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Jornalismo

Do nada, eis os Boogarins. Eles acabaram de lançar um EP chamado de Diferenciado que, pelo subtítulo (Volume 1), promete antecipar as prévias que fizeram antes de entrar no estúdio para gravar seu próximo álbum (ainda sem título), que será produzido nos EUA por Adrian Quesada no final da turnê que estão fazendo pelo país. O primeiro volume foi gravado pela banda em diferentes momentos entre 2017 e 2025 e traz colaborações deles com o Edgar, com o artista sonoro Bruno Abdala e com a ex-vocalista da banda curitibana Audac, Alyssa Lérie. Eles soltaram a última música (“O Que Eles Querem Ser”) no Bandcamp, mas pra ouvir o disco inteiro tem que assinar a newsletter deles – um jeito esperto que os goianos encontraram pra fugir das plataformas de streaming. E vai lá ouvir porque tá beeem bom…

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Quem tá vindo aí também são os Avalanches, que zeraram seu feed no Instagram, trocaram o logotipo e abriram um formulário no site pra quem quiser saber das informações em cima da hora (sem depender do algoritmo nas redes sociais). 2006 tá bom, hein…

Ariana Grande está encerrando a turnê de seu disco Eternal Sunshine e acaba de anunciar o oitavo álbum, batizado apenas de Petal. Sem single nem clipe (pelo menos por enquanto), o disco já está em pré-venda e será lançado no dia 31 de julho. E que capa linda…

“Adoraria falar com você”, Charli XCX escreveu à mão num bilhete que publicou em suas redes sociais apontando para um formulário em seu site em que ela pede que o público mande perguntas sobre processo criativo logo após ter zerado seu feed no Instagram anunciando novidades em breve. Tô achando tão bom os artistas chamando o público para o site ou para newsletters em vez de ficar pescando-os ao bel prazer da ditadura do algoritmo… Como era no começo da internet, antes das redes sociais (que nem sociais são mais, já percebeu a quantidade de publicações que aparecem pra você de contas que você nem segue – e nem são de pessoas?).

Fecho clássico

O encerramento da temporada Abriu o Fuzz que Guilherme Held fez na última segunda-feira de abril no Centro da Terra, como nas segundas anteriores, foi completamente imprevisível, mas de uma forma muito particular. Ao receber Edgard Scandurra (que trouxe sua guitarra da Casio como arma secreta), a nova dupla preferiu trabalhar com trechos específicos de improvisos pautados por alguma regra do que simplesmente tornar a noite num extenso fluxo de consciência elétrica sem intervalo. A formalidade do maior guitar hero paulistano – ele mesmo um cátedro da história da música gravada na segunda metade do século passado – fez Held segurar os ímpetos e voar em céus pré-estabelecidos, mostrando que audição, disciplina e contenção são partes tão importantes na música improvisada quanto sair tocando como se não houvesse amanhã. Combinando algumas regrinhas nos intervalos (“blues…” ou “em si”, murmurava Ed, dando pistas dos rumos a seguir), os dois encerraram a noite improvisando sobre dois temas clássicos, um deles puxado pelo público, que exigiu o único bis da temporada, que encerrou com os dois circulando ao redor do andamento de “The Burn of the Midnight Lamp” de Jimi Hendrix e voltando ao palco para caminhar pelo deserto inóspito que Link Wray desenhou com a sequência de acordes de sua imortal “Rumble”. Um encerramento clássico para uma temporada de celebração a um instrumento clássico, que mais uma vez contou com o laser de Paulinho Fluxuz, mais geométrico que das outras noites.

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Nedra Talley Ross, última sobrevivente das Ronettes, o grupo pop de garotas que estabeleceu este formato, morreu neste domingo. Mesmo não tendo a fama que suas primas Veronica e Estelle Bennett conseguiram, ela foi quem mais resistiu à volta do grupo aos palcos, que foi tentada várias vezes depois que o trio encerrou suas atividades em 1966. Apadrinhadas pelo mago da produção pop do início dos anos 60 Phil Spector, elas têm um lugar na história da música gravada graças ao clássico “Be My Baby”, mas seu repertório é um dos mais sólidos daquela primeira fase da soul music. Nedra deixou a banda depois que Spector queria tornar Veronica – que se tornaria sua esposa e adotaria o nome artístico de Ronnie Spector, inspirando musas de todas as épocas desde Diana Ross a Amy Winehouse – e sua conversão para a religião a distanciou da música pop, trazendo-a para a música evangélica, onde gravou um disco e alguns singles em 1978. Ela só voltou a reunir-se com suas ex-companheiras de banda em duas ocasiões: ao mover um processo contra Phil Spector no início do século e ao ser entronizada no Rock and Roll Hall of Fame em 2007, quando foram apresentadas pelo rolling stone e fã Keith Richards. Estelle morreria dois anos depois e Ronnie morreria em 2022.

Na semana passada ela estava no Coachella dividindo vocais com a Addison Rae, na sexta agora ela tocou só com sua guitarra no The Echo em Los Angeles e chamou a Weyes Blood pra uma música inédita e no domingo ela apareceu num pequeno clube de microfone aberto da vizinhança hipster de Nova York para cantar seu novo single “Drop Dead” acompanhada apenas por uma guitarra. E assim, com um show no minúsculo Pete’s Candy Store em Williamsburg, Olivia Rodrigo vai aumentando a expectativa para seu terceiro álbum, You Seem Pretty Sad For A Girl So In Love. Vai longe…

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“Álbum feito”, anunciou o grupo King Gizzard & The Lizard Wizard em sua conta no Instagram ao som de beats eletrônicos e com imagens de synths em fúria, o que indica que depois do soberbo e psicodélico delírio orquestral Phantom Island que lançaram no ano passado (um dos melhores de 2025, fácil), eles finalmente estão vindo aí com seu disco de techno! Em breve, online – com a exceção do Spotify, de onde o grupo tirou quase toda sua discografia no ano passado.

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Oba lá vem ela! Hayley Willams acaba de anunciar que trará sua turnê The Hayley Williams Show para o Brasil no final do ano, quando se apresenta no Espaço Unimed no dia 12 de novembro, em São Paulo. Os ingressos começam a ser vendidos na semana que vem, mas ela já criou um site para os fãs se cadastrarem antes antes pra evitar ingressos falsificados – clique aqui para fazer a pré-inscrição.

E essa história que vão refilmar o Possession do Andrzej Żuławski com a Margaret Qualley tentando recriar a atuação histórica da Isabelle Adjani? Não pode ser…