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Maior satisfação em deixar o grande Guizado tomar conta das terças-feiras de maio, com a temporada O Multiverso em Colapso, feita durante a gravação de seu próximo disco, no Centro da Terra. O disco foi pré-produzido pelo grande Miranda e deverá ser gravado exatamente no meio do mês, quando a banda formada por Guizado (um time de peso que inclui nomes como os guitarristas Regis Damasceno e Allen Alencar, o baixista Meno Del Picchia no baixo, Zé Ruivo nos sintetizadores e Richard Ribeiro na bateria) recebe diferentes convidados para visitar os multiversos abertos pelo trompetista durante estas quatro terças: na primeira, dia 8, ele reúne Maurício Takara, Negro Leo e Kiko Dinucci; para a segunda, dia 15, ele chamou o rapper Edgar, de Guarulhos; na terceira terça é a vez de uma sessão descarrego com Junior Boca e Thiago França; para terminas na última terça do mês com as presenças de Ava Rocha, Sandra Coutinho das Mercenárias e as meninas do Ema Stoned (mais informações aqui). Conversei com o Guizado sobre este novo trabalho, com influência de free jazz, política e histórias em quadrinhos.

O que é o Multiverso em Colapso?
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Como a temporada se relaciona com o seu próximo disco?
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Fale sobre as noites. Como será a primeira terça-feira?
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Quem é o convidado da segunda terça?
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Quem fará as participações na terceira terça?
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Quem são as convidadas da última terça?
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Quem são os músicos que tocarão em todas as apresentações?
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Em todas as noites vocês tocarão o mesmo repertório?
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Fale sobre o papel do Miranda na pré-produção deste disco?
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Um dos grandes nomes da música popular contemporânea, o músico e compositor Edgard Scandurra é mais conhecido como a força cerebral e emotiva do Ira!, mas tem uma carreira solo paralela que ergue-se tão importante, embora não tão popular, quanto o trabalho de sua banda original. Um dos principais nomes da música paulistana desde os anos 80, Edgard Scandurra trilhou uma carreira solo ímpar, com projetos paralelos, tributos e discos solo que flertam com o rock clássico, o punk, a música eletrônica, o pós-punk, o noise e a canção francesa. Convidei-o para dissecar sua musicalidade solo na programação do Segundamente do mês de maio e ele dividiu suas quatro segundas em quatro shows diferentes: na primeira segunda, dia 7, ele recria seu primeiro disco solo, Amigos Invisíveis, de 1989; na segunda, dia 14, ele volta para o início dos anos 80, quando fez parte das bandas Mercenárias e Smack; na terceira segunda-feira, dia 21, ele visita suas canções de formação apenas no piano e guitarra (indo de Aphrodite’s Child a Eric Carmen) no espetáculo Lembranças Afetivas; e ele finalmente encerra seu mês no Centro da Terra mostrando sua faceta eletrônica ao tocar com os filhos no projeto Benzina aka Scandurra. Conversei com ele sobre estas quatro apresentações, que ele batizou de Operário do Rock (mais informações aqui).

Quando foi que você se viu como um operário do rock?
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Como Operário do Rock virou o o mote da temporada?
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Fale sobre a primeira noite, Amigos Invisíveis.
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A segunda noite é Smack e Mercenárias.
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E a terceira noite? É a primeira vez que você usa esse formato?
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A última noite é do Benzina aka Scandurra. Como ele funcionará ao vivo?
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Quais projetos ficaram de fora dessa temporada?
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Você acredita que a temporada funcionará como uma terapia?
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O sensacional Donald Glover – também conhecido por seu nome de palco Childish Gambino – começa a desvendar seu próximo álbum e mostra que não está pra brincadeira ao lançar o clipe de “This is America”, uma impressionante e arrebatadora provocação sobre violência, racismo, mídia e o controle de armas no Estados Unidos.

Enquanto o país pega fogo, Gambino dança tranquilamente, como se nada estivesse acontecendo (evocando passos do estereótipo racista Jim Crow), mostrando que a mídia disfarça o caos norte-americano com entretenimento alienante inspirado na cultura negra. “Isso é a América”, repete insistentemente no vídeo, “sim, eu vou falar disso”. Não é difícil prever que seu próximo álbum – que ainda não tem nome – definitivamente o colocará em outro patamar.

Foto: Rui Mendes

Foto: Rui Mendes

Prestes a lançar seu sétimo álbum nas vésperas de uma Copa do Mundo, Maurício Pereira não esconde sua paixão pelo futebol e dedica uma faixa inteira de seu Outono no Sudeste, que será lançado ainda este mês, ao belo jogo. “Eu adoro futebol”, me escreve o Pereirão. “Mas o futebol como ele é hoje, veloz, racional, às vezes me enche um pouco o saco. Não sou nostálgico, mas sinto falta de um pouco de fuleiragem, sonho, molecagem.”

