“Tiny Desk é tipo um dos meus cantos favoritos da internet”, disse Taylor Swift ao começar seu set de quatro canções no palco indie Tiny Desk Concert, que a rede de rádio pública norte-americana NPR traz artistas de pequeno e médio porte para mostrar suas canções de forma mais livre e despojada.
Ela aproveitou para mostrar músicas de seu disco mais recente, o ótimo Lover, como elas foram compostas – ou ao violão ou ao piano – e também acendeu uma discussão sobre a presença de uma gigantesca popstar em um programa público dedicado a artistas que prezam mais pela arte que pelo comércio. O mainstream está mais uma vez invadindo o underground ou é uma oportunidade de um público maior conhecer um espaço raro?
Olha que maravilha: os Flaming Lips vão lançar uma versão orquestrada – com coral! – para seu clássico de 1999, The Soft Bulletin (também conhecido como seu melhor disco). O disco, batizado de The Soft Bulletin: Music and Songs by The Flaming Lips featuring the Colorado Symphony with conductor André de Ridder, será lançado no final de novembro, já está em pré-venda e o grupo antecipou a faixa de abertura, “Race for the Prize”, só pra dar um gostinho…
Bicho…
A melhor banda punk de Los Angeles, o grupo X, anuncia o lançamento do primeiro single inédito desde 1985, “Delta 88 Nightmare”. O grupo resolveu regravar canções de sua era de ouro, entre 1977 e 1985, quando a banda ainda contava com sua formação clássica: o casal Exene Cervenka, a vocalista, e John Doe, o baixista, o guitarrista Billy Zoom e o baterista D.J. Bonebrake. A primeira faixa vai virar um compacto em vinil com “Cyrano De Berger’s Back” como lado B que já está em pré-venda e foi lançada com direito a clipe dirigido por Henry Mortensen, filho de Exene com seu segundo marido, o ator Viggo Mortensen.
Pra quem não conhece a banda, um ótimo ponto de partida é o documentário, X: The Unheard Music, lançado em 1986, um ano após a saída de Billy Zoom do grupo.
Que banda!
O outro fiel escudeiro de Siba finalmente chega ao disco. Fazendo o contraponto temporal à essência tradicional de Mestre Nico, o guitarrista Lello Bezerra explora seu instrumento para horizontes muito mais amplos que os que experimenta ao lado do mestre guitarrista. Em seu primeiro disco solo, Desde Até Então, o pernambucano desconstrói a noção de tempo usando apenas seu instrumento e variações de ritmo. Um disco minimalista e experimental, mas ao mesmo tempo cheio e familiar, buscando melodias perdidas no inconsciente coletivo enquanto as espatifa em milhares de pedaços sônicos que reconstrói digitalmente ou usando apenas a eletricidade – há uma conversa nítida entre seu trabalho e de instrumentistas contemporâneos como o próprio Siba, Kiko Dinucci e Fernando Catatau, mas Lello prefere ir para além da canção e estilhaçar a melodia, de olho no futuro. Coisa séria.
“Bairro Kennedy”
“Desde até então”
“Estrangeiro de todo lugar”
“Mãe e Madrasta”
“Maria Marcionilia”
“Urf dos estados emocionais atuais”
“Vida em Virgulas”
Perdeu o show que o Wilco transmitiu ao vivo domingo passado direto do Brooklyn Steel, em Nova York? Não tem problema, ele segue online. E que show…
Sai fumaça no solo de “Impossible Germany”, repara na virada do 1:22 pro 1:23 – tá louco!
“Bright Leaves”
“Before Us”
“Company in My Back”
“War on War”
“One and a Half Stars”
“Handshake Drugs”
“You and I”
“Hummingbird”
“Someone to Lose”
“White Wooden Cross”
“Via Chicago”
“Laminated Cat”
“Random Name Generator”
“On and On and On”
“We Were Lucky”
“Love Is Everywhere (Beware)”
“Impossible Germany”
“Box Full of Letters”
“Everyone Hides”
“I’m Always in Love”
“Heavy Metal Drummer”
“I’m the Man Who Loves You”
“Hold Me Anyway”
“Misunderstood”
Bis
“An Empty Corner”
“Red-Eyed and Blue”
“I Got You (At the End of the Century)”
“Outtasite (Outta Mind)”
“I’m a Wheel”
Eis a continuação do papo que tive com o compadre Thiago França no segundo episódio de seu podcast Sabe Som?, e, portanto, o terceiro episódio. Ainda nos mantivemos no tema “polêmico” da vez – o conceito de música boa – para dar brechas sobre discussões que envolvem sensibilidade, nostalgia, mercado e contexto – e, mais uma vez, tivemos as participações dos broders GG Albuquerque e Lucas Prata, o Caju.
