Não bastasse a escolha da protagonista ser ótima (Andrea Beltrão parece ter nascido pra viver este papel), a cinebiografia sobre Hebe Camargo (Hebe – A Estrela do Brasil, que estreia em setembro) toca em pontos sensíveis para o Brasil de 2019.
Nesta próxima quarta-feira, dia 3 de julho, às 20h, temos o último papo da série de encontros Todo o Disco, que realizo no Lab Mundo Pensante. Desta vez o papo é com Edgar e seu primeiro disco industrial – Ultrassom o colocou no mapa do pop brasileiro depois de uma série de discos artesanais que prepararam terreno para sua chegada. É o quinto encontro desta série neste ano, e, por duas horas, conversamos apenas sobre o álbum – na primeira hora o papo vai para a concepção, composição, produção e lançamento e na segunda hora ouvirmos o disco com comentários faixa a faixa do próprio Edgar. As inscrições podem ser feitas por aqui e você pode confirmar sua presença aqui.
Que bordoada este novo single do Emicida – e como não bastasse o sample de Belchior e a virulência e delicadez que ele aborda o tema da depressão, “Amarelo” ainda reúne o rapper a Majur e Pabllo Vittar. ““Quando meu irmão Criolo lançou o seu disco ‘Ainda Há Tempo’, uma coisa que me chamou muito a atenção foi a sua liberdade criativa, sua capacidade de ir da densidade à doçura com tanta naturalidade e também como suas palavras soavam como as palavras de um velho amigo que nos alegra ao dizer o que precisamos ouvir para levantar a cabeça e seguir em frente em uma vida muitas vezes difícil”, ele me explica por email. “Todos esses atributos em um único projeto foram edificantes para nóiz. Homenagear esse passo que pudemos assistir nascer de um lugar privilegiado, na extinta Central Acústica é, para mim, uma forma de dizer: ‘Obrigado, Criolo. Você é um mestre’. Também é uma oportunidade de darmos atenção a frase que continua fazendo tanto sentido ainda hoje – atenção – como pede o amarelo dos semáforos, pois ainda há tempo.”
Ele lança mais um disco esse ano – e a partir destes dois primeiros singles (além de “Amarelo” ele também lançou a paulada “Eminência Parda“) dá pra ver que ele não vai pegar leve.
Quando o punk pop é tão inofensivo- e delicioso – que torna-se irreversivelmente pop – e o clipe que as Regrettes fizeram para sua ótima “I Dare You” apenas amplifica a onda boa que o grupo emana.
Demais.
Tiveram a manha de isolar só as partes do contrabaixo do Paul McCartney no disco mais clássico dos Beatles, saca só:
Que momento! No início do século estávamos aprendendo a receber artistas internacionais de pequeno e médio porte no Brasil ao mesmo tempo em que aprenndíamos como funcionavam as cenas independentes fora do país exatamente no momento em que a internet tornava-se uma chave importante para quem trabalha com música por aqui. Neste sentido, os shows que o Yo La Tengo fez no Sesc Pompeia em 2001 (bem como vários outros realizados pela lendária produtora mineira Motor Music), foi um dos marcos mais importantes para quem frequentava São Paulo. O grupo estava lançando seu hoje clássico And Then Nothing Turned Itself Inside-Out e emendou versões de músicas dos Seeds, do Velvet Underground, do Jackson Browne e seu costumeiro rosário de hits. Eu estava começando a cogitar a possibilidade de me mudar para cá e este show (que o blog Pequenos Clássicos Perdidos disponibilizou na íntegra no início do ano) foi um dos momentos cruciais deste período. Que noite!
“Green Arrow”
“Everyday”
“Sugarcube”
“Drug Test”
“Tears Are in Your Eyes”
“From Black to Blue”
“Shaker”
“Cherry Chapstick”
“Saturday”
“You Can Have It All”
“Sudden Organ”
“Deeper Into Movies”
“Tom Courtenay”
“Back in Context”
“Can’t Seem to Make You Mine”
“I Found a Reason”
“Double Dare”
“Somebody’s Baby”
“The Summer”
“Our Way to Fall”
A saga retrô está prestes a ter seu terceiro capítulo revelado e parece ter conseguido fazer a transição da infância à adolescência e se transformar em um filme de terror dos anos 80 – de vez. O último trailer nos enche de referências – e esperanças.
Nesta quarta-feira, dia 19 de junho, às 20h, é dia de dissecar mais um álbum com a presença de seu autor no Lab Mundo Pensante, ali no Bixiga – e desta vez converso com Luiza Lian sobre seu segundo disco, o belíssimo Azul Moderno, um mergulho remixado em questões espirituais e existenciais. É o quarto encontro da série Todo o Disco neste ano, e, por duas horas, conversamos sobre o disco – na primeira hora conversamos sobre a concepção, a composição, a produção e o lançamento para na segunda hora ouvirmos o disco com comentários faixa a faixa da própria Luiza. As inscrições podem ser feitas por aqui e você pode confirmar sua presença aqui. O Lab Mundo Pensante está sorteando um ingresso em sua conta no Instagram, basta acessar o link e seguir as coordenadas.
Duas pontas do indie brasileiro deste século, a princesa do MySpace Mallu Magalhães e o príncipe da sofrência Tim Bernardes, se reúnem numa versão para uma música da carreira solo do vocalista d’O Terno, gravado no quintal do selo Risco.
Fabiana Lian e Vladimir Safatle tinham personalidades públicas muito diferentes quando se encontraram nos anos 90 para registrar o disco que lançam agora, 25 anos depois, chamado Músicas de Superfície. Ela cantava em projetos de música eletrônica e integrava o grupo Mawaca, enquanto ele era estudante de filosofia na USP. De lá pra cá, ela estabeleceu-se como produtora musical, trabalhando em shows de artistas internacionais que vinham ao Brasil, nomes tão diferentes quanto Metallica, Madonna, Television e Jon Spencer Blues Explosion, e criou a escola de negócios de música On Stage Lab (além de ser mãe de Luiza Lian). Ele estabeleceu-se como acadêmico, tornando-se um dos grandes nomes da filosofia brasileira e um dos principais pensadores de esquerda do país. Os dois se reencontraram musicalmente no início do ano e resolveram resgatar as gravações que fizeram entre 1994 e 1998, voltando a fazer shows e finalmente preparando o lançamento do disco de décadas passadas. Entre a música erudita e a canção lírica, os dois encontram-se num lugar muito específico e quase não-pop, embora conquiste pelas camadas densas de romantismo e introspecção. Uma primeira amostra está sendo lançada aqui no Trabalho Sujo, quando os dois mostram o primeiro single, “Sangue e Geometria”. Logo depois os dois contam a história destas Músicas de Superfície (que chega às plataformas digitais na próxima sexta e tem show de lançamento no Blue Note no dia 3 de julho) e falam dos próximos passos.










