O dominicano George Lewis Jr., que todos conhecemos como Twin Shadow, começou no fim de 2018 uma redescoberta de suas raízes latinas, mas sem perder o sabor dos sintéticos anos 80 que carrega no DNA de sua musicalidade. Há menos de dois meses ele lançou a balada dançante “Hollow Days” e agora vem com um EP com versões quase idênticas para outra viagem latina, a ensolarada “Broken Horses”. Duas pequenas joias que podem mexer bem com sua discografia se materializadas num disco. “Com o lançamento recebe de ‘Hollow Days’, comecei a explorar os sons do meu país-natal, a República Dominicana”, escreveu para falar do EP mais recente. “Enquanto visitava meus pais em Santo Domingo e passando tempo no campo em San Cristobal onde minha avó cresceu, fiz uma releitura de uma música chamada ‘Broken Horses’. É a próxima fase para mim. A canção americana misturada com guitarras e güiras da música bachata que são a assinatura da República Dominicana.”
Coisa linda, diz aí.
Negro Leo esperou o dia 25 para nos dar de presente E Ninguém Subiu ao Céu, a Não Ser Quem Desceu do Céu, o segundo volume de seu projeto anarcogospel Meu Reino Não é Deste Mundo.
Feliz natal.
Thom Yorke começa “Reckoner” citando “Noite Feliz” no show que sua banda fez em Las Vegas neste sábado.
Boas festas. O Trabalho Sujo entra em modo retrospectiva 2018 a partir desta quarta-feira.
É sempre assim: chega final de ano e Ruban Nielson, o cérebro do Unknown Mortal Orchestra, publica um set de músicas aleatórias que vem compondo, rascunhando e testando na série SB, que começou precedendo seu disco de 2015, Multi-Love, com as primeiras edições (“SB-01” e “SB-02”) e o acompanha a cada fim de ano. No fim de 2017 ele lançou “SB-05“, que pavimentou o caminho para o ótimo Sex & Food lançado no começo do ano e agora termina 2018 misturando groove, psicodelia, jazz e eletrônica, talvez mostrando o rumo que seu grupo irá tomar no ano que vem.
E lembrando que o grupo toca no Brasil no ano que vem (ia ser em janeiro, mas o Lúcio reagendo pra abril, ainda sem data definida). Será que conseguimos assistir parte desta nova mutação da banda?
Bati um papo com Bento Araújo, do Poeira Zine, sobre o novo volume de seu livro Lindo Sonho Delirante na minha coluna Tudo Tanto desta semana – e fica a dica como presente de Natal para quem gosta de música brasileira – leia aqui.
Alan Palomo encerra o ciclo de seu VEGA INTL. Night School, lançado em 2015 por seu projeto solo Neon Indian, com a música “Heaven’s Basement (Theme from 86’d)”, música tema de seu curta 86’d, primeiro filme dirigido por ele, inspirado no cinema nova-iorquino dos anos 80.
O curta vem abaixo:
A quarta edição do festival pernambucano Guaiamum Treloso Rural, que acontece no dia 9 de fevereiro do ano que vem, em Camaragibe (na região metropolitana do Recife) fechou sua escalação ao anunciar as presenças do rapper carioca BK (foto), da psicodelia capixaba do My Magical Glowing Lens, da novidade potiguar Luisa e Os Alquimistas e o músico pernambucano Escurinho, que se juntam aos artistas Cordel do Fogo Encantado, Jaloo, Carne Doce, MC Carol, Ana Frango Elétrico e Marrakesh – um bom apanhado na cena de midstream brasileira, já começando o ano temperando bem para todos os lados. O festival acontece na Fazenda Bem-Te-Vi e os ingressos já estão à venda (mais informações no site do festival).
“Começamos a experimentar a música eletrônica desde o começo da banda, com elementos ainda tímidos”, me explica Eduardo Porto, baterista da banda instrumental Aeromoças e Tenistas Russas, que agora atende apenas pela sigla ATR. Concluindo o EP Mood, que foi lançado parceladamente, na semana passada, ao mostrar a última faixa “Midnight Sunset”, o trio também conclui sua transformação instrumental rumo à eletrônica. “No último lançamento, porém, o compacto “Midi” (de 2017) mergulhamos mais em timbres e descobertas dentro desse universo, com sintetizadores e também bateria eletrônica, somados à guitarra e bateria acústica. No Mood sinto que achamos o que a gente procurava, as composições saíram mais naturalmente, em três dias de imersão num sítio em Piratininga, no interior de São Paulo. Hoje o show é inteiro com a bateria acústica triggada, que soma em todas as músicas os timbres eletrônicos. O Gustavo (Koshikumo) reveza entre guitarra e sintetizador e o Juliano (Parreira) entre baixo e synthbass, assim como acontece nas 4 faixas do EP”.