“Então um dia – um pouco antes do famoso 7 a 1 – catei um groove do Tonho Penhasco e viajei em cima dele. Pensei no Tião, parceiro clássico do Rivelino no meio campo do Corinthians. Bola no chão, olhar no infinito, cadência, respiro. No arranjo, um toque precioso do Gustavo: a bateria do Biel (Basile) e o baixo do Henrique (Alves) é que iam conduzir o groove, deixando espaço vazio pra a conversa do piano do Pedro (Montagnana) com o violão do Tonho. Nos coros, novamente os Pereirinhas (os filhos de Maurício: Tim, Chico e Manuela) – e de quebra ainda matei a vontade de fazer uma locução de futebol nos moldes do mestre Fiori Gigliotti.”

Ele mostra a futebolística “Quatro Dois Quatro” em primeira mão no Trabalho Sujo – e a ação nas quatro linhas é só mais uma canção que usa o futebol como metáfora para a vida em versos como “buscar o espaço, se apresentar”, “levantar a cabeça e imaginar”, “sentir que tudo tem seu tempo”, “coração é o nosso escudo e um par de asas, o único peso que devemos carregar”, “beber com o inimigo”, “atirar todo o dinheiro pela janela e depois sair correndo atrás dele feito louco”, “perder o medo de perder”, “bola pra frente, sem nostalgia nenhuma”, entre outras pérolas líricas.

O disco foi produzido por Gustavo Ruiz – sugerido por seu filho Tim – e ainda conta com parcerias de Maurício com Skowa, Edson Natale, Lu Horta (a já lançada “Mulheres de Bengalas“) e Arthur de Faria. Eis a capa (da artista plástica Biba Rigo) e a ordem das músicas do novo disco:

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“A Mais (Rubião Blues)”
“Tudo Tinha Ruído”
“Cartas Pra Ti”
“Florida”
“Os Amigos ou O Coração é Um Órgão”
“Mulheres de Bengalas”
“Outono no Sudeste”
“Não Me Incommodity”
“Piquenique no Horto”
“Quatro Dois Quatro”
“Maldita Rodoviária”
“Uma Pedra”

Mogwai no cinema

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Depois de fazer trilhas sonoras para documentários (como a trilha para Atomic: Living In Dread and Promise, lançada como álbum há dois anos), a banda escocesa de pós-rock Mogwai finalmente chega ao cinema ao ser chamada para participar da trilha sonora para o filme norte-americano Kin, um policial com Zoë Kravitz, Dennis Quaid e James Franco no elenco, que chega aos cinemas em agosto. A faixa “Donuts” segue o que se espera do trabalho da banda: um épico instrumental barulhento e melódico, zen e violento, simultaneamente desesperador e esperançoso.

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Mister Kassin, um dos grandes produtores do Brasil, invade a galáxia de Lincoln Olivetti no clipe da faixa-título de seu excelente Relax.

Ave Abba!

abba

O Abba, mítico grupo de pop sueco que dominou o inconsciente coletivo entre os anos 70 e 80 e colocou seu país no mapa da música mundial, anunciou, nesta sexta-feira, uma improvável volta da formação original. O anúncio foi feito através da conta do Instagram da banda:

❤️ #abbaofficial #abba

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A volta partiu de uma turnê virtual do grupo em que os avatares da banda – ou “abbatars”, como o grupo se refere – se apresentavam cantando seus clássicos para plateias ao vivo. A ideia fez que os casais que formam a banda (Agnetha Fältskog e Björn Ulvaeus e Anni-Frid Lyngstad e Benny Andersson) cogitassem a ideia de compor e se reunir como uma banda mais uma vez. São duas novas canções – uma delas chamada “I Still Have Faith In You” – que estrearão no final do ano em um especial para o canal norte-americano de TV NBC.

Que ano doido, hein!

Foto: Fátima Pombo

Foto: Fátima Pombo

Um dos nomes mais ativos da cena carioca, o baterista Marcelo Callado – integrante do grupo Do Amor e ex-baterista de Caetano Veloso – lançou seu segundo disco solo no fim do ano passado, coletando canções de diferentes épocas de sua carreira num ousado álbum duplo. Musical Porém, lançado fisicamente apenas em vinil (além de estar nas plataformas digitais), é uma viagem por diferentes gêneros musicais e formatos de composição em que o músico mostra toda sua amplitude musical. O disco começa a ser mostrado visualmente com o clipe de “Fica”, que ele mostra em primeira mão no Trabalho Sujo:

Aproveitei para bater um papo com o Marcelo sobre este novo disco e saber o que mais ele anda aprontando.

