Depois que o primeiro ano de curadoria de música no Centro da Terra restabeleceu as segundas-feiras como dia de shows em São Paulo, é a vez de invadirmos as terças-feiras. Ao contrário do Segundamente, que propõe quatro shows diferentes para um artista em um mesmo mês, a terça, ainda sem nome, é mais livre e, ao mesmo tempo, mais tradicional. São temporadas que ficam ao gosto do artista, que usa aquelas terças para experimentar um novo show, mexer com canções novas ou consolidar um formato em experimentação, sem necessariamente dividir as apresentações em quatro momentos diferentes. A princípio as temporadas são de quatro terças-feiras, mas nem isso está rigidamente definido. Para começar as terças-feiras no Centro da Terra, chamei os irmãos Cappi – Marinho e Fernando, guitarristas do Hurtmold -, que estão às vésperas de lançar seu primeiro álbum – e usam a temporada para burilar sobre este projeto, focado em canções. Na primeira terça, dia 6, eles convidam o produtor Ricardo Pereira. Na segunda terça, dia 13, eles chamam seus compadres de banda Marcos Gerez e Maurício Takara. No dia 20, o convidado é o grande rabequeiro suíço Thomas Rohrer, e a temporada se encerra dia 27, com a participação da querida Juliana Perdigão. Os quatro shows lidam com o mesmo repertório, que vai sendo retrabalhado a cada nova semana. Conversei com os dois sobre esta temporada, que eles batizaram de Terça-Fera.
Como surgiu o MdM Duo?
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Como a temporada Terça Fera funcionará em relação ao disco de estreia?
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Como serão as quatro noites e quem são os convidados?
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Vocês vão mexer muito no repertório de cada noite?
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Vocês vão mostrar material inédito?
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“Parece que passou muito rápido mas ao mesmo tempo parece que foi há muito tempo, porque muita coisa aconteceu!” Bárbara Eugenia resume não apenas o sentimento de seus dez anos de carreira, mas de toda uma década que abalou a todos. No mesmo período em que se firmou como cantora e compositora houve uma mudança cultural e social violenta que, de uma forma ou de outra, está refletida em seu trabalho. É esta transformação que ela coloca em prática na primeira temporada do Segundamente deste ano, quando, nas quatro segundas-feiras de março, ela visita momentos diferentes da sua carreira, priorizando as parcerias. No dia 5, ela abre o mês ao lado de Tatá Aeroplano, mostrando o Vida Ventureira que gestaram na primeira temporada do Centro da Terra do ano passado, quando eles mostraram o disco em primeira mão na celebração dos quinze anos de carreira do músico paulista – que desta vez vem ao palco com a banda completa, com Dustan Gallas, Júnior Boca e Bruno Buarque. No dia 12 é a vez de ela voltar a se reunir com Fernando “Chankas” Cappi, guitarrista do Hurtmold, com quem ela compôs o disco Aurora, fortemente influenciado pela canção beatle. No dia 19 ela se reúne a Pedro Pastoriz para reeditar mais uma versão de seu projeto de intérprete Lovely Hula, recriando clássicos pop em versões luau. E a temporada termina no dia 26 com uma retrospectiva de seus quatro discos individuais, incluindo um que ainda não viu a luz do dia. Conversei com a Bárbara sobre este momento de sua carreira e como ele se reflete neste março no Centro da Terra.
Qual balanço que você faz sobre essa primeira década?
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Quando você pensou na temporada já sabia que queria?
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O que ficou de fora e poderia ter entrado?
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Qual a expectativa de fazer esses shows no Centro da Terra?
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E sobre o último show, do disco novo, o que dá pra adiantar?
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O já tradicional festival de jazz que o curador Ilhan Ersahin, dono da casa noturna nova-iorquina Nublu, realiza sempre no início do ano no Sesc Pompeia e no Sesc de São José dos Campos anunciou suas atrações deste estranho 2018: o quarteto britânico Sons of Kemet, o nigeriano Seun Kuti acompanhado de um das clássicas bandas de seu pai Fela (a Egypt 80), os brasileiros G T’Aime e Bebel Gilberto, o grupo inglês Morcheeba e a musa sueca Neneh Cherry. O festival acontece entre os dias 15 e 17 deste mês e os ingressos já estão à venda (mais informações aqui)
O som sossegado e a vibe ensolarada dão a tônica do novo single do produtor pernambucano Paes, que está prestes a lançar seu segundo disco solo, que antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo com o single “Mais Além”, com clipe dirigido pelo artista gráfico Raul Luna. “Quando musiquei este poema (da atriz, poeta e fotógrafa Camila van der Linden), construí com bandas distintas, arranjos bem diferentes. O primeiro – ainda com Barro, Rapha B e Rafael Gadelha na banda – era uma espécie de brega modernoso. O segundo momento – já com Cassio Sales nas baquetas – se tornou um pop rock tribal, por conta dos tambores da bateria marcantes. Testamos ela em shows. Quando comecei a gravar meu novo disco com Arthur Dossa e Cássio, desenvolvemos um arranjo mais minimalista, preciso e direto, como segue todo o mood do álbum.” O disco completo sai ainda este mês
Completando dezessete anos de carreira neste ano, o compositor e cantor Wado decidiu capturar um balanço de sua carreira em um show gravado ao vivo que será lançado na próxima sexta-feira. Ao Vivo no Rex reúne catorze faixas e depoimentos de amigos e parceiros, como Zeca Baleiro, André Abujamra, Curumin, entre outros, além da participação de Otto em uma das músicas. Nascido em Santa Catarina e morador das Alagoas desde antes da virada do século, Wado é um dos principais nomes da nova música brasileira e aproveita o registro ao vivo como uma entressafra entre seu disco mais recente (Ivete, em que pesquisava as células de ritmo da axé music) e o próximo álbum (um disco de sambas, que ainda vai ser gravado). A capa e a ordem das músicas está embaixo, logo após o papo que tive com ele sobre este novo momento de sua carreira.
