Tô falando pra ficar de olho na carreira solo da vocalista do Paramore, Hayley Williams… Saca essa versão que ela fez pra ótima “Don’t Start Now” da Dua Lipa num programa da BBC.
Conforme já havia sido especulado no Twitter nesta quarta, a partir dos tweets da Popload e do Flesch, o grupo Wu-Tang Clan apresenta-se pela primeira vez no Brasil, no dia 8 de abril, no Espaço das Américas com a formação completa, tocando o clássico Enter the Wu-Tang (36 Chambers), que completa um quarto de século agora (confirmado agora pelo próprio Lucio).
“Ao meu redor só se fala em fase de transição”, desabafa o cantor e compositor capixaba Juliano Gauche, quando lhe pergunto sobre a inspiração para seu novo trabalho, o EP Bombyx Mori, que ele antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo e que chega nessa sexta às plataformas digitais. “São tantas as mudanças necessárias que fica até difícil enumerar. acho que tudo que eu tenho lido, ouvido ou assistido, gira em torno disso. O Água Viva da Clarice Lispector foi uma rajada de inspiração; a literatura espírita, principalmente os livros do Chico Xavier, de onde tirei a expressão que dá título ao EP, foi outra rajada; a leveza de cantoras como a Alice Phoebe Lou, a YMA, a Angel Olsen, também. a inspiração, de uma forma geral, veio das necessidades de mudança mesmo”
Bombyx Mori é o nome científico do bicho da seda, escolhido a partir de uma aparição como metáfora na literatura espírita, que havia embarcado. “Mas não foi só o que ele significa que me prendeu. Foi como apareceu no momento da leitura, a grafia da palavra, bomb, byx, y x, muito moderna, minha cabeça pop também olha essas coisas. Eu ainda nem tinha escrito as músicas, mas quando olhei essas palavras eu disse, vai ser isso.”
Bombyx Mori começa com um trovão que é antônimo de toda sua leveza musical. Gravado ao lado dos compadres Kaneo Ramos (violão), Klaus Sena (synth) e Marcos Vitoriano (piano), ele soa acústico e delicado, radicalmente oposto do elétrico e pop (quase rock, como o trovão do início) Afastamento, o ótimo disco que lançou, em 2018. Mas sua matriz composicional segue firme o caminho que já vinha trilhando, afastando-se mais esteticamente do que em termos essenciais. Ele escolheu lançar as três canções juntas pois fazem parte de um mesmo arco artístico: “As três canções estão ali pra contar a mesma história, é bom que sejam ouvidas juntas, naquela ordem, elas pertencem ao mesmo corpo”, explica.
Mas a mudança também faz parte da essência deste trabalho. “Ela só me faz crescer, é assim que eu sinto. Num momento em que o conservadorismo quer voltar com tudo, o simples fato de abraçar as mudanças passa a ser instinto de sobrevivência. Me parece o único movimento possível. Do jeito que as coisas estão é que não dá mais. E é claro que vale repetir que para as coisas mudarem nós temos que mudar. Gradativamente eu fui parando de comer carne, cortando o álcool, dormindo mais cedo, tentando me manter o mais forte possível. Politicamente, me sinto numa guerra desde 2013. E desde lá venho trabalhando nisso”, disseca.
A mudança também foi geográfica, quando mudou-se de volta para o Espírito Santo depois de uma temporada em São Paulo. “Sair um pouco de São Paulo faz parte de todas essas transformações que estou falando”, explica. “A repetição é um inferno, estou tentando me movimentar o máximo que posso, internamente e geograficamente. Mas não consigo me ver desconectado de São Paulo mais não. Mesmo não estando ai, toda a vibração da cidade ainda está em mim. E ainda tenho feito tudo ai, como a gravação deste EP, por exemplo. Corro, corro, mas na hora H eu só penso em Sampa.”
O disco também não está só. “O EP é só mais um movimento. Tem dois livrinhos que escrevi enquanto compunha as músicas que também gostaria de lançar este ano”, antecipa.