A mudança alterou completamente o horizonte do grupo e o coloca em um cenário que flutua entre a house francesa e a cena eletrônica da Califórnia, fazendo-o soar mais tranquilo e suave, mesmos nos momentos mais intensos. E mostra os caminhos para o próximo disco: “O EP já dá indícios do que gostamos dentro do universo da música eletrônica, mas pretendemos explorar ainda mais e faremos isso junto a várias pessoas”, continua Eduardo, que explica que o álbum do ano que vem deve assumir esta tendência e aproximará o grupo de vocalistas convidados – e ele já antecipa alguns nomes: “Liniker, Tássia Reis, Zé Vito, Linn da Quebrada, Sara Donato…” Promete.
A gravadora norte-americana Rhino anunciou o relançamento do primeiro disco do New Order, Movement, em uma caixa de discos em versão deluxe – Movement (Definitive Edition) reúne quatro registros que mostram a transformação da banda a partir da morte do vocalista do Joy Division, Ian Curtis – o disco original, dois discos com demos e versões alternativas e um DVD com gravações ao vivo da banda, tanto íntegras de shows quanto programas de TV -, além do vinil com o Movement original, revisitando a arte imaginada pelo designer Peter Saville e um livro de capa dura. O lançamento da caixa acontece no dia 5 de abril e será antecedido por quatro compactos que recriam os quatro singles que a banda lançou à época: “Ceremony (version 1)” com “In a Lonely Place” no lado B (lançado em março de 1981), “Ceremony (version 2)” também pareada com “In a Lonely Place” (relançado no final daquele ano), “Everything’s Gone Green” com “Cries And Whispers” e “Mesh” no lado B (lançado em setembro de 1981) e “Temptation” com “Hurt” no lado B (lançado em maio de 1982).
LP /CD (o disco original)
“Dreams Never End”
“Truth”
“Senses”
“Chosen Time”
“ICB”
“The Him”
“Doubts Even Here”
“Denial”
CD2 (faixas inéditas)
“Dreams Never End (Western Works Demo)”
“Homage (Western Works Demo)”
“Ceremony (Western Works Demo)”
“Truth (Western Works Demo)”
“Are You Ready For This? (Western Works Demo)”
“The Him (Cargo Demo)”
“Senses (Cargo Demo)”
“Truth (Cargo Demo)”
“Dreams Never End (Cargo Demo)”
“Mesh (Cargo Demo)”
“ICB (Cargo Demo)”
“Procession (Cargo Demo)”
“Cries And Whispers (Cargo Demo)”
“Doubts Even Here (Instrumental) (Cargo Demo)”
“Ceremony (1st Mix – Ceremony Sessions)”
“Temptation (Alternative 7″)”
“Procession (Rehearsal Recording)”
“Chosen Time (Rehearsal Recording)”
DVD
Shows
Hurrah’s, NY, 1980
“In A Lonely Place”
“Procession”
“Dreams Never End”
“Mesh”
“Truth”
“Cries & Whispers”
“Denial”
“Ceremony”
Gravado no dia 27 de setembro de 1980.
Peppermint Lounge, NY, 1981
“In A Lonely Place”
“Dreams Never End”
“Chosen Time”
“ICB”
“Senses”
“Denial”
“Everything’s Gone Green”
“Hurt (instrumental)”
“Temptation”
Programas de TV
Granada Studios, 1981
“Doubts Even Here”
“The Him”
“Procession”
“Senses”
“Denial”
BBC Riverside, 1982
“Temptation”
“Chosen Time”
“Procession”
“Hurt (instrumental)”
“Senses”
“Denial”
“In A Lonely Place”
Extras
“Ceremony”, CoManCHE Student Union, 1981
“In A Lonely Place”, Toronto, 1981
“Temptation”, Soul Kitchen, Newcastle, 1982
“Hurt Le Palace”, Paris, 1982
“Procession” Le Palace, Paris, 1982
“Chosen Time”, Pennies, 1982
“Truth”, The Haçienda, 1983
“ICB”, Minneapolis, 1983
A nova edição para o único e raro disco de Amado Maita, relançado pela Patuá Discos em vinil com uma tiragem superior à que ele teve na época, é um dos exemplos desta nova tendência que mostra lojas de discos brasileiras em busca de clássico ou raridades de nosso passado musical para eternizá-los em vinil – escrevi sobre isso em minha coluna Tudo Tanto desta semana, leia aqui.