Como surgiu a ideia de gravar um disco ao vivo?
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Como você idealizou o show? Por que escolheu o Rex?
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Como foi a escolha do repertório? E as participações especiais?
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Qual balanço de sua carreira até aqui que você faz a partir deste disco?
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Como você vê a atual fase da música brasileira?
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Há algum novo trabalho em andamento?
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“Sexo”
“Um Passo à Frente”
“Sotaque”
“Estrada”
“Alabama”
“Filhos de Gandhi”
“Terra Santa”
“Com a Ponta dos Dedos”
“Rosa”
“Crua” (participação de Otto)
“Surdos de Escolas de Samba”
“Tarja Preta/Fafá”
“Cidade Grande”
“Fortalece Aí”
Em menos de um mês teremos mais um disco do Yo La Tengo entre nós e depois de mostrar quatro faixas do ainda inédito There’s a Riot Going On, o trio de Hoboken revela mais uma nova canção, a deliciosa pérola “For You Too”:
Que beleza…
O produtor carioca Alexandre Kassin lançou seu terceiro álbum, Relax, no Japão em 2017 – e agora prepara-se para mostrá-lo por aqui, puxando o lançamento, com a versão que fez ao lado de Clarice Falcão para “Something Stupid” – imortalizado nas vozes de Frank e Nancy Sinatra -, na versão feita nos anos 60 pela dupla Leno e Lilian. O disco ainda conta com participações do soulman Hyldon e da banda portuguesa Orelha Negra e tem previsão de ser lançado por aqui no final de março, pelo selo Lab 344.
Conversei com a Rita Oliva sobre como vai ser a segunda edição do espetáculo Tempo Espaço Ritual, criado por sua persona Papisa, quando ela toca acompanhada pelas musas Larissa Conforto, Silvia Tape, Laura Wrona e Luna França em mais uma edição do ritual sagrado feminino que ela concebeu para o Centro da Terra em 2017 e agora repete-se nesta segunda (mais informações aqui). O espetáculo faz parte da criação e concepção do primeiro álbum de estreia da cantora e compositora.
O que aconteceu com a Papisa entre o primeiro e este novo ritual?
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Há muitas mudanças entre os dois eventos?
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Como realizar o primeiro espetáculo no Centro da Terra guiou sua carreira?
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Como está o processo de criação e composição do novo álbum?
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Há previsões para a realização de novos rituais?
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Os rappers Emicida e Tassia Reis, o publicitário Ian Black, o sociólogo Tulio Custodio e a advogada Mayara Souza, do grupo Negras Empoderadas, falam sobre a importância do novo filme da Marvel do ponto de vista da representatividade negra, em uma reportagem que fiz para a revista Trip:
Todos concordam que o filme faz parte de uma tendência maior, que torcem para continuar em voga. “Vai ser incrível poder contar nossas histórias sem os nossos estereótipos, esse peso que o racismo nos coloca para que as pessoas tenham um lugar”, continua Tássia. “Mas falando só de filmes de super-herói, já é muito interessante porque são anos de ausência de representatividade, que pra muita gente pode parecer besteira, porém, só quem cresceu tendo que se enxergar em outros personagens sabe como é. Essa infância que pode ir no cinema e ver essa história, já fica com um pingo de esperança para seguir.”
“Para quem sempre viu seus pares em papéis secundários e toda a sorte de ausência de protagonismo — “black dude dies first”, já dizia o trope —, Pantera Negra aparece como um contêiner de compensações, com um herói e tudo o que o cerca com o mesmo peso só visto em heróis brancos como Thor, Homem-Aranha, Homem de Ferro e Capitão América”, comemora Ian.
Tulio arremata que o filme não é o início de uma fase e, sim, o fim de outra. “O filme — e a importância que vem adquirindo na sua divulgação —, é consequência de um movimento anterior ter fortalecido tanto por outras produções, como a série Luke Cage, debates públicos e o riquíssimo material criado por ‘independentes’, como Issa Rae, na série Insecure, e Donald Glover, na série Atlanta.”
Leia a íntegra aqui.
Sem conseguir ficar de pé, Phil Collins faz um ótimo show no estádio do Palmeiras neste sábado em São Paulo – que, de quebra, teve um Pretenders afiadíssimo. Escrevi sobre as apresentações lá pro UOL.










