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wilco-2019

Perdeu o show que o Wilco transmitiu ao vivo domingo passado direto do Brooklyn Steel, em Nova York? Não tem problema, ele segue online. E que show…

Sai fumaça no solo de “Impossible Germany”, repara na virada do 1:22 pro 1:23 – tá louco!

“Bright Leaves”
“Before Us”
“Company in My Back”
“War on War”
“One and a Half Stars”
“Handshake Drugs”
“You and I”
“Hummingbird”
“Someone to Lose”
“White Wooden Cross”
“Via Chicago”
“Laminated Cat”
“Random Name Generator”
“On and On and On”
“We Were Lucky”
“Love Is Everywhere (Beware)”
“Impossible Germany”
“Box Full of Letters”
“Everyone Hides”
“I’m Always in Love”
“Heavy Metal Drummer”
“I’m the Man Who Loves You”
“Hold Me Anyway”
“Misunderstood”

Bis
“An Empty Corner”
“Red-Eyed and Blue”
“I Got You (At the End of the Century)”
“Outtasite (Outta Mind)”
“I’m a Wheel”

sabesom-

Eis a continuação do papo que tive com o compadre Thiago França no segundo episódio de seu podcast Sabe Som?, e, portanto, o terceiro episódio. Ainda nos mantivemos no tema “polêmico” da vez – o conceito de música boa – para dar brechas sobre discussões que envolvem sensibilidade, nostalgia, mercado e contexto – e, mais uma vez, tivemos as participações dos broders GG Albuquerque e Lucas Prata, o Caju.

liz-phair-good-side

Musa indie norte-americana dos anos 90, Liz Phair volta a trabalhar com o produtor de seus três clássicos – Exile on Guyville, Whip-Smart e Whitechocolatespaceegg – e anuncia que lançará um novo disco no primeiro semestre do ano que vem, ao mostrar o primeiro single “Good Life”, neste sexta-feira:

E parece que está num bom caminho.

Foto: Rogério Von Kruger

Foto: Rogério Von Kruger

O baterista do grupo Do Amor Marcelo Callado lança o clipe de “Meu Sol”, o terceiro de seu disco solo mais recente, Caduco, em primeira mão no Trabalho Sujo. “Inicialmente, a letra era um poema para a mulher que amo, e tinha feito a harmonia e melodia para a introdução e para parte cantada, mas achava que faltava algo”, lembra o compositor carioca. “Mostrando pro Ricardo numa troca de emails, ele logo fez o final instrumental da canção, que dá todo um tom emocionante, grandioso e solar ao lance.”

Isso foi o ponto de partida pra ideia central do clipe, dirigido por Claudio Tammela, que deu a ideia de filmá-lo no Parque Shangai, na Penha, um dos últimos parques de diversão do Rio de Janeiro. “Fizemos a filmagem em uma tarde chuvosa de domingo, onde todo o brilho, ficava por conta da máscara de sol, feita pelo artista Vidi Descaves, e vestida pela querida amiga Priscilla Walter”, lembra Marcelo.

Lana-Del-Rey-Joan-Baez

Na turnê de divulgação de seu ótimo Norman Fucking Rockwell, nossa querida Lana Del Rey está revisitando os clássicos. Começou quando ela convidou Sean Lennon, o filho de John Lennon e Yoko Ono, para dividir a faixa que os dois gravaram juntos em seu disco anterior, Love, “Tomorrow Never Came”, em sua apresentação no Jones Beach Theatre, anfiteatro ao ar livre perto do Nova York, no dia 21 do mês passado…

Depois, no dia 2 deste mês, eem Seattle, ela estreou uma versão para “For Free”, de Joni Mitchell, que acabou incluindo no repertório da turnê…

E pra finalizar, no domingo passado, num mesmo show em Berkley, na Califórnia, ela primeiro chamou outro filho de outra lenda: Adam Cohen, filho do velho Leonard, a acompanhou na clássica “Chelsea Hotel”, uma das pérolas do repertório de seu pai…

…Depois foi a vez de ela chamar ninguém menos que a lenda Joan Baez, com quem dividiu a faixa-título de seu disco de 1975, “Diamonds & Rust”, deixando-a depois tocar, sozinha, “Don’t Think Twice, It’s All Right”.

Nada mal, Lana…

stipe-

O vocalista do R.E.M. finalmente está de volta – e sai da toca depois de terminar com sua clássica banda há oito anos com a faixa “Your Capricious Soul”, publicada gratuitamente em seu site, em que ele pede para que seus fãs a comprem por 77 centavos de dólar para arrecadar fundos para a entidade Extinction Rebellion, que organiza protestos não-violentos contra a crise climática que o planeta atravessa. ”

É uma estranha canção folk que consegue fugir do que podíamos esperar de uma faixa solo de um ex-integrante do grupo, que ganha tons ainda mais inusitados com um naipe de metais, guitarra e teclados elétricos e um vocal quase em falsete – mas o grau de estranheza de “Your Capricious Soul” equivale ao de beleza. Ele escreveu ao lançar a música na semana passada: “Tive um longo intervalo em relação à música e queria pular de volta. Amo ‘Your Capricious Soul’ – é meu primeiro trabalho solo. Queria acrescentar minha voz à essa excitante mudança de consciência. A Extinction Rebellion me incentivou a lançá-la em vez de esperar. Nossa relação com o meio ambiente é uma preocupação de toda uma vida e agora eu me sinto esperançoso e otimista, até. Acredito que possamos realizar a mudança que precisamos para melhorar nosso belo planeta, nossa presença e nosso lugar nele.”