Como Musical Porém começou?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/marcelo-callado-como-musical-porem-comecou

O disco sempre foi pensado como tendo diferentes facetas musicais?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/marcelo-callado-o-disco-sempre-foi-pensado-como-tendo-diferentes-facetas-musicais

O fato do disco em vinil ser duplo divide o álbum em quatro capítulos específicos.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/marcelo-callado-o-fato-do-disco-em-vinil-ser-duplo-divide-o-album-em-quatro-capitulos-especificos

Como aconteceram as participações especiais?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/marcelo-callado-como-aconteceram-as-participacoes-especiais

Como você relaciona esse disco com seus trabalhos anteriores?
Marcelo Callado: Como você relaciona esse disco com seus trabalhos anteriores?

É um disco influenciado por outros discos?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/marcelo-callado-e-um-disco-influenciado-por-outros-discos

Por que lançar em vinil em vez de CD?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/marcelo-callado-por-que-lancar-em-vinil-em-vez-de-cd

Como é esse disco ao vivo? Quem mais toca contigo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/marcelo-callado-como-e-esse-disco-ao-vivo-quem-mais-toca-contigo

E o que mais você anda fazendo, além deste seu disco solo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/marcelo-callado-e-o-que-mais-voce-anda-fazendo-alem-deste-seu-disco-solo

Musical Porém: Faixa a faixa

Aproveitei a conversa com Callado para que ele dissecasse o disco faixa a faixa:

stephen-malkmus

Mais um single do próximo disco de Stephen Malkmus ao lado de seus Jicks, “Refute” convida a ex-baixista do Sonic Youth Kim Gordon para assumir os vocais de uma faixa country sobre relacionamentos.

Essa é a capa do single – o disco só será lançado em maio.

malkmus-refute

Brian-Eno

O papa da música ambient, Brian Eno, revisita sua obra musical de suas instalações áudio-visuais desde 1986 na caixa Music for Instalations, que abrange sua obra neste departamento desde 1986 até hoje. O trabalho é o minimalismo zen que compõe obras como esta “Kazakhstan”:

A caixa, com seis discos, é descrita desta forma por seus produtores.

“Music for Instalations é uma coleção de músicas novas, raras e previamente não lançadas, todas gravadas para Brian Eno utilizar em suas instalações a partir do período de 1986 até hoje (e além). Durante esta época, ele surgiu como o expoente mais importante da música ‘generativa’ em todo o mundo e é reconhecido como um dos principais artistas de instalações áudio-visuais de sua época. Os experimentos visuais de Brian Eno com luz e vídeo provaram ser um território fértil em que muito de seus outros trabalhos cresceram, cobrindo uma abrangência ainda maior de tempo que suas gravações e concorrendo com sua recente produção musical nas décadas mais recentes. Estas obras amplamente aclamadas foram mostradas em todo o planeta – da Biennale de Veneza ao Palácio de Mármore em São Petersburgo ao Parque Ritan em Pequim e nas velas da Casa de Ópera de Sidney. Produzida por Brian e seu velho colaborador Nick Robertson, esta caixa belamente apresentada com seis CDs, limitada e numerada edição de luxo, vem um livro de 64 páginas com capa de Plexiglass apresentando fotografias raras ou nunca vistas, além de um novo ensaio escrito por Eno.”

Mais informações sobre a caixa no site do próprio Brian Eno. Eis a capa e a ordem das faixas nos seis discos:

brianeno-musicforinstalations

Music From Installations (nunca lançado):
“Kazakhstan”
“The Ritan Bells”
“Five Light Paintings”
“Flower Bells”

77 Million Paintings (nunca lançado):
“77 Million Paintings”

Lightness – Music For The Marble Palace (lançado apenas como um CD limitado vendido pela loja online de Brian Eno):
“Atmospheric Lightness”
“Chamber Lightness”

I Dormienti / Kite Stories (lançado apenas como um CD limitado vendido pela loja online de Brian Eno):
“I Dormienti”
“Kites I”
“Kites II”
“Kites III”

Making Space (lançado apenas como um CD limitado vendido pelo site da Lumen):
“Needle Click”
“Light Legs”
“Flora and Fauna / Gleise 581d”
“New Moons”
“Vanadium”
“All The Stars Were Out”
“Hopeful Timean Intersect”
“World Without Wind”
“Delightful Universe”

Music For Future Installations’ (nunca lançado):
“Unnoticed Planet”
“Liquidambar”
“Sour Evening (Complex Heaven 3)”
“Surbahar Sleeping Music”