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Jornalismo

Courtney Love já vinha se aproximando do Geese há um tempo, primeiro dizendo que tinha curiosidade sobre a banda, para depois falar que estava começando a gostar até assumir que havia virado fã. Agora ela dá mais um passo nessa escalada ao gravar, ao lado da amiga Baby Queen, uma versão caseira para o hit “Au Pays Du Cocaine” da banda nova-iorquina. Se liga…

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Fundador da clássica banda de pós-punk/garage rock dos anos 90 nos EUA Delta 72, o músico, DJ e jornalista Gregg Foreman foi encontrado morto em sua casa nesta terça-feira. Além de liderar sua banda entre 1994 e 2001, ele trabalhou com artistas como Steve Albini, Jello Biafra, James Williamson, Alan Vega, Bobby Gillespie e Mark Lanegan, além de ter dirigido a banda de Cat Power por um bom tempo e ter feito parte do Pink Mountaintops e do Gossip. Foi também DJ de mod e pós-punk e tinha uma festa na Filadélifia chamada The Turnaround, além de ter atuado como jornalista de música no final dos anos 90 e ter seu próprio programa de entrevistas no rádio chamado The Pharmacy. Um herói do underground dos EUA, amado por vários artistas e desconhecido do público em geral.

A espera terminou. Depois de teasers e pôsteres, a dupla escocesa preferiu ir direto ao ponto antes de começar uma caça ao tesouro como a que fez em 2013 antes de anunciar seu Tomorrow’s Harvest. O novo disco chama-se Inferno e será lançado no próximo dia 29 de maio. Não sabemos se haverá algum single ou clipe antes do lançamento nem se a “faixa 05” que eles liberaram esses dias é a quinta música do disco, “Father and Son”. Aliás, isso é uma das poucas coisas que sabemos sobre o álbum, sua capa e o nome das 18 músicas.

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Eis um trecho de “The Fly”, faixa falada por Tom Waits que virá no lado B da versão em vinil da recém-lançada colaboração do mestre com o grupo Massive Attack, “Boots to the Ground“.

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Em sua passagem por Cuba neste mês, 34 anos depois de sua última viagem à Havana, Chico Buarque foi saudado nas ruas e até deu uma palhinha ao cantar a “Pequeña Serenata Diurna” de seu compadre Sílvio Rodríguez nas ruas da capital caribenha. Que beleza!

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Exatamente dez anos depois da morte de Prince, o gênio ressurge com a balada “With This Tear”, a primeira de uma leva de faixas inéditas (incluindo um álbum completo) que serão lançadas para celebrar uma década sem um dos maiores nomes da música dos Estados Unidos. Gravada em 1991 em seu próprio estúdio (o lendário Paisley Park), traz o próprio tocando todos os instrumentos, além de assinar a composição, os arranjos e a produção e foi oferecida por Prince para Celine Dion, que a gravou numa versão bem parecida (embora menos épica) em seu disco homônimo lançado em 1992.

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Saiu a escalação do festival do CBGB’s, celebrando a cultura que nasceu a partir do mitológico boteco nova-iorquino que forjou o conceito de punk no meio dos anos 70 que mais tarde seria difundido para o mundo pelas bandas inglesas no fim daquela década. Tem um monte de banda legal, entre gerações de diferentes herdeiros, entre sobreviventes de outras eras, bandas que nunca pararam de tocar, heróis de eras posteriores, bandas novíssimas, o tributo do Sleater-Kinney aos Ramones e até a filha do David Grohl. Mas mais do que a presença de Morrissey (será que ele vai?), me incomoda muito mais o fato de seu nome estar acima do de Patti Smith, matriarca dessa cena, a primeira artista da geração dos CBGB’s a lançar disco e que inspirou todos os artistas que vieram depois (inclusive o ex-vocalista dos Smiths, que hoje em dia não deve nem mencioná-la). Vacilo.

Há um tempo sem dar notícia, Natalie Mering, nossa querida Weyes Blood, mandou um salve em sua conta do Instagram para falar do sumiço, anunciando disco novo em breve. “Caso vocês esteja pensando… Estive no estúdio… Esse demorou um pouco mais pra assar porque está… extradelicioso. Espero que estejam com fome…”, escreveu na legenda da série de fotos que tirou durante a gravação deste novo álbum, que foi gravado no clássico Electric Lady Studios em Nova York, única informação palpável sobre seu próximo trabalho inclusive na entrevista que deu para a revista Rolling Stone no dia em que revelou sobre sua volta. O novo disco ainda não tem título nem data de lançamento e será o sétimo álbum da cantora e compositora, além de ser o primeiro após o lançamento de And in the Darkness, Hearts Aglow, lançado no final de 2022, este mesmo sucessor do soberbo Titanic Rising, de 2019. De lá pra cá, além de um showzaço no Brasil em maio de 2023, sua única volta aos fonogramas aconteceu no ano passado, quando participou da trilha sonora do filme Marty Supreme, composta pelo produtor Oneohtrix Point Never. Pode vir, Natalie!

Quando Guilherme Held e Kiko Dinucci subiram ao palco do Centro da Terra apenas com seus instrumentos, todos os presentes sabiam que íamos, como nas segundas anteriores de sua temporada Abriu o Fuzz (quando recebeu Fernando Catatau e Lúcio Maia para duelos da mesma natureza), mergulhar no universo da guitarra elétrica sob os auspícios de dois magos das seis cordas. O encontro, porém, foi muito além dos timbres, solos e riffs característicos no manejo daquele instrumentos, quando os dois usaram suas guitarras para explorar os limites e possibilidades da eletricidade sonora, usando a guitarra mais como um cajado sobrenatural do que condutor de melodias e indutor de harmonias e ritmos. Enquanto Kiko enfiava objetos entre as cordas – tocando-a até com um arco de viola – e trabalhava com texturas fantasmagóricas e bordoadas rítmicas, Held repetia loops de notas sequenciais que acelerava ou desacelerava de acordo com as vibrações sísmicas no palco. Na maior parte do show as guitarras não soavam como guitarras, refletindo a reverberação elétrica dos efeitos e texturas manipulados pelos dois, mas em alguns momentos soava como uma conversa alienígena, uma linguagem robótica testando as fronteiras de possibilidades entre a música, a física e a matemática. A ausência do laser de Paulinho Fluxuz, que não pode participar desta única apresentação da temporada, deixou a iluminação mais estática e pensativa, reforçando a transposição sonora da dupla. Tá doido!

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Beck sozinho

Beck prometeu e eis como ele começa essa semana, com a melancólica e solitária “Ride Lonesome”, em que evoca o espírito folk de discos lançados com o espaço de doze anos – primeiro Sea Change em 2002, depois Morning Phase em 2014 e agora, doze anos depois, esse single acústico e ensolarado, embora ao mesmo tempo triste e pensativo. Não há nenhum anúncio de disco… por enquanto.

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