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Foto: Manoela Meyer

Foto: Manoela Meyer

Célebre autora de obras intrinsecamente ligadas ao dia a dia do paulistano, como o Masp e o Teatro Oficina, a arquiteta Lina Bo Bardi é homenageada pela Trupe Chá de Boldo no primeiro lançamento do grupo em 2020, o EP Viva Lina. São cinco faixas que festejam a importância da artista paulistana e falam da relação que a arquiteta tem com a própria banda, que escolheu o Trabalho Sujo para lançar o primeiro single, “À Lina”, cujo clipe, gravado no próprio Oficina, você vê em primeira mão abaixo. O disco será lançado no último dia deste mês.

Também bati um papo com alguns dos integrantes da banda, que fará o show de lançamento no teatro do Sesc Pompeia (outra obra da Lina) no próximo dia 8 de fevereiro (mais informações aqui).

corpocontinente

Céu aprofunda-se na viagem de Apká, levando seu disco para outras dimensões, no clipe da ótima “Corpocontinente”, que ainda traz Edgar como coadjuvante de uma viagem surrealista.

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O cantor e compositor escocês Badly Drawn Boy volta a dar as caras depois de sete anos sem lançar discos novos – e com um ótimo single, “Is This a Dream?”.

Tem lá seu lamento nostálgico desnecessário que paira sobre a faixa (e, claro, ecoa com grande parte dos velhos fãs), mas a doçura da melodia é superior a isso.

discos2020-cultura

2020 começou à toda e eu falei com o programa Metrópolis da TV Cultura sobre alguns dos discos esperados para o ano

vovobebe2020

Mais um sinal de vida do jovem PDC, que lançou o primeiro single (“Briga de Família“) de seu novo disco aqui no Trabalho Sujo, e agora ressurge com a regravação de “Êxodo”, que havia gravado em seu álbum anterior, Coração Cabeção, e que desta vez ressurge com o auxílio luxuoso da parceira Ana Frango Elétrico.

Compare a nova versão, que estará no disco que ele lança ainda no início deste 2020, com a do disco que lançou em 2017.

O grupo BaianaSystem dá as boas vindas a 2020 com mais uma parceria com a dupla conterrânea Antonio Carlos e Jocafi, um dos principais convidados de seu ótimo disco mais recente, O Futuro Não Demora, um dos melhores discos do ano passado. “Miçanga” já vinha sendo cantarolada por Russo Passapusso nos shows mais recentes da banda, mas agora, isolada e com uma espinha dorsal própria – e produção de Daniel Ganjaman -, a faixa ganha um tempero latino e uma malemolência que segue o clima pé no chão do disco de 2019, feita sob encomenda para a trilha sonora do filme moçambicano do diretor João Ribeiro Avó Dezanove e o Segredo do Soviético, baseado no livro do autor angolano Ondjaki.

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A menina-prodígio do ano passado começa o novo recuperando a deliciosa balada “Everything I Wanted” com a qual encerrou 2019. A novidade é que ela desta vez dirige o clipe (e o carro que o protagoniza) da canção dedicada a seu irmão, Finneas, melhor amigo e um de seus principais colaboradores. “Finneas é meu irmão e meu melhor amigo. Não importa as circustâncias, sempre estaremos lá um para o outro”, escreve logo no início do clipe.

Achei fofo.

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Outra grande estrela de 2019, Rosalía passou o ano passado colhendo a boa safra que surgiu a partir de seu disco de 2018, o ótimo El Mal Querer, e já entra em 2020 disposta a não deixar ninguém recuperar o fôlego. No novo single “Juro Que” ela segue fundindo passado e futuro de seu ponto de vista espanhol, fazendo o mínimo de concessão possível (legendas) ao inglês.

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O humor inglês fica um tanto sem graça com a partida do lendário Monty Python Terry Jones.

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Ninguém esperava por essa: o Radiohead acaba de lançar sua própria biblioteca pública, mastigando todo seu conteúdo online de bandeja para os fãs. E não estou falando só de discos e clipes – o grupo reuniu num mesmo acervo online inúmeros shows, produtos de marketing e camisetas de diferentes fases (que começarão a ser vendidas online no dia 4 de fevereiro), gravações raras, entrevistas e conteúdo digital que criaram nestas décadas de atividade, como os curtas da série The Most Gigantic Lying Mouth of All Time, o disco de remixes e o aplicativo que fizeram para o disco The King of Limbs, transmissões feitas pela internet e um acervo digital para seus próprios sites, labirintos online que faziam os fãs se perder semanas online antes do lançamento de novos discos.

https://twitter.com/radiohead/status/1219198732098510848

“O Radiohead.com sempre foi irritantemente desinformativo e imprevisível”, disseram em suas redes sociais ao anunciar a biblioteca, “agora nós, de forma previsível, o tornamos incrivelmente informativo”. O Radiohead foi a banda que melhor soube utilizar a internet para divulgar seu trabalho, avançando diferentes fases de sua carreira pelas fronteiras digitais conhecidas, moldando-se às mudanças que aconteciam na internet. Desde os boatos que Kid A teria sido vazado na internet três meses antes de seu lançamento pela própria banda até o lançamento repentino de In Rainbows, que permitia que o público baixasse o disco pagando o preço que quisesse (inclusive nada), passando por apagões em mídias sociais e um disco distribuído via torrent. A biblioteca vem consolidar esta vanguarda do grupo, organizando sua história de forma didática e cutucando essa época bizarra que vivemos ao levantar as bandeiras da biblioteca – numa época em que o estudo e o intelectualismo parece que são falhas de caráter -, da gratuidade – você tem todo o conteúdo livre para desfrutar, sem pagar nada – e do serviço público. O site ainda permite que se crie uma carteira intransferível de sócio da biblioteca – muito foda. Já fez a sua? Faça aqui.