções árabes no Facebook, o Twitter incomodando o Irã, a China invadindo e-mails do Google. O universo digital vem andando de mãos dadas com a cena política mundial desde que as redes sociais se tornaram parte da rotina. Houve um tempo em que era comum querer saber qual era a utilidade desse tipo de serviço. Esse tempo passou.
Hoje, as redes sociais fazem parte da comunicação da maior parte dos moradores das grandes cidades. Popularizaram-se tanto quanto os telefones celulares. E por mais que tenham tentado rotular os levantes em Londres como “a revolta BBM” – em referência ao programa de bate-papo dos celulares BlackBerry, que foram usados pelos manifestantes para organizar ataques e fugir da polícia –, o que aconteceu na capital britânica não diz respeito apenas à mobilização online.
Como ocorreu antes nos países árabes, na Espanha, no Chile e até no Brasil (não dá para dissociar o Churrascão da Gente Diferenciada ou as marchas que tomaram a Paulista este ano de suas intenções políticas), as mídias digitais foram utilizadas por ser populares. Se não fossem os celulares e as redes sociais, outras formas de comunicação os substituiriam. Ninguém chamou a Revolução Iraniana, de 1979, de “o levante das fitas cassetes”, ainda que essa mídia tivesse sido usada para mobilizar os cidadãos daquele país.
A tentativa do primeiro-ministro britânico, David Cameron, de banir manifestantes das redes sociais para tentar conter os tumultos não condiz com a tradição democrática daquele país e mais lembra atos de Estados ditatoriais. É censura e controle. Primeiro, tira-se as redes sociais, depois, proíbe-se o uso de celulares e, em pouco tempo, confina-se todos em um gueto. Já vimos essa história.
Numa época em que o acesso à internet é defendido como um direito humano pela própria ONU, tal decisão soa autoritária e drástica. Uma vergonha para a tradição do país.
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Minha coluna no 2 de domingo foi sobre o papel contínuo – e não contido – do artista no século 21, tomando Kassin como exemplo.
A estreia de Kassin
O primeiro disco, depois de muitos
Sonhando Devagar é o primeiro disco solo do músico, cantor, compositor e produtor Alexandre Kassin. É um artista com mais de 15 anos de atuação, com participação em diferentes bandas, trilhas sonoras e que tem até CDs individuais no currículo. São quase duas dezenas de discos com a marca do artista. Então por que o disco de 2011, que pode ser ouvido no site da gravadora (www.coqueiroverderecords.com/kassin/) é considerado seu primeiro trabalho solo?
Talvez porque Kassin seja um dos melhores exemplos, no Brasil, de um novo tipo de artista. Alguém que já entendeu que música, no século digital, não é produto – é processo. Por isso disco, show e canção – antes fundamentos básicos de um músico no século 20 – tornaram-se apenas algumas das peças na construção de uma carreira.
Assim, antes de lançar seu primeiro disco solo, ele já tinha alguns discos no seu nome. O primeiro deles, composto apenas com bases eletrônicas produzidas num GameBoy, foi lançado sob o nome de Artificial. Outro foi lançado sob o nome Kassin + 2, mas que não poderia ser considerado um trabalho individual, e sim do trio + 2, formado por Kassin, Moreno Veloso e Rodrigo Domenico (cada um deles lançou um disco com seu próprio nome).
Também assinou a trilha sonora do anime Michiko e Hatchin, mas preferiu não tratá-la como disco solo. Fora os discos e espetáculos que produziu, de artistas como Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto, Los Hermanos, Mallu Magalhães, Thalma de Freitas, Vanessa da Mata, Grupo Corpo e Terruá Pará.
O novo disco pode ser considerado sua estreia pois ele reúne os conceitos pelos quais passa desde que era só o baixista da banda Acabou La Tequila: rock e ritmos caribenhos, música eletrônica e arranjos sofisticados, ficção científica e timbres anos 80, vida doméstica e Japão. Por quase 15 anos, ele passou sua carreira reunindo referências para criar uma obra contínua, em movimento. Agora, as concentra todas em um mesmo disco, como se, só agora, começasse sua história. E talvez seja isso mesmo.









