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Jornalismo

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Mancha é mestre. Na raça, ele levantou um dos principais templos da música independente do Brasil neste século, além de inspirar inúmeras iniciativas do tipo em todo o Brasil. A Casa do Mancha é um laboratório de experimentação sonora, palco de shows memoráveis e ponto de encontro de gente fina, elegante e sincera, além de ter sido estúdio de gravação para dezenas de discos. Sem shows, ele pensa o que fazer nos próximos passos e eu aproveito para relembrar sua trajetória frente nossa querida Casinha, que nos deixa tão saudosos daqueles momentos memoráveis, tresloucados e aconchegantes.

O Bom Saber é meu programa semanal de entrevistas que chega primeiro para quem colabora com meu trabalho, como uma das recompensas do Clube Trabalho Sujo (pergunte-me como no trabalhosujoporemail@gmail.com). Além do Mancha, já conversei com Bruno Torturra, Roberta Martinelli, Dodô Azevedo, Larissa Conforto, Ian Black, Negro Leo, Janara Lopes, João Paulo Cuenca, Fernando Catatau, André Czarnobai e Alessandra Leão – todas as entrevistas podem ser assistidas aqui ou no meu canal no YouTube.

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No nosso terceiro programa sobre cinema, eu e André Graciotti falamos sobre como o terceiro filme de Ridley Scott naufragou nas bilheterias e abriu caminho em locadoras e na TV a cabo, criando um culto que terminou com o filme sendo refeito e voltando às salas de cinema como um clássico moderno. Mas Blade Runner foi o primeiro filme cult?

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Beyoncé lança mais um teaser de seu filme Black is King, que estreia no fim do mês, apontando para o afrofuturismo, vertente da ficção científica que ressignifica conceitos narrativos do gênero a partir do ponto de vista africano. O filme ainda terá participações de Jay-Z, Kelly Rowland, Naomi Campbell, Lupita Nyong’o e Pharrell Williams, entre outros.

Épico é pouco. O filme estreia no serviço de streaming da Disney (que ainda não funciona no Brasil) no dia 31 de julho, mas provavelmente estará nos torrents da vida no dia seguinte…

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lynch

O mestre bizarro não para de lançar coisas em seu canal no YouTube, agora é a vez de ele mostrar um videoclipe que fez para a faixa-bônus de seu disco de 2011, Crazy Clown Time, “I Have Radio”. E como estamos falando de David Lynch, o clipe é tudo menos convencional: duas figuras balançam os braços enquanto um fundo abstrato em preto e branco pulsa seguindo o beat da música, em que o próprio Lynch sussurra seu título com legendas em japonês – e aí os porcos começam a grunhir…

O canal do Lynch é um barato.

O quinto disco dos Replacements, Pleased to Meet Me, lançado originalmente em 1987, ganha tratamento de luxo através da gravadora Rhino, que reempacota o disco em uma caixa com três CDs e um vinil. Entre as raridades, a caixa as últimas gravações de Bob Stinson com o grupo, entre outras faixas inéditas, que também incluem as sessões que o grupo fez no ano anterior, gravações do grupo com o trio depois da morte de Stinson, um remix de Jimmy Iovine para “Can’t Hardly Wait”, além de faixas que ficaram de fora do disco e um livro escrito pelo biógrafo da banda, Bob Mehr, sobre as gravações de Pleased to Meet Me. Entre as várias opções de compra da caixa oferecidas pela gravadora – que podem incluir camiseta, sacola, adesivos, entre outros brindes – há uma fita cassete com uma entrevista inédita dada pelo vocalista Paul Westerberg que aparece pela primeira vez. O grupo liberou uma trailer da faixa e uma versão crua pra uma das minhas faixas favoritas do disco, “Alex Chilton”, em que resumem seu legado com a frase “estou apaixonado por esta canção”.

A caixa chega às lojas no início de outubro e já está em pré-venda. Veja a capa e o conteúdo abaixo:

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CD1: Pleased to Meet Me (2020 Remaster) + Rare, Single-Only Tracks
“I.O.U.”
“Alex Chilton”
“I Don’t Know”
“Nightclub Jitters”
“The Ledge”
“Never Mind”
“Valentine”
“Shooting Dirty Pool”
“Red Red Wine”
“Skyway”
“Can’t Hardly Wait”
“Election Day”
“Jungle Rock”
“Route 66”
“Tossin’ n’ Turnin’”
“Cool Water”
“Can’t Hardly Wait – Jimmy Iovine Remix”

CD2: Blackberry Way Demos
“Bundle Up – Demo”
“Birthday Gal – Demo”
“I.O.U. – Demo”
“Red Red Wine – Demo”
“Photo – Demo”
“Time Is Killing Us – Demo”
“Valentine – Demo”
“Awake Tonight – Demo”
“Hey Shadow – Demo”
“I Don’t Know – Demo”
“Kick It In – Demo 1”
“Shooting Dirty Pool – Demo”
“Kick It In – Demo 2”
“All He Wants To Do Is Fish – Demo”
“Even If It’s Cheap – Demo”