Uma canção ainda é pouco, queremos mais.

wilco2019

E esse disco novo do Wilco, hein? Ode to Joy é uma espécie de Sky Blue Sky desta estranha e familiar nova fase do grupo, coroando uma década em que o grupo de Jeff Tweedy experimenta compor para além do formato rock, como se buscasse, nesta negação, sua essência, deixando de lado aquilo que considera como acessório ou facilmente datável.

Ainda não dá pra cravar se é um novo clássico, mas é o melhor disco do grupo desde, justamente, o Sky Blue Sky.

Wilco-Ode-To-Joy

“Bright Leaves”
“Before Us”
“One and a Half Stars”
“Quiet Amplifier”
“Everyone Hides”
“White Wooden Cross”
“Citizens”
“We Were Lucky”
“Love Is Everywhere (Beware)”
“Hold Me Anyway”
“An Empty Corner”

nickcave

O bardo australiano Nick Cave, sempre escudado pelos fiéis Bad Seeds, evoca os espíritos de Scott Walker e Leonard Cohen para manter seu filho intacto no tocante Ghosteen.

O novo disco consegue apertar ainda mais que seu predecessor Skeleton Tree, de 2016, contemporâneo da morte de seu filho adolescente, mas não inspirado por ele. Em Ghosteen, escrito após sua pior perda, ele encerra o ciclo iniciado com o pesado Push the Sky Away, de 2013, vendo esperança num futuro sem esperança, colorindo sem ironia e com arranjos assustadores e belíssimos um cenário que antes era só trevas, nos guiando para um novo lugar depois que o pior já aconteceu.

“Está acontecendo de novo!”

twinpeaks

Começou com um tweet nostálgico de David Lynch, lembrando do lugar onde filmou sua clássica série, no meio do mês passado:

“Caros amigos do Twitter, eu amo as pessoas em King County. Amo as locações em King County. Arrumamos um lugar perfeito para filmar Twin Peaks e as pessoas perfeitas para trabalhar com a gente. Tanto Dow Constantine quanto Kate Becker são ótimos! No fim das contas, isso tornou filmar Twin Peaks ali um sonho.”

Mas daí que, no dia 29 de setembro, surge este tweet do Hollywood Horror Museum, que dizia:

“Alguém que nós conhecemos que ‘está por dentro’ deixou escapar algo bem interessante sobre o futuro de Twin Peaks. Se for verdade, estaremos rindo e excitados com 2020!”

E continuava:

“Não queremos meter ninguém em apuros (apenas por ser estúpido o suficiente para nos contar!). Então não podemos falar mais até que ELES falem, mas isso não é só um boato.”

E mais:

“Tudo que podemos dizer é que as pessoas que cuidam disso estão preparando algo grande pra 2020. Até que elas falem disso, teremos que ficar quietos.”

Não custa mencionar que filha de Lynch, Jennifer, faz parte do conselho deste museu do horror em Hollywood, Los Angeles. No dia seguinte, dia 30, o ator Michael Horse, o xerife Hawk, publica uma foto de seu personagem nos anos 90 vendo um pedido para manter silêncio em sua conta no Instagram.

E no dia seguinte, dia 1° de outubro, Kyle MacLachlan, o eterno Agente Cooper, twitta o seguinte:

“Amo este terno elegante, mas estou pensando em donuts nesta manhã.”

Neste domingo, dia 6 de outubro, completam exatos cinco anos que David Lynch e Mark Frost anunciaram a terceira temporada de sua série, algo que era considerado impossível e inconcebível e se revelou a grande obra de arte do século 21 até agora. Será que veremos a quarta temporada em 2020? Um filme? Uma versão em realidade virtual? Ou em ASMR? Ou é só um truque pra vender mais uma edição deluxe do Blu-ray?

happening

ESTÁ ACONTECENDO DE NOVO!? SERÁ POSSÍVEL?

Laerte nos cinemas

acidadedospiratas

O filme A Cidade dos Piratas, dirigido por Otto Guerra (mesmo diretor do ótimo Wood & Stock – Sexo, Orégano e Rock’n’Roll, inspirado na obra de Angeli), traz para o cinema o universo mental deste grande ícone da cultura nacional, a intelectual do traço Laerte Coutinho: seus personagens, seu traço, sua ironia, sua finesse… Parece ótimo.

A estreia está marcada para o último dia deste mês.