“Esse disco é um retrato atual da minha vida, consequentemente a situação do Brasil permeia algumas canções, de forma um pouco mais sutil que o primeiro single, mas tem uma indignação, um desconforto pessoal e coletivo”, me explica o cantor e compositor paulistano Pélico, que lança o clipe de sua “Descaradamente”, dirigido por Bruno Galan e que conta com a participação de Negro Léo nos vocais, em primeira mão no Trabalho Sujo. A primeira canção poderia dar uma ideia de um trabalho mais politizado, ainda mais na situação que passamos hoje no país, mas o disco Quem Me Viu, Quem Me Vê, que será lançado nas plataformas digitais no dia 18 de outubro (e que Pélico antecipa a ordem das faixas, abaixo), aborda outros temas, além do explicitado no primeiro single. A escolha da canção é direta: “Ela representa o que de mais urgente eu preciso dizer”, continua, “estamos num momento muito delicado e perigoso da nossa história. É preciso falar, antes que a gente se arrependa de ter ficado calado.”
“Descaradamente” marca o início de uma nova fase na carreira de Pélico. “Depois de 10 anos trabalhando com o mesmo produtor musical, Jesus Sanchez, resolvi trabalhar com novos produtores, além de boa parte da banda ter mudado também”, conta ele explicando que convocou Régis Damascendo e Dudinha para ajudá-lo a parir o disco. “O Clayton Martin gravou todas as baterias, o André Lima gravou pianos e sintetizadores e o Dudinha gravou alguns baixos. Todos eles nunca tinham gravado comigo. Também tem as participações especiais do Negro Leo e do Teago Oliveira, do Maglore.”
A principal mudança, no entanto, não acontece apenas entre as pessoas com quem Pélico agora trabalha, mas principalmente em relação a método. “Pela primeira vez eu compus boa parte do repertório do disco durante o processo de gravação, escrevia de manhã e à noite levava pro estúdio pro Regis e Dudinha ouvirem e na sequencia levantar a base. Isso deu uma cara pro disco, uma crueza e uma urgência que os outros meus três discos anteriores não tem.”
“Acerto de contas”
“Quem me viu, quem me vê”
“Nosso Amor”
“Não Procurava Ninguém”
“Machucado”
“Descaradamente”
“Nunca Mais”
“Louco por Você”
“Pra te Dizer”
“Amanheci”
Mais conhecido como “o disco marrom” devido à cor de sua capa e a ausência de título, o segundo disco do grupo canadense The Band completou meio século de vida no último dia 22 de setembro – e o grupo resolveu revisitá-lo em uma caixa de discos que inclui versões remasterizadas, sobras de estúdio e a íntegra do show que o grupo deu no festival de Woodstock, que até hoje nunca foi oficializada pelo grupo. A caixa, batizada oficialmente de The Band 50th Anniversary Edition Box Set, será lançada dia 15 de novembro e traz dois CDs, dois discos de vinil 180 gramas, um documentário em Blu-ray, um sete polegadas com uma versão alternativa da segunda faixa do disco, “Rag Mama Ray” (que o grupo lançou na internet ao mesmo tempo em que anunciou a caixa comemorativa, ouça abaixo) e um livro de capa dura. A nova mixagem foi feita a partir das fitas masters originais e acompanhado pelo guitarrista Robbie Robertson.
A caixa, já em pré-venda, consta com os seguintes itens:
CD 1: The Band
“Across The Great Divide”
“Rag Mama Rag”
“The Night They Drove Old Dixie Down”
“When You Awake”
“Up On Cripple Creek”
“Whispering Pines”
“Jemima Surrender”
“Rockin’ Chair”
“Look Out Cleveland”
“Jawbone”
“The Unfaithful Servant”
“King Harvest (Has Surely Come)”
“Up On Cripple Creek (Earlier Version)”
“Rag Mama Rag (Alternate Version)”
“The Unfaithful Servant Alternate Version)”
“Look Out Cleveland (Instrumental Mix)”
“Rockin’ Chair (A Cappella / Stripped Down)”
“Up On Cripple Creek (Instrumental Mix)”
CD 2: Live At Woodstock, 1969 (Original Rough Mixes)
“Chest Fever”
“Tears Of Rage”
“We Can Talk”
“Don’t Ya Tell Henry”
“Baby Don’t You Do It”
“Ain’t No More Cane On The Brazos”
“Long Black Veil”
“This Wheel’s On Fire”
“I Shall Be Released”
“The Weight”
“Loving You Is Sweeter Than Ever”
“Get Up Jake (Outtake – Stereo Mix)”
“Rag Mama Rag (Alternate Vocal Take – Rough Mix)”
“The Night They Drove Old Dixie Down (Alternate Mix)”
“Up On Cripple Creek (Alternate Take)”
“Whispering Pines (Alternate Take)”
“Jemima Surrender (Alternate Take)”
“King Harvest (Has Surely Come) (Alternate Performance)”
Blu-ray: The Band
“Across The Great Divide”
“Rag Mama Rag”
“The Night They Drove Old Dixie Down”
“When You Awake”
“Up On Cripple Creek”
“Whispering Pines”
“Jemima Surrender”
“Rockin’ Chair”
“Look Out Cleveland”
“Jawbone”
“The Unfaithful Servant”
“King Harvest (Has Surely Come)”
“Up On Cripple Creek (Earlier Version)”
“Rag Mama Rag (Alternate Version)”
“The Unfaithful Servant Alternate Version)”
“Look Out Cleveland (Instrumental Mix)”
“Rockin’ Chair (A Cappella / Stripped Down)”
“Up On Cripple Creek (Instrumental Mix)”
Documentário: Classic Albums — The Band
LP duplo: The Band
LP 1
“Across The Great Divide”
“Rag Mama Rag”
“The Night They Drove Old Dixie Down”
“When You Awake”
“Up On Cripple Creek”
“Whispering Pines”
LP 2
“Jemima Surrender”
“Rockin’ Chair”
“Look Out Cleveland”
“Jawbone”
“The Unfaithful Servant”
“King Harvest (Has Surely Come)”
Compacto “Rag Mama Rag”
“Rag Mama Rag”
“The Unfaithful Servant”
O compadre Thiago França agora tem um podcast chamado Sabe Som? e me convidou para participar do segundo episódio. O tema – “polêmico” – é o conceito de música boa, deixa que aproveitamos para falar sobre diferentes nuances sobre a concepção musical, com as participações gravadas dos manos Lucas Prata, o Caju, e GG Albuquerque.