CD3: Rough Mixes, Outtakes, & Alternates
“Valentine – Rough Mix”
“Never Mind – Rough Mix”
“Birthday Gal – Rough Mix”
“Alex Chilton – Rough Mix”
“Election Day – Rough Mix”
“Kick It In – Rough Mix”
“Red Red Wine – Rough Mix”
“The Ledge – Rough Mix”
“I.O.U. – Rough Mix”
“Can’t Hardly Wait – Rough Mix”
“Nightclub Jitters – Rough Mix”
“Skyway – Rough Mix”
“Cool Water – Rough Mix”
“Birthday Gal”
“Learn How To Fail”
“Run For The Country”
“All He Wants To Do Is Fish”
“I Can Help – Outtake”
“Lift Your Skirt”
“‘Til We’re Nude”
“Beer For Breakfast”
“Trouble On The Way”
“I Don’t Know – Outtake”

LP
Lado A
“Valentine – Rough Mix”
“Never Mind – Rough Mix”
“Birthday Gal – Rough Mix”
“Alex Chilton – Rough Mix”
“Election Day – Rough Mix”
“Kick It In – Rough Mix”

Lado B
“Red Red Wine – Rough Mix”
“The Ledge – Rough Mix”
“I.O.U. – Rough Mix”
“Can’t Hardly Wait – Rough Mix”
“Nightclub Jitters – Rough Mix”
“Skyway – Rough Mix”
“Cool Water – Rough Mix”

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A sensação indie inglesa Beabadoobee, que surgiu no ano passado reverenciando o papa Stephen Malkmus, anuncia seu próximo álbum, Fake It Flowers, com “Care”, um doce single, barulhento e irresistível, que nos lembra quando Kurt Cobain ensinou uma década inteira a fórmula Pixies com seus acordes pesados, paradas dramáticas e vocal açucarado.

O disco deve sair ainda este ano, mas não tem data definida de lançamento.

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Mais uma joia da versão deluxe do clássico do Prince Sign O’ The Times, “I Could Never Take the Place of Your Man”, um dos carros-chefes do álbum, ressurge uma versão da década anterior.

Compare com a versão que ficou conhecida.

A caixa, que em sua versão mais completa vem com treze (!) vinis, já está em pré-venda e chega no mês que vem.

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O inquieto Rafael Castro não conseguiu se conter e lança “Adrian”, música inspirada na namorada do protagonista do filme Rocky – Um Lutador, que consagrou Sylvester Stallone, canção inspirada pelo nocaute que a pandemia nos deu: “No meio da pandemia tudo quanto é artista tá sobrevivendo no vermelho, se ferrando legal e cortando um dobrado pra se manter com o auxílio mixaria do Paulo Guedes”, ele explica no texto que acompanha o novo clipe, em que sai de skate e máscara pela noite nas ruas de São Paulo.

“Nessa situaçãozinha é inevitável não lembrar do Rocky Balboa: o lutador fracassado que acaba lutando contra o campeão e tem como único objetivo ficar em pé até o final da luta, e quando consegue, completamente arrebentado, tudo que ele precisa é de um carinho da sua mina. Assim, ele grita ‘Adriaaaan’ e a audiência vai às lágrimas com essa ressignificação doída e doida do paradigma de vitória”, ele continua. “A música lembra desse Rocky e assunta com as vitórias, derrotas, apostas e lutas da nossa vida, da infância de maloqueiragem até hoje, de pobre contra pobre, desde quando cheirávamos cola e tentávamos tirar manobras no skate. Em 2020, todo dia é uma luta contra o Apollo Creed, mas a Adrian vai cuidar de tudo. Ela dá o backflip.”

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Na segunda edição de seu Cosmic Streams, série de shows que está fazendo ao vivo na internet, Angel Olsen celebrou Tom Petty tocando uma deslumbrante versão para “Walls” ao lado da cantora Meg Duffy, que assina como Hand Habits.

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Remanescentes da imortal banda inglesa pós-punk Gang of Four se juntam à gravadora nova-iorquina Matador para colocar seu acervo online – incluindo 14 (!) discos ao vivo. Os três primeiros discos da banda, os clássicos Entertainment! (1979), Solid Gold (1981) e Songs of the Free (1982), além de registros como Live at the Edge, Toronto (1979), Live at Nashville Ballroom, London (1979), Live at The Long Horn, Minneapolis (1979), Live at Ole Man Rivers, New Orleans (1980), Live at Roseland Ballroom, New York City (1981) e Live at Hofstra University, Hempstead (1983), entre outros. Os relançamentos foram motivados pela passagem do guitarrista Andy Gill, que morreu no início do ano e era uma das forças propulsoras do grupo. Aumenta o volume!