Com a segunda parte de Sobre os Prédio que Derrubei Tentando Salvar o Dia, o grupo carioca Def se afirma como uma das melhores surpresas do indie rock brasileiro. Recuperando uma tradição perdida na virada do século, quando o adjetivo emo roubou o ar de melancolia do indie rock dos anos 90 (que ecoava tanto nas demos dos Los Hermanos e do Vídeo Hits, mas era sintetizada no grupo campineiro Astromato), o grupo liderado por Deb F chora perdas, quedas e vacilos alheios sobre um entrelaçamento perfeito entre guitarras (a cargo de Deb e Eduarda), baixo (Victor Oliver) e bateria (Dennis Santos) num dos grandes discos de 2019.
O encontro de Gilberto Gil com o BaianaSystem vai acontecer de graça e em Salvador, imagina só! O show faz parte da série Encontros Tropicais e acontece no dia 3 de novembro, no Parque de Exposições e terá abertura de Ministério Público e Luedji Luna (mais informações aqui).
“Tiny Desk é tipo um dos meus cantos favoritos da internet”, disse Taylor Swift ao começar seu set de quatro canções no palco indie Tiny Desk Concert, que a rede de rádio pública norte-americana NPR traz artistas de pequeno e médio porte para mostrar suas canções de forma mais livre e despojada.
Ela aproveitou para mostrar músicas de seu disco mais recente, o ótimo Lover, como elas foram compostas – ou ao violão ou ao piano – e também acendeu uma discussão sobre a presença de uma gigantesca popstar em um programa público dedicado a artistas que prezam mais pela arte que pelo comércio. O mainstream está mais uma vez invadindo o underground ou é uma oportunidade de um público maior conhecer um espaço raro?
Olha que maravilha: os Flaming Lips vão lançar uma versão orquestrada – com coral! – para seu clássico de 1999, The Soft Bulletin (também conhecido como seu melhor disco). O disco, batizado de The Soft Bulletin: Music and Songs by The Flaming Lips featuring the Colorado Symphony with conductor André de Ridder, será lançado no final de novembro, já está em pré-venda e o grupo antecipou a faixa de abertura, “Race for the Prize”, só pra dar um gostinho…
Bicho…
A melhor banda punk de Los Angeles, o grupo X, anuncia o lançamento do primeiro single inédito desde 1985, “Delta 88 Nightmare”. O grupo resolveu regravar canções de sua era de ouro, entre 1977 e 1985, quando a banda ainda contava com sua formação clássica: o casal Exene Cervenka, a vocalista, e John Doe, o baixista, o guitarrista Billy Zoom e o baterista D.J. Bonebrake. A primeira faixa vai virar um compacto em vinil com “Cyrano De Berger’s Back” como lado B que já está em pré-venda e foi lançada com direito a clipe dirigido por Henry Mortensen, filho de Exene com seu segundo marido, o ator Viggo Mortensen.
Pra quem não conhece a banda, um ótimo ponto de partida é o documentário, X: The Unheard Music, lançado em 1986, um ano após a saída de Billy Zoom do grupo.
Que banda!
O outro fiel escudeiro de Siba finalmente chega ao disco. Fazendo o contraponto temporal à essência tradicional de Mestre Nico, o guitarrista Lello Bezerra explora seu instrumento para horizontes muito mais amplos que os que experimenta ao lado do mestre guitarrista. Em seu primeiro disco solo, Desde Até Então, o pernambucano desconstrói a noção de tempo usando apenas seu instrumento e variações de ritmo. Um disco minimalista e experimental, mas ao mesmo tempo cheio e familiar, buscando melodias perdidas no inconsciente coletivo enquanto as espatifa em milhares de pedaços sônicos que reconstrói digitalmente ou usando apenas a eletricidade – há uma conversa nítida entre seu trabalho e de instrumentistas contemporâneos como o próprio Siba, Kiko Dinucci e Fernando Catatau, mas Lello prefere ir para além da canção e estilhaçar a melodia, de olho no futuro. Coisa séria.
“Bairro Kennedy”
“Desde até então”
“Estrangeiro de todo lugar”
“Mãe e Madrasta”
“Maria Marcionilia”
“Urf dos estados emocionais atuais”
“Vida em Virgulas”
Perdeu o show que o Wilco transmitiu ao vivo domingo passado direto do Brooklyn Steel, em Nova York? Não tem problema, ele segue online. E que show…
Sai fumaça no solo de “Impossible Germany”, repara na virada do 1:22 pro 1:23 – tá louco!
“Bright Leaves”
“Before Us”
“Company in My Back”
“War on War”
“One and a Half Stars”
“Handshake Drugs”
“You and I”
“Hummingbird”
“Someone to Lose”
“White Wooden Cross”
“Via Chicago”
“Laminated Cat”
“Random Name Generator”
“On and On and On”
“We Were Lucky”
“Love Is Everywhere (Beware)”
“Impossible Germany”
“Box Full of Letters”
“Everyone Hides”
“I’m Always in Love”
“Heavy Metal Drummer”
“I’m the Man Who Loves You”
“Hold Me Anyway”
“Misunderstood”
Bis
“An Empty Corner”
“Red-Eyed and Blue”
“I Got You (At the End of the Century)”
“Outtasite (Outta Mind)”
“I’m a Wheel”
Eis a continuação do papo que tive com o compadre Thiago França no segundo episódio de seu podcast Sabe Som?, e, portanto, o terceiro episódio. Ainda nos mantivemos no tema “polêmico” da vez – o conceito de música boa – para dar brechas sobre discussões que envolvem sensibilidade, nostalgia, mercado e contexto – e, mais uma vez, tivemos as participações dos broders GG Albuquerque e Lucas Prata, o Caju.
Musa indie norte-americana dos anos 90, Liz Phair volta a trabalhar com o produtor de seus três clássicos – Exile on Guyville, Whip-Smart e Whitechocolatespaceegg – e anuncia que lançará um novo disco no primeiro semestre do ano que vem, ao mostrar o primeiro single “Good Life”, neste sexta-feira:
E parece que está num bom caminho.
O baterista do grupo Do Amor Marcelo Callado lança o clipe de “Meu Sol”, o terceiro de seu disco solo mais recente, Caduco, em primeira mão no Trabalho Sujo. “Inicialmente, a letra era um poema para a mulher que amo, e tinha feito a harmonia e melodia para a introdução e para parte cantada, mas achava que faltava algo”, lembra o compositor carioca. “Mostrando pro Ricardo numa troca de emails, ele logo fez o final instrumental da canção, que dá todo um tom emocionante, grandioso e solar ao lance.”
Isso foi o ponto de partida pra ideia central do clipe, dirigido por Claudio Tammela, que deu a ideia de filmá-lo no Parque Shangai, na Penha, um dos últimos parques de diversão do Rio de Janeiro. “Fizemos a filmagem em uma tarde chuvosa de domingo, onde todo o brilho, ficava por conta da máscara de sol, feita pelo artista Vidi Descaves, e vestida pela querida amiga Priscilla Walter”, lembra Marcelo.