O papo rendeu bem – e continuará no próximo episódio, daqui a 15 dias.
A voz de Grace Slick isolada no maior hit do Jefferson Airplane, “White Rabbit”, dá ao hino psicodélico contornos ainda mais dramáticos, saca só:
Em mais um single de seu próximo álbum com o Crazy Horse, Colorado (que será lançado no dia 25 de outubro e já está em pré-venda), a singela instrumental “A Love Letter From Us” nosso herói Neil Young agradece ao planeta por ser nosso lar e abraça a greve contra o aquecimento global e reforça a postura anti-Trump – que já havia deixado clara no single anterior, “Rainbow of Colors” (que, por sua vez, é idêntica à “Behind That Locked Door“, que George Harrison lançou em 1970).
O líder do Shins, James Mercer, e o produtor Danger Mouse lançam novo single de seu projeto Broken Bells, o primeiro desde “Shelter“, que eles lançaram ano passado, e avisam que o disco novo, sucessor do ótimo After the Disco, de 2014, está vindo aí. “Good Luck” mantém o selo de qualidade da dupla – grudenta sem ser doce demais, pensativa sem ser existencialista, indie dance feito pra dançar de leve.
A artista e ativista Elisa Gargiulo fala sobre o disco Ventre Laico Mente Livre que será lançado em um show na Associação Cecília nesta sexta-feira (mais informações aqui). A coletânea reúne canções inéditas das artistas Mulamba, Juliana Strassacapa (em seu primeiro trabalho solo fora do grupo Francisco El Hombre), Luana Hansen, Brisa Flow, além do Dominatrix, histórico grupo de Elisa, e escolhe o aborto como questão central no feminismo atual, fazendo o tema ser cantado com sensibilidade e seriedade, como deve ser. “A música desenterra conversas que são enterradas nos silêncios cotidianos”, ela me explica na entrevista abaixo, “a política precisa de corpos que se mexem.”
Tudo indica que o fenômeno pop adolescente Billie Eilish foi para um outro patamar e fará dois shows no Brasil em 2020 – um num estádio! É o que apurou o Lucio Ribeiro – Billie teria negado a ida ao Lollapalooza do ano que vem para realizar dois shows, um no Rio (dia 30 de maio, na Jeunesse Arena) e o outro em São Paulo (no dia seguinte, no estádio do Palmeiras!). Não é fraca não…
No dia do aniversário de 50 anos de Abbey Road os Beatles lançam um novo clipe para “Here Comes the Sun” e compartilham sua caixa comemorativa de discos nas plataformas digitais.
Pois que venha o sol!
Thurston Moore volta a dar notícias lançando não apenas mais um disco solo, mas um disco triplo, reunindo três apresentações ao vivo livremente improvisadas. Spirit Counsel apresenta, portanto, três obras de microfonia elétrica suspensas a partir de três pontos de partida distintos. O primeiro disco, Alice Moki Jayne, contempla a influência sonora que três grandes primeiras damas do free jazz, Alice Coltrane, mulher de John Coltrane, Moki Cherry, mulher de Don Cherry, e Jayne Cortez, mulher de Ornette Coleman, tiveram no trabalho do guitarrista do Sonic Youth, numa sessão gravada na Bélgica, este ano. O segundo disco, 8 Spring Street, foi batizado a partir do endereço em Nova York em que Thruston conheceu um de seus maiores faróis sonoros, o guitarrista no wave Glenn Branca, e foi gravado na Inglaterra, também este ano. Spirit Counsel encerra com o disco Galaxies, em que rege uma orquestra de 12 guitarristas, inspirada em um poema do mestre do space jazz Sun Ra de mesmo nome, e foi gravado ao vivo em Londres, no ano passado. Os três discos vem acompanhado de um livro que registra, em textos e fotos, o processo de criação, composição e apresentação das três peças sonoras – que podem ser ouvidas abaixo.
O disco já está à venda.