E quando você menos espera, eles reaparecem! Desta vez a ressurreição é culpa da gravadora Nada Nada Discos, que depois de resgatar clássicos do underground brasileiro dos anos 80 como Replicantes, Olho Seco, Gang 90, Mercenárias e a coletânea Sub, agora volta-se para uma das bandas mais emblemáticas de nosso pós-punk. A Melhor Coisa Que Eu Fiz reúne canções inéditas e versões alternativas para clássicos do Fellini, retirados do acervo de seus integrantes. O disco, que será lançado em vinil, também trará fotos, flyers, textos, ilustrações e fac-símiles reunidos após dois anos de pesquisas. O disco já está pré-venda na versão digital (a versão física só começa a ser vendida em março) e também contará com uma versão ilimitada que vem numa caixa que reúne outros materiais da banda, como camiseta, pôster, botton, fita cassete e adesivos. A capa, a ordem das músicas e duas destas faixas chegam em primeira mão aqui no Trabalho Sujo (abaixo), bem como o anúncio de mais um show da banda no Brasil, o primeiro desde 2016, quando Cadão Volpato, Thomas Pappon, Jair Marcos e Ricardo Salvagni se reúnem mais uma vez, agora no palco do Sesc Pompeia, dia 6 de março (mais informações aqui).
“É Chato”
“A Melhor Coisa Que Eu Fiz”
“Eclipse”
“Premonição”
“Asno”
“Rio Vermelho”
“Longa Adolescência”
“Chico Buarque Song”
“Las Drogas”
“Cacto”
“O Destino”
“É Sério”
“Por Toda Parte”
O Nublu deste ano começou pesado ao anunciar que trará para São Paulo e São José dos Campos, entre 12 e 15 de março, nada menos que John Cale, Mos Def e Femi Kuti, que dispensam apresentações. E lembrando que o festival organizado pelo clube nova-iorquino que o batiza – que acontece por aqui no Sesc Pompéia e no Sesc São José dos Campos – sempre traz mais do que três atrações, então pode esperar que vem mais coisa aí! Vi na Monica Bergamo.
Parece um casamento feito no céu: o grupo Built to Spill, liderado pelo guitar hero Doug Martsch, anunciou o lançamento de Built to Spill Plays the Songs of Daniel Johnston, um disco tributo em homenagem ao ícone indie morto no passado, que deverá ser lançado em maio deste ano – e que já está em pré-venda. O disco terá apenas uma versão limitada em vinil amarelo, sua capa é esta aí em cima e a ordem das músicas vem logo abaixo do primeiro single, “Bloody Rainbow”:
“Bloody Rainbow”
“Tell Me Now”
“Honey I Sure Miss You”
“Good Morning You”
“Heart, Mind and Soul”
“Life in Vain”
“Mountain Top”
“Queenie the Dog”
“Impossible Love”
“Fake Records of Rock & Roll”
“Fish”
Edgar canta “Carro de Boy” – inspirada em fatos reais – desde antes do lançamento de seu Ultrassom, mas a música, na edição final, ficou de fora do disco – mas não dos shows. Com a participação de Rico Dalasam, a faixa equilibrava protesto e festa fazendo todo mundo dançar com sangue nos olhos. Descrevendo uma situação infelizmente corriqueira no Brasil (o playboy que mata alguém pobre atropelado e sai ileso porque não é pobre), a faixa finalmente é lançada com um clipe contundente que joga na cara o ponto-chave deste questionamento: o genocídio negro contínuo no país.
O grupo inglês Metronomy abriu os trabalhos de 2020 no último dia do mês, mostrando a inédita “Up, Higher”, que deveria ter entrado no ótimo Metronomy Forever, um dos melhores discos do ano passado, mas que ficou de fora no corte final.
Felizmente saiu agora, a música é redondinha.
Aproveitando o lançamento de seu ótimo Rastilho, bati um papo com o jovem mestre Kiko Dinucci para a revista Trip e embarcamos numa longa jornada rumo a seu passado musical, passando do metal ao samba, do hardcore à música eletrônica, dois batismos de fogo (um tocando “One” do Metallica e outro cantando “Se você jurar” de Ismael Silva), diferentes bairros de São Paulo, entre clubes de choro, brigas de punks, terreiros e encontros preciosos – lê lá!
O épico jogador de boliche Jesus Quintana, um dos coadjuvantes mais emblemáticos do clássico Big Lebowski, dos irmãos Coen ultrapassa as especulações e boatos e finalmente vai protagonizar seu próprio filme. The Jesus Rolls, escrito e dirigido pelo próprio John Turturro que interpreta o clássico personagem. O filme se passa após Jesus sair da cadeia e ser recepcionado por um amigo vivido por Bobby Cannavale, que o ajuda a roubar um carro e cair na estrada com uma cabeleireira (vivida por Audrey Tautou). O filme ainda conta com participações de John Hamm e Susan Sarandon e deverá estrear em março nos canais de streaming e em alguns cinemas nos Estados Unidos. Seus produtores já publicaram um teaser, que não conta muito sobre o filme, apenas prova sua existência (e que tem a benção dos criadores do personagem, Joel e Ethan Coen)