Musa indie norte-americana dos anos 90, Liz Phair volta a trabalhar com o produtor de seus três clássicos – Exile on Guyville, Whip-Smart e Whitechocolatespaceegg – e anuncia que lançará um novo disco no primeiro semestre do ano que vem, ao mostrar o primeiro single “Good Life”, neste sexta-feira:
E parece que está num bom caminho.
O baterista do grupo Do Amor Marcelo Callado lança o clipe de “Meu Sol”, o terceiro de seu disco solo mais recente, Caduco, em primeira mão no Trabalho Sujo. “Inicialmente, a letra era um poema para a mulher que amo, e tinha feito a harmonia e melodia para a introdução e para parte cantada, mas achava que faltava algo”, lembra o compositor carioca. “Mostrando pro Ricardo numa troca de emails, ele logo fez o final instrumental da canção, que dá todo um tom emocionante, grandioso e solar ao lance.”
Isso foi o ponto de partida pra ideia central do clipe, dirigido por Claudio Tammela, que deu a ideia de filmá-lo no Parque Shangai, na Penha, um dos últimos parques de diversão do Rio de Janeiro. “Fizemos a filmagem em uma tarde chuvosa de domingo, onde todo o brilho, ficava por conta da máscara de sol, feita pelo artista Vidi Descaves, e vestida pela querida amiga Priscilla Walter”, lembra Marcelo.
Na turnê de divulgação de seu ótimo Norman Fucking Rockwell, nossa querida Lana Del Rey está revisitando os clássicos. Começou quando ela convidou Sean Lennon, o filho de John Lennon e Yoko Ono, para dividir a faixa que os dois gravaram juntos em seu disco anterior, Love, “Tomorrow Never Came”, em sua apresentação no Jones Beach Theatre, anfiteatro ao ar livre perto do Nova York, no dia 21 do mês passado…
Depois, no dia 2 deste mês, eem Seattle, ela estreou uma versão para “For Free”, de Joni Mitchell, que acabou incluindo no repertório da turnê…
E pra finalizar, no domingo passado, num mesmo show em Berkley, na Califórnia, ela primeiro chamou outro filho de outra lenda: Adam Cohen, filho do velho Leonard, a acompanhou na clássica “Chelsea Hotel”, uma das pérolas do repertório de seu pai…
…Depois foi a vez de ela chamar ninguém menos que a lenda Joan Baez, com quem dividiu a faixa-título de seu disco de 1975, “Diamonds & Rust”, deixando-a depois tocar, sozinha, “Don’t Think Twice, It’s All Right”.
Nada mal, Lana…
O vocalista do R.E.M. finalmente está de volta – e sai da toca depois de terminar com sua clássica banda há oito anos com a faixa “Your Capricious Soul”, publicada gratuitamente em seu site, em que ele pede para que seus fãs a comprem por 77 centavos de dólar para arrecadar fundos para a entidade Extinction Rebellion, que organiza protestos não-violentos contra a crise climática que o planeta atravessa. ”
É uma estranha canção folk que consegue fugir do que podíamos esperar de uma faixa solo de um ex-integrante do grupo, que ganha tons ainda mais inusitados com um naipe de metais, guitarra e teclados elétricos e um vocal quase em falsete – mas o grau de estranheza de “Your Capricious Soul” equivale ao de beleza. Ele escreveu ao lançar a música na semana passada: “Tive um longo intervalo em relação à música e queria pular de volta. Amo ‘Your Capricious Soul’ – é meu primeiro trabalho solo. Queria acrescentar minha voz à essa excitante mudança de consciência. A Extinction Rebellion me incentivou a lançá-la em vez de esperar. Nossa relação com o meio ambiente é uma preocupação de toda uma vida e agora eu me sinto esperançoso e otimista, até. Acredito que possamos realizar a mudança que precisamos para melhorar nosso belo planeta, nossa presença e nosso lugar nele.”
Uma canção ainda é pouco, queremos mais.










